quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - 2° semestre

A segunda metade do ano para o futebol nacional foi marcada pelo título brasileiro conquistado pelo Corinthians um dia após a morte de Sócrates, pela boa participação do Vasco na Copa Sul-Americana e pelo massacre do Barcelona em cima do Santos na disputa da final do Mundial de Clubes. Além desses fatos, os torcedores vibraram com as arrancadas de Fluminense, Figueirense e Atlético-MG, entre outras nem tão expressivas, se escabelaram com as quedas bruscas de Palmeiras e Botafogo, acompanharam mais uma vez o desleixo dos brasileiros com a Sul-Americana e se preocuparam com o problema médico de Ricardo Gomes, que, felizmente, deve voltar ao reservado em 2012.

Em dia de luto pela morte de Sócrtaes, Timão brinda a regularidade e confirma o título do Brasileirão
Timão deu a volta por cima em 2011. 
O Brasileirão 2011 premiou a vontade do Corinthians. Em um campeonato marcado pelos vacilos - e com o Timão não foi diferente, vale lembrar a derrota para o lanterna América-MG por 2 a 1 na 33ª rodada, só para ficar em um exemplo -, o Alvinegro do Parque São Jorge foi a equipe com mais fome de título, o que até pode ser explicado: bateu na trave ano passado, caiu na Pré-Libertadores e ainda perdeu o Paulistão para o Santos nesse ano. Além disso, foi um prêmio ao presidente Andrés Sanchez, que é um cartola como os outros - diz muitas bobagens e ainda com inúmeros erros de português -, mas não se deixou levar pelas pressões externas e manteve Tite até o final do certame, apostando na regularidade e no trabalho do treinador.


Com menos de um gol sofrido por partida - 36 em 38 jogos -, a defesa corintiana foi o esteio da equipe que, mesmo atuando durante grande parte do campeonato com 3 atacantes de ofício - dois deles bem abertos e fechando o meio-campo -, sofreu para marcar e não teve triunfos fáceis - das 21 vitórias, 17 foram pela diferença mínima de um gol. Muitas equipes optam por rechear seus times com zagueiros e volantes na esperança de defenderem melhor, mas Tite mostrou que um time pode ter jogadores vocacionados para o ataque e se defender bem - no caso corintiano, poderia ter atacado melhor. Apesar das muitas vitórias, os jogos mais emblemáticos da campanha do Timão acabaram empatados: o 2 a 2 com o Vasco, em São Januário, que serviu para freiar o bom momento dos cariocas e possibilitou ao time paulista assumir a liderança na rodada seguinte, e o empate com o Inter, no Beira-Rio, conquistado aos 44 mins do segundo tempo graças a um gol do ex-Colorado Alex. (Reveja no vídeo abaixo o empate entre Vasco e Corinthians)


Libertadores tinha 4 garantidos, mas ninguém queria as 2 últimas vagas...
Na última rodada do campeonato, Santos (atual campeão da Libertadores), Vasco (campeão da Copa do Brasil), Corinthians e Fluminense (pelo número de pontos) já estavam garantidos na principal competição do continente em 2012, e as duas vagas que restavam eram disputadas por 6 equipes. Flamengo e Coritiba estavam ocupando os lugares premiados quando os jogos da última rodada se iniciaram. O Rubro-Negro só precisava empatar, e conseguiu; o Coxa perdeu para o rival Atlético-PR, rebaixado no intervalo dos jogos com a goleada do Cruzeiro sobre o Atlético-MG, e viu o Inter ficar com a vaga que poderia ser sua. O Figueirense fez grande campanha e talvez merecesse algo melhor do que o 7° lugar, mas as suas limitações e as derrotas em casa para Fluminense e Corinthians na reta final sepultaram as esperanças dos catarinenses. (Reveja abaixo os gols de Santos 4 x 5 Flamengo, o jogo mais maluco - e talvez o melhor - do campeonato)



Rebaixados e com mérito!
O ano poderia ser de terror para os mineiros, mas acabou sendo de alívio, com um gosto mais amargo para os atleticanos. Em determinada parte do campeonato, América-MG e Atlético-MG habitavam o Z-4, enquanto o Cruzeiro se aproximava perigosamente. No fim, apenas o Coelho, que passou míseras 5 rodadas fora da Zona do Descenso, foi rebaixado. O Galo não caiu, até se livrou com algumas rodadas de antecedência, mas perdeu a chance de rebaixar a Raposa levando 6 a 1 no clássico pela rodada final e deixou a sua torcida enlouquecida. Jogou pelo ralo a credibilidade conquistada com a boa reação ao longo da competição. Também vão jogar a Série B em 2012 o Avaí e o Atlético-PR, equipes que passaram quase todo o campeonato entre os 4 últimos, e o Ceará, semifinalista da Copa do Brasil, mas que foi perdendo a força até definhar e terminar em 18°.

Vasco quase chega, mas LaU atropela todos e leva o título da Sul-Americana
A Universidad de Chile foi a grande campeã da Copa Sul-Americana 2011. Torneio que tem crescido em importância, mas, equivocadamente - na humilde opinião deste blogueiro -, continua sendo desprezado pelos brasileiros. Nesta temporada, o Vasco mandou reservas para jogar fora contra Aurora/BOL e Universitário/PER, sendo que em casa foi com força máxima e aplicou duas goleadas - 8 a 3 e 5 a 2, respectivamente. O Botafogo, que tem morrido na praia ultimamente no Brasileirão, não aproveitou a Sul-Americana: poupou os principais jogadores no Rio e empatou com o Santa Fé/COL; na volta, preservou jogadores novamente e levou de 4; o Flamengo foi com todos os titulares, mas sem a mínima vontade e também levou de 4, dessa vez para LaU e ainda em pleno estádio Engenhão; e o São Paulo, que recém tinha estreado Leão, até venceu em casa, mas não resistiu ao Libertad no Paraguai e foi eliminado nas oitavas, assim como Flamengo e Botafogo. (Reveja abaixo os gols do duelo Vasco 1 x 1 Universidad de Chile)




Os confrontos da Sul-Americana 2012 entre brasileiros já estão definidos. São Paulo x Bahia, Figueirense x Atlético-GO, Coritiba x Grêmio e Botafogo x Palmeiras. Será que alguém vai levar a sério? Mais do que vaga na Libertadores, a Sul-Americana representa a chance para equipes grandes como Grêmio, Botafogo e Palmeiras ganharem um título de expressão depois de anos na fila, além de uma ótima vitrine para Figueirense, Atlético-GO e Coritiba, clubes intermediários do cenário nacional e pouco conhecidos na América do Sul, mas que terminaram o ano sem sustos; esta na hora de dar um passo à frente e a Sul-Americana pode ser a grande chance.

Grêmio e Inter erram além da conta (de novo) e Colorado salva o ano com a vaga na Libertadores
A Dupla teve um primeiro semestre para esquecer na Libertadores e o Inter amenizou o sofrimento do seu torcedor com o título do Gauchão. Na segunda metade do ano, a história foi parecida, com as duas equipes vacilando e o lado vermelho do Estado sorrindo ao final do Brasileirão: o Grêmio flertou com o Rebaixamento, depois, levemente, com a Libertadores e acabou sem nada - classificar para a Sul-Americana é o mínimo, convenhamos, pois tirando as 6 equipes da Libertadores e os 4 rebaixados sobram 10 clubes para 8 vagas na Sul-Americana, quem não conseguir nem isso deve rever imediatamente o que está fazendo; já o Inter tropeçou bastante, é verdade, inclusive ao perder para o Flamengo na penúlitma rodada, mas venceu o confronto final do campeonato, ainda por cima contra o maior rival, e terminou o ano de volta à Libertadores. (Reveja os gols do Gre-Nal do primeiro turno)




As lesões de Damião e as fracas aparições do seu substituto, Jô, fizeram Dorival Jr., inusitadamente, escalar o Inter sem atacantes no segundo tempo das partidas contra São Paulo e Avaí. No final, com a volta do camisa 9 e a ascensão de Gilberto, a equipe terminou atuando no 4-4-2. Apesar da solidão de Damião em alguns momentos, o ataque Colorado fez a sua parte e foi o terceiro melhor da competição com 57 gols. A defesa foi a quinta melhor, mas o clube necessita urgentemente de um companheiro para Rodrigo Moledo e mais alguém confiável para a reserva. Índio e Bolívar estão mal, além de já terem a idade avançada, enquanto Juan está de saída (mesmo se ficar, não se pode chamá-lo de confiável). Ter um ataque muito bom com Dagoberto e Damião pode não ser o suficiente se a zaga continuar vazando. (Reveja os gols do Gre-Nal do segundo turno)





Já do lado azul, o Brasileirão começou assustando, pois a equipe definhava sob o comando do ídolo Renato. Ele saiu (demitiu-se ou foi demitido?), veio Julinho Camargo que, 6 jogos e uma vitória depois, foi-se para dar lugar ao bombeiro Celso Roth. Com ele, o Grêmio adquiriu, finalmente, um padrão tático mínimo e conseguiu passar longe do descenso. Chegou a flertar com a Libertadores, de leve, mas logo foi impedido pelos seguidos tropeços fora de casa - venceu apenas 4 longe do Olímpico, sendo 2 contra equipes rebaixadas. No final, terminou melancolicamente, perdendo para o Ceará e empatando com o Atlético-GO em casa antes de ser derrotado pelo rival que se garantiu na Libertadores. Douglas, responsável pelos melhores momentos da equipe no campeonato, não deve ficar em 2012, o que pode se tornar um problemão para Caio Jr. se não vier alguem à altura.


