Enfim Ronaldinho?
O Flamengo perdia para o Atlético-MG no Engenhão por 1 a 0, gol de Dudu Cearense, quando Ronaldinho pegou um rebote na entrada da área, ajeitou a bola e mandou de peito de pé na diagonal, acertando o ângulo de Renan Ribeiro: GOLAÇO. Foi o começo da reação carioca, comandada, acreditem, por Negueba, autor das jogadas dos dois primeiros gols, marcados pelo camisa 10 e por Thiago Neves. Deivid, duas vezes, fechou o placar. Teria sido esse gol uma prova de que Ronaldinho ainda não acabou e que pode render bem mais do que está jogando? Quanto ao Galo, Dorival Jr. havia começado muito bem, vencendo e convencendo. Mas a equipe parece que se perdeu. Justamente quando entraram alguns atletas mais rodados, como Dudu, Mancini e Daniel Carvalho. Seria coincidência?
Bahia dá o troco pela CB e Adílson não resiste
Após vencer o Fluminense no Rio, o Bahia vai mostrando a característica de visitante incômodo. Se tem dificuldades para jogar em casa, onde a torcida apoia muito, mas também cobra, o Tricolor baiano parece que se solta fora de seus domínios. A vítima da vez, ou melhor, as vítimas, foram o Atlético-PR e Adílson Batista, que pediu demissão após a derrota por 2 a 0, gols de Marcone e Lulinha. Renê Simões, após um começo de trabalho difícil, com eliminações na semifinal do campeonato baiano e na Copa do Brasil (a equipe levou 5 desse mesmo Atlético-PR pela CB), vai encontrando um rumo para a equipe, que confia muito na velocidade de Jóbson, um dos destaques do campeonato até agora. Já o Furacão até não tem um elenco muito ruim: estão por lá atletas como Manoel, zagueiro jovem e de boa qualidade, Kléberson e Cléber Santana, também qualificados, mas que precisam de um empurrão para jogarem, além de Paulo Baier, que segue sendo o mais perigoso do time. Quem chegar (especula-se que Cuca estaria negociando com o clube) terá mais trabalho para lidar com a paciência da torcida do que arrumar o time. Existem 4 equipes piores que o Atlético-PR, com certeza, basta que o Furacão fique na frente deles ao fim do campeonato.
Estreia iluminada
A estrela de "papai" Joel Santana brilhou. Na estreia, mesmo sem apresentar grande futebol, ele conseguiu o que Cuca não havia conseguido: vencer. Com dois gols de Montillo, a equipe mineira bateu o Coritiba por 2 a 1 (Marcos Aurélio descontou). Se a Raposa reagiu, o Coxa segue cambaleante na competição. Até agora, somou apenas quatro pontos. Tem jogado de igual para igual com os adversários, feito os gols necessários; está na hora de a defesa parar de ser vazada. Aí, sim, as vitórias voltarão. Mas é bom o Coritiba se ligar, pois não pode se afundar por muito tempo na dor do vice-campeonato da Copa do Brasil. Voltar para a Série B nao passava pela cabeça de torcedores, dirigentes e jogadores no começo do ano, nem chegar à final da CB...
Chocolate no clássico paulista
Caiu a invencibilidade e os 100% do líder São Paulo. No clássico contra o Corinthians, no Pacaembú, goleada de 5 a 0 do Timão, com show da dupla Danilo e Liédson. O camisa 9 corintiano fez 3, enquanto que Danilo deu duas assistências e ainda marcou uma vez. Jorge Henrique, em falha de Rogério Ceni, fechou a goleada. Com o resultado, o Corinthians é líder do campeonato por aproveitamento, já que tem um jogo a menos e pode passar o São Paulo em pontos. Tite vai encaixando a equipe e deu mostras de que o Timão é um dos candidatos ao título nesse ano. Já o Tricolor do Morumbi não deixou de ter qualidades, mas mostrou mais fraquezas do que se esperava. A tendência é piorar, pois Carpegiani perderá Lucas e Casemiro, garotos que vinham muito bem, por um longo tempo. O desafio de Carpegiani agora é manter a equipe vencendo sem seus principais jogadores. Se resistir a essas baixas, o SP pode brigar pelo título.
Goleada na "estreia" Colorada
Ficou um sentimento de estreia após a vitória do Inter por 4 a 1 contra o Figueirense. Com gols de Bolívar, Oscar, Leandro Damião e Ricardo Goulart, a equipe Colorada venceu a primeira em casa nesta temporada e repetiu as atuações que a torcida se acostumou a ver no Beira-Rio. Já o Figueira, que fez o seu gol com Wellington Nem, foi apresentado a dura realidade da primeira divisão. Os catarinenses acumulavam uma série de bons resultados, mas levaram um baque forte. Agora, resta ao Colorado se manter no caminho das vitórias, certamente com um pouco mais de sossego para Falcão trabalhar, ao menos até o próximo jogo. Já o Alvinegro catarinense tem outra parada na próxima rodada: receberá o campeão continental Santos. Na primeira divisão, não tem jogo fácil e a reação da equipe de Jorginho a essa goleada deve ser imediata.
Abelão vence a primeira e Felipão perde a invencibilidade
Nos demais 4 jogos, destaques para a primeira vitória de Abel Braga no comando do Fluminense, 1 a 0 no Avaí, em SC, gol de Conca, e para a primeira derrota do Palmeiras no campeonato, 2 a 0 para o Ceará, no Presidente Vargas, gols de Washington e Thiago Humberto. O Botafogo confirmou o bom momento e bateu o Grêmio no Engenhão por 2 a 1, gols de Marcelo Mattos e Elkeson para os cariocas, com Rafael Marques descontando. E o Vasco se mantém longe da ressaca pelo título da Copa do Brasil: fora de casa, Felipe fez o único gol do jogo contra o Atlético-GO.
A partida que fecha a rodada, entre Santos e América-MG, foi adiada para o dia 10/08.
| Jogadores do River: ninguém queria entrar para a história assim |
O futebol está mudando. Hoje em dia, uma boa administração não é mais um "bônus", e, sim, o mínimo. O River Plate convivia há algum tempo com problemas financeiros e péssimos resultados dentro de campo. O rebaixamento escancarou o que dirigentes que comandaram o clube pareciam não ver. Time grande também cai, seja aqui (Botafogo, Palmeiras, Atlético-MG, Grêmio, Corinthians e Vasco), na Argentina, na Itália (a Juventus foi rebaixada por dívidas e perdeu os Scudettos das temporadas 2004/05 e 2005/06)... É triste para uma das maiores torcidas do mundo, mas também pode fazer bem se a equipe souber tirar as lições certas. Dos brasileiros que caíram, o Vasco foi campeão da Copa do Brasil 1 ano e meio após voltar da Segundona; o Corinthians, em 2008, com um time que disputou a Série B, foi vice-campeão da CB, tendo vencido a competição no ano seguinte; o Grêmio chegou a final da Libertadores em 2007, também um ano e meio após voltar de Série B...
Os exemplos estão aí. Agora é com a diretoria do River. Se o clube não reagir rápido, corre o risco de acabar como Paysandu e Santa Cruz/PE (perdoem a comparação e relevem as diferenças, por favor), que eram soberanos em seus estados, frequentavam a primeira divisão nacional e, atualmente, são quase inexpressivos no país (o Santa até reagiu e venceu o Pernambucano deste ano, mas ainda está longe de conquistar algo significativo em termos nacionais).
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