A Copa Libertadores 2013 chega ao fim coroando o Atlético-MG com o título de campeão. Os brasileiros bateram o Olímpia/PAR, nos pênaltis, e conquistaram a sua primeira taça na competição continental. E o resultado não poderia ser mais justo pelo que foi apresentado dentro de campo e pelo trabalho sólido de Cuca fora dele, iniciado ainda em 2011 quando assumiu a equipe na Zona de Rebaixamento. É difícil imaginar o Galo como campeão de um título tão importante após mais de 40 anos desde o título Brasileiro em 1971, mas os tabus estão aí para serem quebrados, ainda mais no futebol. O time mineiro investiu forte, capitaneado pelo presidente e torcedor Alexandre Kalil, trouxe um bom treinador com um histórico de decepções, atletas de nome como Victor, Réver, Guilherme, Ronaldinho e Diego Tardelli, todos escolhidos e bancados, além de outros negócios de ocasião como Pierre, renegado pelo Palmeiras, Josué, Alecsandro e Jô. Construiu um grupo forte, com opções de confiança, jogou um futebol por vezes até muito arriscado e foi carregado pelo embalo apaixonado da torcida nos jogos em casa, como em nenhum outro lugar do continente se viu.
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| Foto: Vanderlei Almeida/AFP |
O torcedor atleticano, acostumado a dor e ao desespero, começava a chorar na arquibancada aos 30 do segundo tempo quando via que a coisa não estava indo, mas não desistia de cantar e empurrar a equipe. E assim o Galo derrotou o Tijuana/MEX com Victor defendendo um pênalti aos 47 do segundo tempo, derrubou o Newell´s/ARG com um gol de Guilherme também no final e vitória nos pênaltis com mais duas defesas de Victor, e por fim venceu o Olímpia nos pênaltis após um gol de Leonardo Silva aos 40 do segundo tempo levando a partida para a prorrogação. Na final, o time estava calejado, teve serenidade para não se afobar na prorrogação, mesmo com um homem a mais, e extrema competência nos pênaltis para converter as suas 4 cobranças contra o bom goleiro uruguaio Martín Silva. Ronaldinho sequer precisou bater após a defesa de Victor na primeira cobrança e o chute na trave na quinta penalidade dos paraguaios, que confirmou o título atleticano.
Em uma Libertadores extremamente marcada pela postura covarde dos visitantes, inclusive do Atlético-MG contra o Newell´s e o Olímpia, o time que mais conseguiu se impor em casa foi o vitorioso. E nesse ponto o fato de o Galo ter sido a melhor campanha da primeira fase e ter decidido sempre no Independência ou no Mineirão foi fundamental para a recuperação da equipe. Do jeito que o time jogava fora de casa, talvez se o Galo fizesse o primeiro confronto em MG não teria força suficiente para segurar o rival no jogo de volta, como não tiveram os seus rivais. Além de um time de qualidade, o Galo teve espírito de Libertadores e sorte de campeão, pois para vencer a competição mais importante do continente não basta apenas qualidade, raça ou sorte, mas uma mistura dos três na medida certa, e o Galo ainda acrescentou a paixão fervorosa de uma das torcidas até então mais carentes de um título de expressão entre os clubes brasileiros. Foi um título justo, como também poderia ser ao Olímpia e ao Newell´s; mas agora era a hora do Galo, e não há mais nada a dizer senão "Bem-vindo, Galo, à galeria dos campeões da Libertadores".

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