Seis meses de espera e preparação?
O Santos pensou na final do Mundial desde que venceu a Libertadores; num possível duelo contra o Barcelona desde que os espanhóis conquistaram a Liga dos Campeões no final de maio. Mas a equipe parece não ter se preparado adequadamente, pois passou com dificuldades pelos japoneses do Kashiwa Reysol nas semifinais e levou um baile dos catalães na decisão. Muricy ficou reclamando do calendário, das convocações de Neymar, disso e daquilo e se esqueceu de preparar a equipe. Teve seis meses para trazer um zagueiro, mas preferiu apostar em Edu Dracena e Durval; poderia ter experimentado táticas, jogadores, enfim, mas, não, só apertou o passo no Brasileirão quando precisou se distanciar do Z-4. Na final contra o Barcelona, o técnico inventou um 3-5-2 até então quase nunca utilizado, exceto no final de algumas partidas, o que nem chega a contar como teste, e assistiu ao Barcelona golear a sua equipe. Perder para os espanhóis é natural, perfeitamente aceitável, até mesmo pelo placar que foi - 4 a 0. Mas a atuação apática santista, dando a derrota como certa, e a invenção tática de Muricy representaram um vexame. (Reveja os gols da final do Mundial no vídeo abaixo)




O ano de 2011 já foi e esperamos que em 2012 os erros possam ser corrigidos. A Copa se aproxima, o que é bom por um lado, pois todos estão ansiosos para verem as seleções de todo mundo desfilando por aqui, mas ao mesmo tempo é ruim, já que as obras seguem atrasadas em sua maioria. Outro problema da Copa é que jogadores de renome têm voltado para jogar no Brasil com a intenção de serem lembrados por Mano; vem para cá apenas com esse objetivo, inflacionando os salários e sem render dentro de campo 1/10 do que recebem.


Um bom final de ano a todos, muita saúde e que cada um possa se orgulhar daquela equipe que torce, senão pelos títulos, mas ao menos pelo empenho dentro de campo. Acho que essa foi a grande lição que o final de 2011 nos reservou com a derrota do Santos; só um pode vencer, e o Barcelona era muito superior, de fato, mas todos que têm a chance de chegar a uma final devem lutar e fazer por merecer. Apesar do favoritismo, o Barça não entrou de salto alto, foi firme e já havia definido o jogo ainda no primeiro tempo. Feliz 2012 a todos!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - 1° semestre

O ano de 2011 para o futebol brasileiro acabou com a derrota do Santos para o Barcelona na final do Mundial. Nos gramados nacionais, a bola parou de rolar após a rodada final do Brasileirão, que coroou o Corinthians como campeão nacional. Mas muita coisa já havia acontecido em 2011. No primeiro semestre do ano, os Estaduais, a Copa do Brasil e a participação pífia dos brasileiros na Libertadores - à exceção, é claro, do campeão Santos - mostraram aos torcedores o renascimento do Vasco - de candidato ao Rebaixamento em determinado momento do Estadual até vencedor da Copa do Brasil -, o Flamengo campeão carioca invicto com R10, além das quedas do Corinthians na pré-Libertadores, de Cruzeiro, Fluminense, Inter e Grêmio nas oitavas da competição continental, e do título do Santos de Muricy.

Mesma competição, dois times: Santos leva Libertadores graças a Muricy e Neymar
Ainda no final do ano passado, o Peixe contratou Adílson Batista para comandar a equipe. Como não fazia nada no Brasileirão, o clube da baixada santista se deu ao luxo de continuar com o interino Marcelo Martelotte nas últimas rodadas e deixar Adílson apenas assistindo. Nesta temporada, a equipe não conseguiu empolgar na primeira fase da Libertadores e, mesmo estando invicto, mas tendo se complicado na Libertadores com muitos empates, o Peixe demitiu Adílson e trouxe Muricy Ramalho, que havia deixado o Fluminense por conta de problemas na estrutura de trabalho - sendo que recusou a Seleção Brasileira para continuar no clube carioca.

Com Ganso em baixa e contundido nas quartas, semifinais e na partida de ida da final, Neymar e Danilo assumiram como principais expoentes da equipe campeã da Libertadores, que apresentou ainda uma defesa bem segura e a ótima fase do goleiro Rafael. O Peixe foi indo adiante com vitórias magras, mas sendo superior aos adversários na maioria dos jogos. (Reveja os gols da final no vídeo abaixo)


Quanto aos outros brasileiros, a participação do País foi histórica, mas por conta dos vexames. O Corinthians, de Ronaldo e Roberto Carlos, caiu na pré-Libertadores para os colombianos do Tolima - foi a primeira vez que um brasileiro não avançou a fase de grupos; o Grêmio passou pelo Liverpool/URU na pré, passou aos trancos e barrancos na fase de grupos e caiu para o Universidad Católica/CHI nas oitavas; o Cruzeiro, melhor campanha da primeira fase, surpreendeu o continente ao perder em casa, por 2 a 0, para o Once Caldas/COL, pior classificado da fase de grupos, sendo que tinha vencido na Colômbia por 2 a 1; o Inter, de Falcão, caiu para o Peñarol, em casa, e de virada; e o Fluminense, que havia vencido no Rio, levou uma goleada no Paraguai para o Libertad e deu adeus a competição, sendo que quase caiu ainda na fase de grupos.

Renascimento do Vasco em cerca de 3 meses leva ao título da Copa do Brasil
Ninguém parou o Trem-Bala da Colina na CB.
Depois de ficar em quinto na fase de grupos da Taça Guanabara - o primeiro turno do campeonato carioca - e não avançar ao mata-mata, o Vasco mandou Carlos Alberto para o Grêmio, o técnico PC Gusmão embora e trouxe Ricardo Gomes para comandar a equipe. Em cerca de 3 meses, o time adquiriu uma liga impressionante, que durou até o final da temporada, mesmo com Gomes ficando um turno inteiro do Brasileirão fora dos gramados - o interino Cristóvão Borges comandou o Trem-Bala da Colina no segundo turno do campeonato nacional e na Sul-Americana.

Como principais adversários, o Cruzmaltino enfrentou as equipes da Região Sul na reta final - Atlético-PR, Avaí e Coritba, este último, rival da final e que tinha eliminado o Palmeiras após fazer 6 a 0 no time de Felipão. Éder Luís fez um primeiro semestre sensacional, assim como Bernardo, que se tornou xodó da torcida. (Reveja os gols da final no vídeo abaixo)


O Flamengo, até então invicto na temporada, foi eliminado para o Ceará, perdendo o primeiro jogo em casa e empatando fora; o Atlético-MG caiu para o Grêmio Prudente logo na segunda fase; assim como o campeão Vasco, o Coritiba, tido por muitos como o melhor time do primeiro semestre, encarou adversários da elite nacional na reta final da CB - Palmeiras, Ceará e o próprio Cruzmaltino, tendo sido superado no detalhe pelos cariocas em partidas bastante disputadas e marcadas pela igualdade; o Palmeiras caiu levando 6 a 0 no Couto Pereira para o vice-campeão; o Botafogo foi eliminado pelo Avaí em partida que teve muito mais destaque pela briga entre Loco Abreu e Marquinhos após o apito final do que pelo jogo em si; e o São Paulo também foi eliminado pelo Leão catarinense.

Entre as zebras, além da desclassificação do Galo Mineiro para o Prudente, estão as quedas do Vitória para o Botafogo-PB e do Sport para o Sampaio Corrêa-MA ainda na primeira fase, e da Portuguesa para o Bangu.

Dupla Gre-Nal: fantasmas do passado comprometem primeiro semestre
Leandro Damião foi o "cara" do Inter em 2011.
A eliminação para o Mazembe deveria ter provocado a demissão de Celso Roth, mas o Inter resolveu mantê-lo para 2011 e atrasou a remontagem da equipe. Os problemas seguiram os mesmos e, apesar de bem na Libertadores, o clube mandou Roth embora no início de abril e trouxe Falcão, numa tentativa clara de imitar o rival que havia trazido um ídolo, Renato, e estava com um bom cartaz na mídia. Três meses depois, mesmo campeão estadual, Falcão não resistiu a queda na Libertadores e a um 3 a 0 para o São Paulo, em casa, e, após um período sob a batuta do interino Osmar Loss, veio Dorival Jr., o último técnico no ano. De novidade mesmo no Gauchão, além de mais uma conquista em cima do maior rival - com direito a vitória de virada, nos pênaltis e ainda por cima no estádio Olímpico -, houve a dissolução do time B, eliminado em casa, nos pênaltis, para o Cruzeiro nas quartas de final do primeiro turno. O autor da proeza foi Roberto Siegmann, que perdeu a paciência com o projeto do time B e chutou o balde, escancarando divergências políticas dentro do clube. (Reveja os gols da final do Gauchão no vídeo abaixo)


Na Libertadores, mesmo com a troca de técnico, o Colorado foi a terceira melhor campanha da fase de grupos e encarou os uruguaios do Peñarol, equipe de 3 derrotas e 3 vitórias na primeira fase, pelas oitavas de final. No Uruguai, Leandro Damião fez o gol do empate; no Beira-Rio, quase um mês após a chegada de Falcão, Oscar abriu o marcador logo no início do jogo; na volta do intervalo, a equipe sofreu um apagão e literalmente assitiu Martinuccio e Olivera virarem o marcador. Era o fim do sonho do bicampeonato.

Leandro começou empolgando, mas acabou o ano na reserva.
Do lado Tricolor, equipe e torcida acabaram o ano em lua-de-mel. A recuperação espetacular no Brasileirão mascarou as deficiências e fez o presidente Paulo Odone manter um técnico do qual não gostava - como profissional -, mas que contava com o apoio total das arquibancadas. A perda de Jonas logo no começo do ano começou a instalar o pânico nos torcedores; contratações como Carlos Alberto e Vinicíus Pacheco, que eram duvidosas, confirmaram as suspeitas e fracassaram, assim como Rodolfo, que voltou muito longe do zagueiro que atuou pelo Fluminense. André Lima e Borges estavam se acertando quando o auto-denominado "Guerreiro Imortal" se lesionou. Os problemas de ataque escancararam as demais deficiências. Paulão, que não era o mesmo de 2010, foi embora, deixando um vazio ainda maior no miolo de zaga; Viçosa e Lins foram promovidos a solução ofensiva e naufragaram. E assim a Libertadores foi pelo ralo, sendo que a equipe não teve a mínima chance contra os chilenos da Universidad Católica no jogo de volta. (Reveja os gols da derrota em casa para o Universidad Católica no vídeo abaixo)


No Gauchão, surgiu a promessa Leandro, de cabelo e futebol parecidos com o de Neymar, mas que não conseguiu salvar o time nem no regional e muito menos na Libertadores. Em um Gre-Nal com a Dupla em crise, o Grêmio foi ao Beira-Rio e em uma das coisas que só o futebol pode mostrar venceu o maior rival por 3 a 2, gols de Viçosa, duas vezes, e Leandro. Na partida de volta, em casa, conseguiu perder o título do Gauchão nos pênaltis. Renato durou mais um tempo no Brasileirão, até se demitir (ou ser demitido?) e dar lugar a Julinho Camargo.

