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| Grêmio surpreendeu e fez 3 a 0 no Fluminense no Engenhão. Foto: Mauro Pimentel/Terra |
Este começo de Libertadores 2013 está sendo marcado pelas surpresas. Equipes teoricamente mais fortes, atuando em casa, estão sendo derrotadas. Nesta quarta-feira, mais dois exemplos dessa fase, ambos pelo grupo 8: o Huachipato/CHI, que havia vencido o Grêmio, em Porto Alegre, levou 3 a 1 do Caracas/VEN, que havia perdido para o Fluminense, na Venezuela. No duelo dos Tricolores brasileiros, disputado no Engenhão, RJ, o gaúcho fez 3 a 0 no carioca, confirmando o bom momento para equipes visitantes. Um pouco de salto alto e excesso de confiança contribuíram para os resultados, mas parece uma tendência das equipes que jogam fora de casa atuarem mais organizadas e concentradas, enquanto os mandantes parecem entrar em campo confiando que a força das arquibancadas e a qualidade do time irão definir as coisas a qualquer momento. Não é por aí.
No Rio, o Grêmio foi melhor do começo ao fim. A etapa inicial foi de poucas chances, decidida no detalhe do gol contra, na bola cabeceada de olhos fechados pelo lateral-direito Bruno. No segundo tempo, aí sim, os gremistas foram amplamente superiores. O time de Abel Braga sentiu muito o segundo gol, marcado em posição irregular por André Santos, que encerrou o confronto. A equipe carioca não conseguiu produzir absolutamente nada. Do lado contrário, o time visitante cresceu, chegou ao terceiro gol com o chileno Vargas e ainda colocou uma bola na trave com Elano. Pelo lado gremista, o grande destaque foi Barcos, envolvido nos lances dos dois primeiros gols e que participou intensamente do jogo, voltando, armando e tentando criar. No lado do fluminense, Wellington Nem era a principal ameaça, mas foi sacado no segundo tempo para o ingresso de Thiago Neves. Com Rafael Sóbis e Wágner muito abaixo, Fred acabou isolado; após a entrada de Deco, o matador do Flu continuou solitário, pois as substituições de Abel entraram sem inspiração alguma e não conseguiram criar nada para o camisa 9.
A vitória gremista foi muito consistente, mas assim como a derrota para o Huachipato/CHI não foi o fim do mundo, é um erro pensar que agora todos os problemas estão resolvidos. O Fluminense, apesar da péssima jornada, continua sendo um time muito competitivo, o atual campeão brasileiro, e o Grêmio ainda precisa melhorar muito como conjunto para ter condições de brigar por títulos.
A MALDIÇÃO DOS VISITANTES (2)
Não foram apenas os times do grupo 8 que sofreram como mandantes. Na primeira rodada do grupo 1, o Nacional/URU foi surpreendido e empatou em casa com o Barcelona/EQU; já o Toluca/MEX derrotou o Boca Jrs./ARG, em plena Bombonera. O que esperar de um duelo entre mexicanos e uruguaios, no estádio Nemesio Diaz, casa do Toluca? O resultado foi uma vitória do Nacional por 3 a 2, com destaque para um velho conhecido da torcida local, Sánchez, autor de dois gols para os uruguaios. No estádio El Campín, em Bogotá, o Millonarios/COL foi derrotado pelo Tijuana/MEX, clube com apenas 6 anos de vida e que realizou sua primeira partida na América do Sul.
Mas nem todos os visitantes se deram bem. Pelo grupo 4, o Peñarol/URU venceu a segunda, 1 a 0 sobre o Emelec/EQU, no estádio Centenário; pela mesma chave, o Vélez/ARG goleou o Deportes Iquique/CHI, 3 a 0, com direito a gol do volante Fernando Gago. No Defensores del Chaco, o Olímpia/PAR aplicou surpreendentes 3 a 0 na Universidade de Chile.
O outro brasileiro a atuar nesta quarta-feira foi o Corinthians, que empatou com o San José, na Bolívia, por 1 a 1. Atual campeão, a equipe saiu na frente com um gol de Guerrero, um dos heróis do Mundial, mas acabou cedendo a igualdade. Na próxima rodada, o Alvinegro recebe o Millonarios/COL.
UEFA CHAMPIONS LEAGUE 2012/13
O duelo mais badalado das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, entre Milan/ITA x Barcelona/ESP, acabou 2 a 0 para os italianos. Foi a vitória de uma equipe que jogou uma partida decisiva de liga europeia contra um adversário que parecia jogar um amistoso ou uma das insossas partidas do campeonato espanhol, em que os catalães venceram 21 dos 24 jogos que disputaram. O Milan teve gana, organização tática e muito empenho, que coroaram a equipe com um gol de certa sorte, marcado por Boateng; o segundo gol não teve nada de sorte, mas muita categoria e competência, desde o passe de El Shaarawy até a conclusão certeira de Muntari.
Para o Barcelona que todos estamos acostumados a ver, fazer 3 a 0 no Milan, no Camp Nou, não é nada absurdo. Primeiro, os espanhóis terão que jogar muito mais do que apresentaram no San Siro, quando foram irreconhecíveis; além disso, precisarão de uma ajudinha adversária, pois se o Milan apresentar o mesmo empenho e organização do duelo inicial estará bem perto de conseguir a vaga.

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