quinta-feira, 16 de junho de 2011

Empate no Uruguai deixa Santos com boa vantagem


Neymar: craque santista foi bem marcado.
Santos e Peñarol empataram em 0 a 0, no estádio Centenário, pela primeira partida da decisão da Libertadores. O jogo de volta ocorre na próxima quarta-feira (22/06) no Pacaembú. Vale lembrar que não há saldo qualificado na final; logo, novo empate, por qualquer placar, leva o jogo para os pênaltis. Quem vencer será o campeão.

Em termos de qualidade, as equipes brasileiras são superiores aos seus adversários da Libertadores. Nos últimos anos, os brasileiros estão entendendo que para ganhar a maior competição do continente não basta somente bola no pé. É por isso que das últimas 11 finais disputadas o Brasil esteve presente em nove, tendo ganho 3 vezes (São Paulo em 2005 e Inter 2006/10). Poderia ter vencido mais, é verdade, mas isso não apaga a expressividade dos números.

Na final de ontem, o Santos suportou uma pressão imensa. A torcida do Peñarol fez muito barulho e a equipe uruguaia correspondeu em campo com muita entrega. E o Peixe devolveu na mesma moeda, se destacando muito mais pela bravura e superação do que pela qualidade técnica. Quando colocou a bola no chão, os brasileiros não tiveram dificuldade em criar jogadas e desperdiçaram boas chances de gol, principalmente com Zé Love, que teve a bola do jogo no segundo tempo.

O Santos está com a vantagem. Não fez gol fora de casa, mas não há saldo qualificado na final, logo, empatar com gols não dá o título ao Peñarol. Jogando no Pacaembú, com a torcida e o ambiente a seu favor, o Peixe tem tudo para vencer, mesmo que pelo score mínimo, e se sagrar campeão. E muito disso se deve a Muricy, que já bateu na trave com o São Paulo em 2006, que chegou para dar aquilo que o time jovem e habilidoso do Santos precisava: um maior poder de marcação e a capacidade de jogar feio nas situações em que se precisa.

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