Estaduais 2011: tabela apertada gera polêmicas (de novo...)
Entre os estaduais, nada de novo: jogos com pouco interesse do público, à exceção dos clássicos, reclamações da quantidade de viagens, do calendário... Enfim, nenhuma novidade.

- Paulista: o Santos venceu o Corinthians na final; nas semifinais, também nada de zebras: o Peixe encarou o São Paulo, enquanto o Timão teve pela frente o Palmeiras.

- Carioca: o Flamengo venceu os dois turnos - contra o Boavista no primeiro e o Vasco no segundo - e foi campeão invicto. Na Taça Guanabara, a primeira metade do campeonato, o Vasco deu vexame e foi "substituído" pelo Boavista na semifinal (os outros três eram os grandes da Capital); na Taça Rio, o returno, quem fez feio foi o Botafogo, que ficou de fora e viu o Olaria "ocupar a sua vaga".

- Mineiro: o Cruzeiro, mesmo recém eliminado da Libertadores, engoliu o choro e venceu o Atlético-MG na partida decisiva, ficando com o título.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Barça campeão! Contra a mesmice, deu a lógica

Clube conquista seu segundo título
na temporada 2011/12; o primeiro foi
a Supercopa, em cima do maior rival,
o Real Madrid.
O Barcelona fez 4 a 0 no Santos, ao natural, e se sagrou campeão do Mundial de Clubes da Fifa 2011. O clube paulista, que criou uma expectativa boa quanto a seu enfrentamento com os espanhóis, principalmente por ter jogadores como Ganso e Neymar, caiu sem ter chances contra a melhor equipe que eu já vi jogar. Esse Barcelona, de Pep Guardiola, Xavi e Messi, entre outros, já entrou para a história, mas mesmo assim não se cansa de tentar conquistar títulos. Se nessa temporada o Vasco foi tão elogiado por tentar ganhar Sul-Americana e Brasileiro depois de já ter vencido a Copa do Brasil, o que dizer do Barça, vencedor de 3 das últimas 6 Champions League, maior favorito para a conquistá-la mais uma vez e que não se cansa de levantar troféus?

A superioridade do Barcelona é apenas um dos aspectos da final do Mundial e talvez o menos discutível. O Santos tinha chance de vencer, sim, porque também tem bons jogadores e porque no futebol não existe jogo jogado, a zembra sempre pode aparecer. Ponto. Fora isso, analisando momento atual das equipes, qualidade técnica, tática e individual, os treinadores, enfim, todo o resto, o resultado da partida é completamente lógico, pois os catalães são muito superiores.

Mesmo assim, acredito que Mucicy e os jogadores brasileiros tenham uma boa parcela de responsabilidade nessa derrota. O comandante santista porque inventou um esquema que não havia treinado, se acovardando e esperando que um milagre chamado Neymar acontecesse; não deu certo. E os jogadores, com uma parcela bem menor, também pecaram durante o jogo ao se acovardarem, ao não terem atitude. Uma coisa é saber que o Barcelona é superior e muito difícil de ser parado; a outra é disputar a final do Mundial e entrar em campo sabendo que vai perder, apenas para cumprir tabela. Faltou espírito competitivo ao time do Santos, vontade de lutar e de alcançar o objetivo, independentemente da dificuldade, fosse ela do tamanho que fosse. Neymar falou ao final do jogo que a equipe teve uma aula de futebol; realmente foi o que pareceu, pois o Barça fez o que quis e o Santos apenas aceitou.

Claro que é fácil falar depois e analisar, mas era óbvio que o Santos iria se dar mal se tentasse apenas marcar o Barcelona. O próprio Muricy disse que o time deveria se divertir, mas na hora do jogo escalou um esquema mais defensivista, sacando um meia, colocando Léo na lateral e três zagueiros. Qual recado os atletas vão entender: o que o treinador disse com palavras ou com sua atitude? Enfim, o Santos deixou claro a distância que existe entre o Barcelona e as demais equipes. Se levar alguma coisa de lição dessa final, que seja a vontade de vencer e a coragem de encarar o adversário que for. Depois do jogo, reconheça a superioridade; mas, durante a partida, lute por seu objetivo.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Barça confirma favoritismo e goleia; LaU conquista a Sul-Americana com sobras

Brasileiro Adriano marcou duas vezes:
no primeiro, praticamente ganhou o gol
depois de uma trapalhada entre
o goleiro e o lateral-esquerdo adversários.
Foi até chato ver a goleada do Barcelona sobre o Al-Sadd/QAT por 4 a 0, pois a diferença entre os dois times é colossal. Se é verdade que o Santos passou por alguns sustos, vale lembrar que enfrentou um adversário que deu trabalho, ao contrário dos espanhóis, que encararam uma equipe muito frágil. A superioridade foi tanta que parecia um treino, ainda assim um rachão, tamanha a facilidade de Messi e cia. Os gols foram marcados pelos brasileiros Adriano, duas vezes, e Maxwell, além de Keita. A notícia ruim da partida foi a fratura de David Villa, que certamente está fora da final contra o Santos e deve ficar afastado dos gramados por um bom tempo. O seu substituto, Alexis Sánchez, também saiu contundido, o que pode representar um problemão para o treinador.

O grande objetivo de Guardiola e dos jogadores no pré-jogo nem era com relação ao adversário, mas, sim, manter a motivação para não correr riscos. E isso os catalães fizeram. Apesar da fraqueza do time de Fossati, o Barça jogou o tempo todo buscando o gol, ao seu estilo, claro, tocando a bola, e não deixou o pobre time do Qatar respirar. Daniel Alves, Piqué e Xavi foram poupados e sequer entraram no decorrer do confronto. Para a partida contra o Santos, devem ser utilizados. Fica a dúvida quanto aos parceiros de Messi na frente; com a grave lesão de Villa, que está fora, e o problema de Alexis Sánchez, sobram Pedro e o jovem Cuenca. Há também a possibilidade de Guardiola colocar Iniesta mais a frente pelo lado esquerdo e escalar Fábregas no meio-campo.

Ficha técnica: Al-Sadd/QAT 0 x 4 Barcelona

Al-Sadd/QAT
 (5-4-1): 18-Mohamed; 6-Kasola, 21-Koni, 4-Lee, 13-Ibrahim e 3-Belhadj; 5-Wesam, 15-Talal (10-Al Yasidi), 14-Khalfan e 12-Kader Keita (11-Al Haydos); 9-Niang (7-Yusef). Téc: Jorge Fossati.

Barcelona 
(3-4-3): 1-Victor Valdés; 5- Puyol, 14-Mascherano e 22-Abidal (19-Maxwell); 21-Adriano, 11-Thiago, 15-Keita e 8-Iniesta; 17-Pedro, 10-Messi e 7-David Villa (9-Alexis Sánchez / 27-Cuenca). Téc: Pep Guardiola.

LaU conquista seu primeiro título internacional
LaU comemora primeiro título internacional da história.
A superioridade foi esmagadora ao longo de toda a competição e ficou evidente também no jogo final. A Universidad de Chile fez 3 a 0 na LDU/EQU e conquistou a Sul-Americana de 2011, seu primeiro título internacional. Ao longo do caminho, a equipe do técnico Jorge Sampaolli eliminou adversários do porte de Flamengo e Vasco, por exemplo, além de vencer as duas partidas finais, semana passada, na altitude de Quito, e, ontem, em um estádio Nacional completamente lotado. Eduardo Vargas, goleador e provável craque da competição, marcou duas vezes, o primeiro e o último gols. Se a Portuguesa foi chamada de "BarceLusa" por ter sobrado na Série B, a equipe de LaU pode ser considerada o Barça do segundo semestre na América do Sul, com uma equipe invicta há 35 jogos.

A equipe que entrou para a história tem como base (3-4-3): 25-Jhonny Herrera; 4-Osvaldo González, 2-Marcos González e 13-José Rojas; 6-Matías Rodriguez, 20-Áranguiz, 21-Marcelo Díaz e 3-Mena; 17-Eduardo Vargas, 16-Castro e 19-Canales. Téc: Jorge Sampaolli.

Viva o nacionalismo?!
"Neymar tira pressão de letra e mostra o talento para o mundo" é o título de uma das tantas matérias que falam sobre a vitória do Santos. Com todo o respeito ao profissional, não era para tanto.

http://espn.estadao.com.br/santos/noticia/231508_NEYMAR+TIRA+PRESSAO+DE+LETRA+E+MOSTRA+O+TALENTO+PARA+O+MUNDO.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Apesar dos sustos, Peixe está na final

Kazuhiro Nogi/FIFA.com (imagem do site Goal.com).
Não foi com a tranquilidade que alguns esperavam, mas o Santos conseguiu vencer o Kashiwa Reysol/JAP por 3 a 1 e se classificou para a final do Mundial de Clubes. Agora, espera por Barcelona ou Al-Sadd/QAT para decidir quem será o melhor time do mundo no ano de 2011. A vitória teve belos gols de Neymar, Borges e Danilo, mas também evidenciou muitos problemas na equipe de Muricy: dificuldades na cobertura dos laterais, na saída de bola e na marcação do meio-campo. Foi um triunfo conquistado muito mais pela individualidade do que pelo futebol coletivo. Claro, alguns descontos podem ser dados. Por exemplo: a atitude de superioridade do Peixe, que as vezes acontece até sem ser de propósito, deve passar ao Barcelona em uma possível final, uma vez que, assim como o clube brasileiro era amplamente favorito e superior aos japoneses, os espanhóis também serão com relação ao time santista.

O grande ponto positivo do Santos foi o seu ataque. Não imagino a equipe passando em branco no jogo final, seja contra o Barcelona ou o Al-Sadd. Neymar fez um golaço, ainda por cima de canhota; Borges confirmou que a fase continua excelente acertando uma bomba no ângulo; e Danilo mostrou que a equipe tem um ótimo cobrador de faltas. Com relação ao time que iniciou a partida, pela velocidade do Barça, acho mais negócio recolocar Léo na lateral-esquerda e Durval na zaga, pois o zagueiro improvisado sofreu com a correria do lateral-direito japonês; Elano também esteve abaixo da crítica e poderia ser substituído por Ibson, que entrou mais participativo e ainda acertou uma bola no travessão.

A entrega do Kashiwa Reysol/JAP também deve ser considerada e fez valer ainda mais a classificação do Santos, mas isso não tira o fato de que o Peixe era superior e correu riscos demais. Nelsinho foi corajoso substituindo o centroavante no intervalo e o atacante mais habilidoso logo no início da etapa final, pois os dois, apesar de importantes, estavam mal; Leandro Domingues mais uma vez decepcionou, enquanto Jorge Wágner ao menos brigou bastante pela bola. O lateral-direito Sakai foi o grande destaque indivual do time, tendo marcado o gol do desconto.

Tempo para trabalhar e corrigir os erros praticamente não há, então resta a Muricy conversar o máximo possível e esperar que seus jogadores assimilem o que será pedido. O time não deve repetir alguns aspectos da atuação do primeiro jogo, muito por conta do nervosismo inicial e de um certo desleixo pela fraqueza do adversário, mas erros existem e a equipe precisa tentar, ao menos, minimizá-los. Se contra o Kashiwa o Peixe levou bola na trave e viu o adversário perder chances incriveís, num possível confronto contra o Barça o time brasileiro não deverá ser perdoado se oferecer a quantidade de oportunidades que o time japonês teve e desperdiçou.

Ficha técnica: Kashiwa Reysol/JAP 1 x 3 Santos

Kashiwa Reysol/JAP
 (4-4-2): 21-Sugeno; 4-Sakai, 3-Kondo, 5-Masushima e 22-Hashimoto (13-Hyodo); 28-Kurisawa, 7-Otani, 10-Leandro Domingues e 15-Jorge Wágner; 18-Tanaka (8-Sawa) e 19-Kudo (9-Kitajima). Téc: Nelsinho Baptista.

Santos (4-3-1-2): 1-Rafael; 4-Danilo (13-Bruno Aguiar), 2-Edu Dracena, 14-Bruno Rodrigo e 6-Durval; 5-Arouca, 7-Henrique e 8-Elano (19-Alan Kardec); 10-P. H. Ganso; 11-Neymar e 9-Borges (18-Ibson). Téc: Muricy Ramalho.

Mexicanos terminam em quinto
Na partida preliminar, o Monterrey/MEX venceu o Espérance/TUN por 3 a 2 e terminou o Mundial na quinta colocação. As duas equipes pareciam melhores tecnicamente do que seus adversários na fase anterior, Kashiwa Reysol/JAP e Al-Sadd/QAT, respectivamente, mas não foram tão competitivas e voltam para casa mais cedo. Os gols do jogo foram marcados por Mier, De Nigris e Zavala para os mexicanos, com Ndjeng e Mouelhi descontando para o time tunisiano.

Noite poderá ser histórica para LaU
Nesta quarta-feira ocorre o jogo decisivo da Copa Sul-Americana 2011. Depois de ter vencido por 1 a 0, em Quito, a Universidad de Chile só precisa empatar com a LDU para conquistar o primeiro título internacional da sua história.

Movimentações da Dupla
A notícia repentina de que o Grêmio gostaria de contar com Brandão para 2012 é um indício de que André Lima não deve ficar. O clube já está tentando um camisa 9 de mais qualidade, logo não iria ficar com mais 2 centroavantes caros no banco. Brandão não fazia parte dos planos, mas parece que ou André Lima recebeu alguma proposta ou caiu no conceito de Pelaipe e o dirigente quer negociá-lo.

Acho muito justa a condição de Douglas renovar o contrato para continuar no clube em 2012. O Grêmio o comprou do Oriente Médio, logo não pode correr o risco de perdê-lo de graça, como já aconteceu com Jonas. Se o jogador quiser sair, tudo bem, é um direito seu, mas que saia agora e deixe o clube, ao menos, com uma compensação.

No Inter, noticia-se a venda de Juan. Apesar de ter qualidades, não deve deixar saudades pelas atuações recentes; até me causa surpresa que uma equipe grande como a Inter, de Milão, tenha interesse num jogador tão descontrolado, com vários registros de exageros e expulsões em 2011.

A chegada de Dagoberto para o início de 2012 é providencial. Mesmo que 1 milhão de reais talvez não seja o valor mais justo, se o Colorado não conseguir um acordo melhor deve pagar, pois o benefício dentro de campo pode compensar a perda financeira.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Hora de aparecer

O Mundial de Clubes da Fifa ainda está na fase semifinal, o que não evita que todas as atenções já estejam direcionadas para uma possível final entre Barcelona e Santos. Considerando que os dois têm totais condições de passar e um amplo favoritismo contra Al-Sadd/QAT e Kashiwa Reysol/JAP, respectivamente, de que maneira o Peixe poderia vencer uma equipe que é considerada não somente uma das melhores do mundo atualmente, mas de toda a história do futebol?

Não acredito que o Santos deva se preocupar muito em tentar parar o Barcelona. Isso mesmo, parece pouco ortodoxo, é verdade, mas para vencer uma equipe desse nível você precisa sair do lugar comum. Parar o toque de bola catalão é quase impossível, e o Peixe nem tem jogadores tão bons no aspecto marcação (apenas Arouca é um excelente marcador; os laterais Danilo e Léo se destacam mais pelo apoio, enquanto a dupla de zaga Edu Dracena e Durval não teria a mínima chance num combate mano a mano com Messi e Alexis Sánchez, por exemplo). Dito isso, acho que a equipe de Muricy tem maiores chances de vencer se tentar apertar a saída de bola, vez que outra, principalmente contando com a esperteza de Neymar; caprichar na bola parada, pois Elano cruza bem, os zagueiros têm boa presença ofensiva e a defesa do Barça tem se mostrado deficiente nesse aspecto; e, o mais importante, o Peixe precisa de Ganso.

Muita gente sempre achou que Ganso era o verdadeiro craque do time, apesar de Neymar ter sido mais badalado durante boa parte do tempo desde que os dois surgiram. Eu mesmo sempre fui um adepto desta corrente. Na temporada passada, o camisa 10 santista foi o principal atleta do Peixe na campanha vitoriosa da Copa do Brasil, enquanto o camisa 11 tinha o apoio de Robinho e a parceria do artilheiro André. Ainda no ano passado, Ganso se lesionou contra o Grêmio, no estádio Olímpico, pelo campeonato brasileiro. E ali a sua carreira começou a mudar.

O Peixe penou na temporada passada sem seu maestro, mas, aos poucos, foi aprendendo a jogar sem ele. Para 2011, veio Elano, que não é exatamente da mesma posição, contudo representou um investimento de peso em qualidade para o elenco. Sem Ganso nas quartas, semifinais e no primeiro jogo decisivo da Libertadores, Muricy conseguiu manter a estrutura do time, acrescentando pegada com mais um volante e liberando Elano. Além disso, com as ausências do camisa 10 ou seus problemas físicos que não lhe permitiram ser o jogador do primeiro semestre de 2010, Neymar assumiu a condição de protagonista máximo da equipe. Assim, ele foi o melhor jogador do torneio continental, se tornou titular absoluto na Seleção de Mano Menezes e foi considerado por muitos como o melhor do Brasileirão.

Neymar se protege do frio em treino no Japão;
ao fundo, Ganso, protagonista da polêmica da semana.
Fora de campo, os dois também seguiram caminhos distintos. Neymar se tornou cada vez mais ídolo, renegociou o contrato para continuar no clube e recusou uma oferta do Chelsea; Ganso, além das lesões dentro de campo, claramente ficou enciumado com a importância assumida pelo amigo e não soube lidar da melhor maneira com isso. Seu futebol decaiu muito, o que até é normal em virtude da séria lesão sofrida, mas fora de campo o camisa 10 santista se envolveu em polêmicas demais. A última delas foi nessa semana quando, já no Japão, ele confirmou ter vendido os 10% que tinha sobre seus direitos econômicos, deixando o grupo DIS com 55% contra 45% do clube praiano. Não precisava dessa, ainda mais às vésperas do início do Mundial para o clube.

Vencer o Barcelona não é impossível; nada no futebol, assim como na vida, é. Mas o Peixe precisará de toda a ajuda possível. Neymar será muito marcado, podem ter certeza, principalmente por já ter enfrentado Dani Alves na Seleção. Com seu craque vigiado, o Peixe precisará, mais do que nunca, da genialidade dos passes e da visão de jogo diferenciada de Ganso. Se voltar a ser quem ele pode ser, a equipe de Muricy é uma, muito forte com a bola no pé, e precisará jogar para derrotar o gigante, pois só tentar marcar os comandados de Pep Guardiola é pouco; do contrário, se for o Ganso do último ano, mais preocupado com o sucesso do amigo do que em fazer por merecer a sua fatia maior no bolo, o Peixe será apenas mais um adversário que sonhou em vencer o super time de Messi e cia.

Arbitragens ridículas se estendem ao Sub-20
Nesta segunda-feira, o Figueirense vencia o Bahia pelo Brasileiro Sub-20, que está sendo disputado no RS, por 2 a 1, quando houve um lance de bola ao chão; não cheguei a ver exatamente o porquê, mas quando o árbitro reinicou a partida, o centroavante do Figueira não chutou a bola para longe, como geralmente ocorre, mas driblou dois marcadores e fez o gol. Gerou polêmica, com certeza, e os jogadores baianos foram para cima dele; até aí, tudo bem. O problema é que o árbitro expulsou o autor do gol por atitude anti-desportiva. Opa, peraí? Como assim? Independentemente do jogador ter devolvido a bola ou não, o juiz não poderia ter expulsado o atleta. Se ele tivesse se aproveitado de um adversário que sofreu fratura exposta para marcar o gol, até era caso para uma atitude mais dura, mas não foi o que aconteceu, ele simplesmente foi mais esperto e mais rápido do que os defensores do Tricolor baiano, apenas isso. Tirá-lo do jogo por atitude antidesportiva foi demais, até mesmo para os fracos árbitros que desfilam nos campeonatos menos importantes do futebol brasileiro.

Quem quiser ver o lance pode acessar http://sportv.globo.com/site/noticia/2011/12/com-expulsao-e-gol-polemicos-figueirense-goleia-o-bahia-no-sub-20.html.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Barça brilha e bate Real no clássico; no Mundial, Santos e Barça conhecem seus adversários

O chileno Sánchez mostrou que tem estrela
e deixou a sua marca logo no seu primeiro clássico.
O Barcelona venceu o superclássico contra o Real Madrid por 3 a 1, de virada, em pleno Santiago Bernabéu. A vitória, com gols de Alexis Sánchez, Marcelo (contra) e Fábregas - Benzema descontou -, coloca o Barça na primeira colocação da Liga Espanhola, empatado em pontos com o Real, mas em vantagem por ter vencido o confronto direto. Agora, tudo é Mundial para a equipe de Pep Guardiola, que já viajou rumo ao Japão. Do outro lado, os comandados de José Mourinho enfrentam o Ponferradina, duas vezes, pela Copa do Rei e o Sevilla pelo campeonato espanhol antes da pausa para as festas de fim de ano.

Logo aos 20 segundos de partida, o Real, que entrou energizado no jogo, pressionou a saída de bola, forçou um erro de Valdés e aproveitou um bate-rebate para fazer 1 a 0, gol do francês Benzema. A equipe merengue continou melhor, apertando a marcação e provocando muitos erros do Barça, que, aos poucos, foi se assentando no jogo. O chileno Alexis Sánchez, escolhido ao invés de Pedro ou Villa para atuar ao lado Messi, começou mal, preocupado em cavar faltas e discutir com o árbitro, mas mostrou o porquê da sua escalação aos 30, quando recebeu passe do argentino e empatou o jogo. A partir daí, só deu Barça. No início da etapa final, Xavi chutou de fora da área, a bola desviou em Marcelo e tirou qualquer chance de defesa para Casillas: 2 a 1. Aos 20, Daniel Alves cruzou na medida e Fábregas fechou a conta.

O Real não fez uma partida ruim, mas o Barça mostrou que é muito superior. Atualmente, com a fase ruim dos principais times ingleses - Arsenal e Chelsea não convenceram na temporada, e as equipes de Manchester caíram na primeira fase da Champions - e a ampla superioridade que tem demonstrado sobre o rival, a equipe de Pep Guardiola tem tudo para vencer a Liga dos Campeões pelo segundo ano consecutivo. Talvez se complique no campeonato espanhol, no qual o Real está muito forte e o Barça tem relaxado em alguns jogos - fora de casa conseguiu 3 vitórias, 3 empates e uma derrota, o que até não significa má campanha, contudo evidencia um certo desleixo do clube Catalão. A tranquilidade com que o Barça controlou o rival, que jogava em casa, deixou evidente que Messi e cia. são hoje, disparadamente, a melhor equipe de futebol do mundo.

Falando em melhor do mundo, ficaram bastante claras as diferenças entre Xavi, Messi e Cristiano Ronaldo, os três candidatos a melhor do mundo pela Fifa. O argentino criou as principais jogadas de perigo do Barça e só foi parado com faltas; o espanhol participou muito do jogo, tanto iniciando os lances da defesa quanto chegando na entrada para concluir; e o portugês esteve absolutamente apagado, um coadjuvante de luxo, sendo menos importante, por exemplo, do que Di María e Benzema, que participaram bem mais da partida.

No estilo Fossati, Al-Sadd avança para pegar o Barça
O Barcelona conheceu neste domingo o seu adversário nas semifinais do Mundial de Clubes da Fifa: é o Al-Sadd, do Qatar, equipe comandada pelo uruguaio Jorge Fossati, ex-técnico do Inter. O atual campeão da Liga dos Campeões da Ásia derrotou o campeão africano, Espérance/TUN, por 2 a 1. A partida começou com amplo domínio do time tunisiano, que tocava bem a bola e criou boas chances de marcar, mas esbarrou nas conclusões ruins. Aos 32, no primeiro ataque do Al-Sadd, Kader Keita, ex-Lyon e Galatasaray, chutou, o goleirão espalmou estranhamente e a bola sobrou para Khalfan abrir o marcador. O Espérance seguiu pressionando, mas o primeiro tempo terminou mesmo 1 a 0.

No começo da etapa final, aos 3 mins, bola na área e gol do Al-Sadd, de Koni, zagueiro e capitão do time. Os tunisianos seguiam melhor e conseguiram descontar aos 15 mins, com Darragi. O domínio e a posse de bole eram do Espérance, mas o time de Fossati até controlava bem o jogo, porém, sem conseguir levar perigo nos contra-ataques - o único atacante, Niang, ex-Olympique, de Marselha, e Fenerbahçe, esteve muito mal. Aos 33 minutos do segundo tempo, as estatísticas apontavam 18 finalizações para os tunisianos contra 6 do time do Qatar, o triplo. No finalzinho, aos 44 mins, bola para a área e gol do Espérance; contudo, o lance foi anulado por impedimento, que não houve. E, assim, contando com a sorte de um erro da arbitragem a favor, a equipe de Fossati avançou para enfrentar o Barcelona. A chance de uma zebra acontecer é pequena, mas no futebol tudo é possível.

Ficha técnica: Espérance/TUN 1 x 2 Al-Sadd/QAT

Espérance/TUN (4-4-2): 1- Ben Cherifia; 6-Coulibaly (26-Afful), 29-Hichiri, 3-Banana e 12-Chammam; 21-Traoui, 19-Mouelhi, 18-Bouazi e 15-Ndjeng; 10-Darragi (7-Ayari) e 28-Msakni. Téc: Nabil Maaloul.

Al-Sadd/QAT (5-4-1): 18-Mohamed; 6-Kasola, 21-Koni, 4-Lee, 13-Ibrahim e 3-Belhadj; 5-Wesam (16-Tahir), 15-Talal, 14-Khalfan (7-Yusef) e 12-Kader Keita; 9-Niang (11-Al Haydos). Téc: Jorge Fossati.

Nos pênaltis, Kashiwa surpreende e está nas semifinais
O adversário do Santos nas semifinais do Mundial de Clubes da Fifa será o atual campeão japonês, Kashiwa Reysol, que derrotou, nos pênaltis, o campeão das Américas do Norte e Central, Monterrey/MEX. Depois de um primeiro tempo equilibrado, o Kashiwa abriu o marcador logo aos 8 mins da etapa final com um belo gol de voleio do brasileiro Leandro Domingues; cinco minutos mais tarde, o chileno Humberto Suazo deixou tudo igual. No tempo normal, o Monterrey procurou mais o ataque, enquanto os japoneses exploravam o contragolpe. Quando a partida foi para a prorrogação, os papeis se inverteram, pois o time mexicano simplesmente morreu em campo. A equipe de Nelsinho Baptista, mesmo sem ter feito nenhuma substituição até quase o final da prorrogação, sobrou fisicamente, mas não conseguiu fazer o gol da vitória. Nas penalidades, o Monterrey errou logo a primeira, com seu capitão Luís Pérez, o que deu mais tranquilidade para os japoneses; os brasileiros Leandro Domingues e Jorge Wágner converteram as suas; o goleiro mexicano Orozco também errou e só conseguiu defender uma penalidade, sem evitar a derrota do seu time.

O "temperamental" Leandro Domingues foi
o craque da J-League e é
o principal jogador do time que enfrentará o Santos.
A equipe do Kashiwa é muito bem distribuída taticamente, em duas linhas de quatro, com dois atacantes na frente. O goleiro não é muito alto, mas é ágil e seguro; os zagueiros são razoáveis e também não muito altos; os dois laterais apoiam bastante, principalmente o da direita, um dos destaques do time; os volantes são medianos e os brasileiros Leandro Domingues e Jorge Wágner completam o meio jogando abertos pelos lados; na frente, Tanaka é veloz e driblador, enquanto Kudo é mais limitado. O carequinha J. Wágner, ex-Inter e São Paulo, é bastante regular, sendo que participa muito do jogo; camisa 10 e craque do último campeonato japonês, Domingues ainda está devendo no Mundial. Fez um golaço contra o Monterrey, é verdade, mas tem se preocupado muito em reclamar, seja da arbitragem ou dos companheiros, as vezes até com gestos acintosos e pouco elegantes. Esse tipo de jogador costuma crescer nas decisões, e, se deixar a marra de lado, Domingues pode ser uma das grandes armas do Kashiwa para tentar surpreender o Santos.

Ficha técnica: Kashiwa Reysol/JAP 1 (4) x 1 (3) Monterrey/MEX

Kashiwa Reysol/JAP (4-4-2): 21-Sugeno; 4-Sakai, 3-Kondo, 5-Masushima e 22-Hashimoto; 28-Kurisawa, 7-Otani, 10-Leandro Domingues e 15-Jorge Wágner; 18-Tanaka e 19-Kudo (11-Hayashi). Téc: Nelsinho Baptista.

Monterrey/MEX (4-4-1-1): 1-Orozco; 4-Osório, 21-Mier, 15-Basanta e 5-Darvin (20-Ayoví); 8-Luiz Pérez, 17-Zavala, 11-Santana (9-De Nigris) e 18-Néri Cardozo (24-Sérgio Pérez); 19-César Delgado; 26-Humberto Suazo. Téc: Victor Vucevich.

Pênaltis:
Gols: Leandro Domingues, Jorge Wágner, Kurisawa e Hayashi (K); Suazo, Ayoví e C. Delgado (M).
Perderam: Tanaka (K); Luís Pérez e Orozco (M).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

LaU a um passo de fazer história

LaU deve jogar a grande final no estádio Nacional,
em Santiago, mesmo local onde enfrentou o Flamengo
pela Libertadores de 2010. 
A Universidad de Chile venceu a LDU, em Quito, por 1 a 0 no jogo de ida da final da Copa Sul-Americana e está muito perto de conquistar o primeiro título internacional da sua história. De quebra, LaU manteve a sua sequência de invencibilidade - chegou a 33 jogos sem perder. O gol do triunfo foi marcado por Eduardo Vargas, artilheiro isolado da competição com 9 gols - e possivelmente o melhor jogador do torneio. A partida de volta acontecerá na próxima quarta-feira, 14, em Santiago, no Estádio Nacional. Vitória ou empate de LaU dá o título aos chilenos; 1 a 0 para os equatorianos leva a partida para a prorrogação e qualquer outra vitória da LDU dá o título a equipe de Quito.

Haja paciência!
Esses dois meses entre dezembro e janeiro é a época mais chata do ano para quem gosta de futebol. Durante as férias do esporte, saem de campo os jogadores e entra a especulação. Todo dia alguém pode estar indo para algum lugar, nomes surreais são ventilados - como a notícia de que o Grêmio teria interesse em Luca Toni ou de que o Villarreal quer Damião em troca de Nilmar (todos querem Damião, mas é óbvio que o Colorado não iria aceitar trocar um jogador jovem e supervalorizado por outro mais desgastado). É complicado, pois é justamente o período em que a maioria das pessoas está em férias ou mais folgada nos seus afazares, logo, com mais tempo livre. Somos todos obrigados a ficar lendo essa enxurrada de bobagens ditas por pessoas que nem são os reais envolvidos - com os jogadores em férias, agentes, dirigentes e, as vezes, até amigos dos profissionais são os "informantes" das negociações. Haja paciência!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ressaca em Manchester

A cidade de Manchester, na Inglaterra, pode ser comparada com Porto Alegre pelo fato de ter dois times muito grandes - o City e o United -, que, atualmente, disputam as principais competições da Europa (o City começou a reaparecer no cenário internacional nos últimos anos com a injeção de dinheiro de um sheik) e que até nas cores são parecidos com a dupla Gre-Nal - o United é vermelho e o City é azul. E, ontem, 7 de dezembro, mais um fato futebolístico serviu para "unir as cidades": assim como ocorreu neste ano em Porto Alegre quando a dupla foi eliminada nas oitavas de final da Libertadores, a cidade inglesa teve um dia para esquecer.

Ambas as equipes de Manchester foram eliminadas na primeira fase da UEFA Champions League. O United, vice-campeão da última Champions - tendo perdido para o Barcelona -, atual campeão inglês e vice-líder do nacional nesta temporada foi derrotado pelo Basel, da Suíça, por 2 a 1, quando precisava apenas empatar a partida para se classificar. O pior é que o grupo não tinha nada demais: além do Basel, os concorrentes eram o Benfica e o Otelul Galati, da Romênia. Com o vexame, resta disputar a Europa League. Quanto ao City, atual líder do inglês, ainda invicto após 14 rodadas, faltou um pouco mais de cancha aos jogadores e ao clube, pois disputar a Champions não é fácil, ainda mais em um grupo que tinha o Bayern de Munique/ALE, base da ótima seleção alemã, o Napoli, embalado pelo bom momento que vive o clube, e o Villarreal, que vinha tendo boas participações na Champions, mas nesse ano fez um papelão.

O United, com certeza, por toda a sua tradição e títulos recentes, deve estar envergonhado da maneira como foi eliminado. Para o City, as coisas tem outro sabor, porque o grupo não era tão fácil, mas ainda assim os ingleses têm um elenco muito mais caro e qualificado do que Napoli e Villarreal, logo, passar de fase era quase uma obrigação. Contudo, quem acompanha o futebol sabe que folha salarial maior muitas vezes não quer dizer nada. Os italianos do Napoli vêm de duas grandes temporadas no campeonato nacional, sendo que lutaram pelo título em 2010/11; Lavezzi-Cavani é uma das melhores duplas de ataque do mundo, e estão acompanhados por outros bons jogadores, como o lateral-direito da Seleção italiana Maggio, os meias Inler e Hamsik, o goleiro De Sanctis, que já foi a uma Copa do Mundo, enfim, a classificação do Napoli não foi acaso.

Bom, agora, os dois rivais tentarão se reerguer na temporada. O City já esperava a desclassificação desde a rodada passada, quando perdeu o duelo para o Napoli e ficou em terceiro no grupo; talvez deixe de lado a Europa League para tentar ganhar o Inglês de qualquer maneira, o que não acontece desde a temporada 67/68. Já o United responderá a cobranças mais pesadas, principalmente pela política do clube de não investir alto para contratar jogadores e apostar em jovens. Ficou nítido que Smalling, Evans, Jones e Welbeck não estão prontos para serem titulares de uma equipe de alto nível. Rooney joga cada vez pior, pois não tem parceria, Nani não deslanchou tanto quanto se esperava, Giggs está velho, Ferdinand é outro que não aguenta uma sequência de muitos jogos, Scholes e Van der Sar se aposentaram... É bom Alex Ferguson se reciclar e abrir um pouco mais a mão, senão as coisas vão ficar muito complicadas para o United. Apesar dos títulos recentes, a paciência da torcida tem limite.

Brazucas começam apagados no Mundial
O Mundial Interclubes começou na manhã desta quarta. O Kashiwa Reysol, dos brasileiros Leandro Domingues, Jorge Wágner e Nelsinho Baptista, atual campeão japonês, fez 2 a 0 no semi-amador Auckland, da Nova Zelândia. Na primeira etapa, o jogo até foi razoável, com amplo domínio dos japoneses. Mas no segundo tempo... nossa, as deficiências das equipes ficaram claras. O Auckland, que tem alguns jogadores conhecidos em fim de carreira, como Riera, ex-Liverpool/ING, foi para cima, deixando a partida mais aberta e os jogadores mais soltos para fazerem bizarrices. O goleiro japonês, de 1m79cm, que não parecia grande coisa, acabou se destacando e fazendo boas defesas. Apesar da pressão, o Auckland foi derrotado e volta para casa; já o Kashiwa enfrenta o Monterrey/MEX: quem passar encara o Santos.

Time de empresários?
O Figueirense foi chamado por algumas pessoas de time de empresários, o que achei injusto na época, pois o clube teve muitos méritos nesta temporada. Manteve a base da Série B do ano passado, o mesmo técnico, trouxe jogadores baratos e que deram resultado (Júlio César, Aloísio, Welington Nem...). Mas parece que os críticos tinham razão. Menos de uma semana após o término do Brasileirão, Juninho, lateral-esquerdo, foi o primeiro a sair e ano que vem jogará pelo Palmeiras; Bruno, lateral-direito, substituirá Mariano, de saída para o Bordeaux/FRA, no Fluminense; Édson Silva, zagueiro, e Júlio César, atacante, já manifestaram o desejo de sair. Até o técnico já se foi, e antes mesmo de o campeonato acabar. Dessa forma, o clube está desfazendo tudo o que fez de bom nos últimos dois anos. Se continuar assim, vai acabar pagando. Mais difícil do que se manter na Série A no primeiro ano após o acesso é continuar nela.

LDU x LaU - nesta quinta ocorre o primeiro jogo pela final da Copa Sul-Americana, na altitude de Quito.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Lá vem o BOCA!

O capitão Riquelme estava lesionado, mas voltou
a tempo de jogar a partida que selou o título
e erguer o troféu do Apertura 2011.
O Boca Juniors garantiu no último domingo o título do Apertura 2011 ao golear o lanterna Banfield por
3 a 0 na Bombonera. O resultado só confirmou uma conquista que todos já esperavam e que os números atestam como merecedíssima: até aqui, em 17 rodadas, o Boca tem o segundo melhor ataque - apesar de ter marcado apenas 22 gols - e é disparado a melhor defesa, com 4 gols sofridos, sendo que recebeu o troféu de campeão de forma invicta. Ainda faltam duas rodadas, mas mesmo que a primeira derrota venha não valerá de nada, pois o mais importante já foi alcançado: o título e a consequente vaga na Libertadores 2012. Os brasileiros que se cuidem, porque o Boca vem aí.

Falando em Boca, o técnico do Fluminense, Abel Braga, comentou o fato de o time carioca estar no mesmo grupo dos argentinos dizendo que "Sem o Boca não é Libertadores". Opa! Como assim? Em 2006, quando Abel conquistou o título pelo Inter, o Boca não participou. Não era Libertadores então? Quem quiser ler as declarações de Abel na íntegra pode acessar http://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2011/12/abel-analisa-o-grupo-tricolor-e-elogia-rival-sem-o-boca-nao-e-libertadores.html. É incrível a capacidade que as pessoas têm de falar bobagens. E isso não vale só para o Abel, mas para muitos treinadores, jogadores, dirigentes, profissionais da imprensa...

Corneteiros de plantão
Tenho lido, visto e ouvido muitas críticas a possível contratação de Marco Antônio, da Portuguesa, pelo Grêmio. Realmente, em um mundo lindo e perfeito, gostaria que o meu time só contratasse jogadores do Chelsea, do Real Madrid, quem sabe até comprasse o Messi, do Barcelona. Mas como esta não é a realidade, vejo a contratação de Marco Antônio como uma ótima sacada. É um bom jogador, que passou pelas categorias de base do São Paulo, está há bastante tempo na Lusa, foi capitão e líder do time que sobrou na Série B deste ano... Enfim, pode ser que não dê certo, assim como Kléber também pode não dar certo, mas acho que ele merece, ao menos, o benefício da dúvida.

Ataque 2D
Dagoberto já tem pré-contrato e será do Inter, mas o sucesso do Colorado na Libertadores passa, com certeza, pela chegada desse jogador já em janeiro, para a disputada do início da competição continental. Se chegasse em abril, ainda poderia participar, é verdade, mas vale mais a pena pagar os R$ 500 mil que o São Paulo quer (se for isso mesmo) e iniciar o campenato já com o time completo. O Inter não pode esquecer que vai encarar a pré-Libertadores. Se os adversários não costumam ser grande coisa, a maior dificuldade está no pouco tempo de preparação. Dorival Jr. amenizará isso se mantiver a base da equipe, talvez com um zagueiro melhor ao lado de Moledo, quem sabe Fabrício na lateral-esquerda e com Dagoberto e Damião na frente, desde o começo do ano.

UEFA Champions League
Nesta terça-feira, quatro grupos encerraram os seus jogos pela Liga dos Campeões. O Chelsea bateu o Valência em confronto direto e conquistou o primeiro lugar; junto com os ingleses se classificou o Bayer Leverkusen/ALE. Barcelona, Milan, Arsenal e Apoel/CHI já estavam classificados; a eles se juntaram Olympique de Marselha e Zenit. Até hoje, as surpresas da primeira fase foram as eliminações do Porto, atual campeão da Liga Europa e que caiu em um grupo que tinha Apoel, Zenit e Shaktar/UCR, logo, não era dos mais dificeís, e a lanterna do Borussia Dortmund, atual campeão alemão, que estava no grupo junto com Arsenal, Olympique e Olympiacos/GRE.

A quarta-feira pode ser de eliminação para o Manchester United, que enfrenta o Basel, na Suíça, na luta direta pela vaga. Os ingleses precisam apenas empatar, mas pegarão um adversário jogando por um feito histórico. No grupo A, o Napoli vai à Espanha encarar o saco de pancadas Villarreal; o Manchester City recebe o Bayern de Munique, que já garantiu a primeira colocação. Os italianos do Napoli têm 8 pontos, enquanto os ingleses do City, 7. Tudo indica que a vaga está para o Napoli, mas a equipe tem que vencer para depender só de si.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Seleções do Brasileirão 2011

Dedé: craque do Brasileirão 2011, na humilde
opinião deste blogueiro.
As duas principais premiações do futebol brasileiro já coroaram os seus eleitos. Tanto o prêmio Craque do Brasileirão, escolhido por jornalistas e entregue pela CBF, quanto a Bola de Prata, premiação dos canais ESPN e da revista Placar, aconteceram nesta segunda-feira. Os jornalistas que votaram no prêmio oficial da CBF, assim como os profissionais que deram notas jogo a jogo para a Bola de Prata, elegeram Neymar o craque do campeonato. Discordo. Acho, sim, que ele é disparado o melhor jogador brasileiro em atividade, mas não consigo elegê-lo craque da competição tendo o Santos ficado em décimo. Para mim, Dedé foi o melhor, e Paulinho, do Corinthians, o segundo.

Confira os vencedores:
Prêmio craque Brasileirão da CBF      Bola de Prata
Jeferson (Botafogo)                               Fernando Prass (Vasco)                      
Fágner (Vasco)                                      Mário Fernandes (Grêmio)
Dedé (Vasco)                                         Dedé (Vasco)
Réver (Atlético-MG)                              Paulo André (Corinthians)
Cortês (Botafogo)                                   Juninho (Figueirense)
Ralf (Corinthians)                                    Marcos Assunção (Palmeiras) 
Paulinho (Corinthians)                             Paulinho (Corinthians)
Diego Souza (Vasco)                              Montillo (Cruzeiro)
Ronaldinho (Flamengo)                           Ronaldinho (Flamengo)
Neymar (Santos)                                     Neymar (Santos)
Fred (Fluminense)                                    Fred (Fluminense)
Técnico: Ricardo Gomes/Cristóvão Borges (Vasco). A Bola de Prata não premia melhores treinadores, árbitros e nem revelação.

Craque: Neymar (Santos)                        Bola de Ouro: Neymar (Santos)
Revelação: Welington Nem (Figueirense)
Melhor árbitro: Leandro Vuaden (Fifa/RS)

Vuaden foi muito bem no Gre-Nal decisivo;
pena que não se pode dizer o mesmo
de outros jogos.
Assim como as convocações da Seleção Brasileira, nesses prêmios de melhor do campeonato sempre se pode questionar uma ou outra coisa escolha, as vezes muitas. No prêmio da CBF, acho que Jeferson falhou além da conta no gol do Botafogo, sem falar que tivemos goleiros muito melhores e mais regulares; Cortês fez muito bom campeonato durante o primeiro turno, caiu de produção, mas até passa, pois ninguém se sobressaiu na lateral-esquerda; Ralf, do Corinthians, é muito limitado, sem falar que existem outros volantes que jogaram bem mais. E, por fim, a premiação para o melhor árbitro está totalmente desvalorizada; se, há alguns anos atrás, muita gente elogiou os também gaúchos e vencedores Carlos Simon e, principalmente, Leonardo Gaciba, hoje, não se pode dizer o mesmo de Vuaden, bastante contestado (antes que os Colorados reclamem, não estou falando do Gre-Nal, onde ele apitou corretamente). Atualmente, não consigo confiar em nenhum árbitro. E não é nada contra a índole deles; pelo contrário, vejo muito mais os erros como consequência do despreparo do que como atos de má fé. E quem acompanha o blog sabe que não é de hoje que indico a profissionalização da arbitragem como fundamental para a melhora do futebol no Brasil; erros ainda existirão, afinal são todos humanos, mas ao menos os apitadores poderão ser cobrados tanto quanto os jogadores, pois estarão recebendo apenas para arbitrar as partidas.

Quanto a premiação da ESPN, ela ficou totalmente desmoralizada no ano passado ao indicar jogadores de mais do eixo Rio-SP, como por exemplo, Chicão e Alex Silva para a dupla de zaga. Neste ano, mais um zagueiro corintiano se fez presente, sendo que Paulo André foi reserva durante a maior parte do campeonato. Isso sem falar em Marcos Assunção (?) e Montillo, que até foi o melhor do Cruzeiro, mas não jogou um décimo da temporada passada.

Seleção Análise Crítica Esportiva 2011
Fernando Prass (Vasco) - destaque também para Felipe (Flamengo) e Vanderlei (Coritiba).
Fágner (Vasco) - disputa dura com Bruno (Figueira) e Mário (Grêmio). Vantagem por ser mais ofensivo.
Dedé (Vasco) - craque do campeonato.
Émerson (Coritiba) - poucos devem se dar conta, mas o Coxa teve a terceira melhor defesa do campeonato.
Juninho (Figueirense) - poucas opções na posição; um prêmio a sua regularidade, ao contrário de Cortês.
Paulinho (Corinthians) - segundo melhor jogador do campeonato.
Renato (Botafogo) - em sua volta ao país, mostrou que ainda pode jogar muita bola.
D`Alessandro (Inter) - premiado por sua regularidade.
Ronaldinho (Flamengo) fez um grande primeiro turno e foi decisivo nas poucas vitórias do Fla no 2o.
Neymar (Santos) - quando jogou, o fez em alto nível. É disparado o melhor em atividade no país.
Fred (Fluminense) - sua arrancada ofuscou Borges, que parou de jogar.
Técnico: Jorginho (Figueirense) - deu um nó tático em vários treinadores de renome e por pouco não conseguiu um feito histórico.
Revelação: Welington Nem (Figueirense) - Rodrigo Moledo (Inter) também surpreendeu.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Para você, Dr. Sócrates

Bandeira da torcida corintiana em homenagem
ao ex-jogador Sócrates.
No dia em que lamenta o falecimento de um dos grandes ídolos da sua história, o torcedor do Corinthians também comemora o pentacampeonato brasileiro. Aos 57 anos, Sócrates não resistiu aos graves problemas médicos que sofria e faleceu na madrugada deste domingo. Horas mais tarde, o Corinthians entrou em campo para decidir o título do Brasileirão 2011, precisando empatar ou até podendo perder, desde que o Vasco não vencesse. Durante os 90 mins, foi inferior, viu o Palmeiras perder um gol sem goleiro, mas conseguiu comemorar no final. Parabéns ao Corinthians pela sua regularidade e empenho. Não foi o time mais técnico da competição, mas, com certeza, foi aquele que mais quis o título, mais se entregou e no final foi coroado por conseguiur superar as suas limitações.

Quem quiser ler duas crônicas sobre Sócrates pode acessar http://espn.estadao.com.br/pauloviniciuscoelho/post/229835_SOCRATES+MAIS+DO+QUE+UM+CORINTIANO+UM+SIMBOLO+DO+BRASIL ou http://espn.estadao.com.br/maurocezarpereira/post/229852_VIDEO+O+ADEUS+DE+SOCRATES+UM+GRANDE+BRASILEIRO+E+TAMBEM+CORINTIANO.

Se pudéssemos ter dois campeões...
Diego Souza puxa o
Trem-Bala da Colina.
...Teríamos que dar um título a esse time do Vasco, que fez história em 2011. Não pelo fato de ter ganho todos os campeonatos, mas porque, em época na qual as equipes ganham um título - as vezes só o estadual - e já consideram o ano encerrado, o time de Ricardo Gomes e Cristóvão Borges foi até o fim lutando pelas competições em que jogava. Caiu na Sul-Americana para o cansaço e também para o ótimo time de LaU, e no Brasileirão conseguiu uma arrancanda do meio para o final da competição que lhe possibilitou chegar na última rodada disputando quase que ponto a ponto com o Corinthians. Tomara, para o bem da torcida, que a maioria desses jogadores fique para o ano que vem, assim como Ricardo Gomes; com continuidade e planjamento, aliados a essa gana que o elenco já demonstrou, o Vasco tem tudo para vir ainda mais forte no ano que vem.

D'Ale garante Inter na Libertadores
O Inter venceu o Gre-Nal por 1 a 0, gol de D'Alessandro, em pênalti existente de Fábio Rochemback em Oscar. Após um primeiro tempo equilibrado, em que o Grêmio teve a melhor chance acertando a trave de Muriel, o Inter foi amplamente superior na etapa final, apesar de ter passado alguns sustos. Na hora do vamos ver, D'Alessandro mostrou frieza e não vacilou contra Victor. O argentino é criticado por se irritar demais as vezes, é verdade, mas no momento da decisão ele não se omite. Leandro Damião e Gilberto decepcionaram: o primeiro ficou reclamando da arbitragem e poderia até ter sido expulso logo no começo do jogo ao chutar Saimon após uma disputa de bola, enquanto o segundo esteve muito afoito e deixou claro que ainda não tem condições de ser titular do ataque Colorado. No lado Tricolor, Rochemback estava totalmente fora de ritmo, errando passes em demasia e ainda cometeu um pênalti desnecessário. Douglas também esteve muito abaixo. Entre os destaques, além de D'Ale, o nome do clássico, a segurança de Rodrigo Moledo, se recuperando do erro contra o Flamengo, e a movimentação de Oscar, entrando na área e se aproximando dos atacantes, como manda a cartilha dos bons meias.

Troféu vacilão fica empatado
Tudo bem que clássico não tem favorito, mas quando duas equipes lutam pela Libertadores contra dois adversários já rebaixados não se pode vacilar. O Figueirense empatou com o Avaí, rebaixado há algumas rodadas, e o Coritiba fez pior perdendo para o Atlético-PR. O Furacão iniciou o clássico ainda lutando contra o descenso, mas no intervalo já sabia que seu destino estava selado rumo à Série B com a goleada que o Cruzeiro aplicava no Galo. Ainda assim, voltou para a etapa final e venceu o rival, acabando com o sonho do Coxa.

Marmelada?
Alguns amigos acharam com cheiro de marmelada a goleada de 6 a 1 do Cruzeiro sobre o Atlético-MG. Sinceramente, não sei o que pensar. O Galo vinha atuando muito bem nas últimas rodadas, mas foi superado pela garra impressionante demonstrada pelos jogadores da Raposa. A entregada de Réver no terceiro gol celeste foi jogada de quem já não está mais nem aí para o campeonato, o que realmente era o caso do Galo. Bom, o que interessa para as torcidas é que as direções, tanto de Cruzeiro quanto de Atlético-MG, aprendam com os erros e que 2012 seja um ano bem diferente deste que está quase no fim.

Libertadores 2012
O São Paulo fez a sua parte e quase foi para a Libertadores. Encaminhou a vitória contra os reservas do Santos ainda no primeiro tempo e, se não fosse a vitória do Inter, teria conseguido. Difícil dizer quem merecia ir para a Libertadores: São Paulo e Inter são dois grandes que vacilaram demais, Coritiba e Figueirense são clubes médios, que também erraram quando não poderiam. No fim, acabaram indo os clubes com maiores chances de fazer uma boa Libertadores no ano que vem: Corinthians, Fluminense, Flamengo e Inter, além de Vasco e Santos, que já estavam classificados desde o meio do ano.

Rebaixados
Na parte de baixo, o Cruzeiro não deu esperanças aos torcedores de Ceará e Atlético-PR, pois já goleava o Galo por 4 a 0 no intervalo dos jogos. Avaí, América-MG e Atlético-PR mereceram cair, pois ficaram quase que todo o campeonato no Z-4; o Ceará perdeu a força que tinha em casa no início da competição e isso foi o diferencial contra o Vozão na luta para fugir da Série B.

Artilharia
Fred balançou as redes contra o Botafogo, mas o troféu de artilheiro do Brasileirão ficou mesmo com Borges, do Santos, autor de 23 gols no campeonato. O torcedor espera agora que o camisa 9 do Peixe balance as redes do outro lado do mundo, no Mundial de Clubes, que será disputado no Japão.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Vai ou Racha?

Inspirado pela rodada decisiva do Brasileirão, na qual as equipes têm que arriscar tudo em busca dos seus objetivos, resolvi sair de cima do muro e palpitar nos jogos da rodada, arriscando até o placar exato. Agora, não há mais prorrogação, não tem próximo jogo, segunda chance, nada disso. É a popular "hora do vamos ver", do "vai ou racha".

Corinthians 1x1 Palmeiras - o Verdão melhorou depois da saída de Kléber e vai se reequilibrando após a tormenta que passou pelo clube. Por ser o jogo mais nervoso, não imagino o Corinthians jogando bem, mas o Alvinegro tem tudo para conseguir ao menos um empatezinho. Ah, o Palmeiras sai na frente, para dar (ainda) mais emoção. Lá pelos 30 do segundo tempo, bola na área e gol do Timão. Daí em diante, só se ouvirá a festa da Fiel espalhada pelo Brasil afora.

Vasco 2x1 Flamengo - o Trem Bala da Colina vai se despedir em grande estilo. Depois de vencer a Copa do Brasil, o Cruzmaltino seguiu com o pé no acelerador no segundo semestre: foi até as semifinais da Sul-Americana e chega a última rodada do Brasileirão com chances, apesar da matemática dizer que o Corinthians está com a mão na taça. Já o Flamengo até melhorou animicamente, mas o time é, no momento, bastante inferior ao do Vasco.

Inter 2x1 Grêmio - o Colorado ainda tem chances reais de Libertadores, pois Flamengo e Coritiba, hoje donos das últimas vagas, têm as maiores pedreiras possíveis - Vasco em busca do título e Atlético-PR lutando para não cair, respectivamente. E o Inter ainda é o único dos três que joga em casa. A equipe de Dorival Jr. pode até ter dificuldades no começo, pois o Grêmio certamente iniciará motivado. Mas ao sair o primeiro gol a vitória se encaminhará naturalmente.

Atlético-PR 1x1 Coritiba - o Furacão não vence um clássico faz 5 anos e precisa desesperadamente da vitória para tentar escapar da Série B - mesmo conquistando os 3 pontos precisa secar Cruzeiro e Ceará. Já o Coxa ganhou de presente um lugar no G-5 na penúltima rodada, quando já nem esperava mais. O jogo promete ser o mais nervoso dessa rodada decisiva. Um empate rebaixa o Furacão e complica a vida do Coxa, então acredito que quem arriscar mais será coroado com a vitória.

Cruzeiro 1x3 Atlético-MG - o Galo está muito melhor, seja pelo momento ou pelas atuações. A Raposa tem jogado muito mal dentro de casa e Vágner Mancini não tem o perfil de treinador que se dá bem em jogos de mata-mata ou de grande pressão. Clássico é sempre equilibrado e sem favorito, mas até mesmo por toda a história recente, com o rebaixamento do Galo há alguns anos, a torcida atleticana deve estar louca para ver o rival indo para a Série B. Pena que somente cruzeirenses terão acesso ao estádio.

Avaí 1x3 Figueirense - jogando pela chance, mesmo que remota, de ir a primeira Libertadores da sua história, ainda por cima contra um rival rebaixado, o Figueira, de Jorginho e cia., tem tudo para vencer. Apesar de clássico ser imprevisível, o Alvinegro de Santa Catarina não pode dar esse mole. Fazendo a sua parte ainda tem chances reais de realizar seu sonho, em virtude dos confrontos dificílimos dos seus rivais.

Botafogo 2x3 Fluminense - o Botafogo precisa de um milagre para ir à Libertadores, enquanto o Flu já está garantido. Com isso, expectativa de jogo aberto e vitória dos comandados de Abel. Fred, dois gols atrás de Borges, que não joga na rodada, ainda pode ser o artilheiro do campeonato, até mesmo isolado: basta marcar 3 gols, o que para quem fez 7 nas últimas 3 partidas não é de todo o impossível. Alguém duvida?

São Paulo 2x0 Santos - com a confirmação de Leão como técnico para o ano que vem, o Tricolor do Morumbi recebe os reservas do Santos, preocupados com o risco de lesão na véspera do embarque rumo ao Mundial. Se atuar com um mínimo de empenho e organização, o São Paulo define a partida ainda no primeiro tempo. Do contrário, promessa de jogo chato, pois o Peixe, se pudesse, nem iria para o confronto.

Bahia 1x2 Ceará - após a polêmica envolvendo uma nota no site oficial do clube baiano que explicitava a torcida do Bahia pela permanência do Ceará na primeira divisão, as equipes se enfrentam em momentos distintos. O Tricolor já se livrou do risco de descenso e apenas cumpre tabela; o Vozão precisa da vitória e tem tudo para conquistá-la. Se o Ceará fizer um gol cedo jogará uma pressão enorme em cima do Cruzeiro, pois a torcida mineira certamente estará de ouvido colado no duelo entre os nordestinos e vai pressionar ainda mais a Raposa.

Atlético-GO 3x3 América-MG - partida que, oficialmente, vale vaga na Sul-Americana para o Dragão, mas que na realidade não vale nada. O Coelho já mostrou, ao vencer o Atlético-PR na rodada passada, que continua atuando com quase o mesmo empenho de antes, mesmo já estando rebaixado. Expectativa de que será um jogo típico daqueles que ninguém vê, mas que é bem interessante, cheio de surpresas e gols.

Se eu acertasse tudo, o Corinthians seria campeão; Fluminense, Inter e Figueirense iriam para a Libertadores; enquanto Cruzeiro, Atlético-PR, América-MG e Avaí seriam rebaixados. E você, caro amigo, o que acha?