sábado, 12 de maio de 2012

A Hora H

Se as coisas estavam esquentando com as finais dos Estaduais e o mata-mata mais forte na Copa do Brasil e na Libertadores, agora tudo está fervendo. O jogo decisivo dos Estaduais, as quartas de final da Copa do Brasil e da Libertadores..., nestes momentos começam a se separar "homens de meninos". E nessa hora de decisão, falar em zebra é complicado; claro que sempre existirá um time considerado favorito, mas todos que chegam entre os 8 melhores de uma competição com 20, 30 ou até mesmo mais de 60 times (como é o caso da CB) têm feito algo de positivo e como o futebol é uma eterna caixinha de surpresas, temos aí dois bons motivos para não duvidarmos de mais nada.


Problemas na "hora H"
Damião até fez o seu, mas não evitou a derrota
para o Flu e a eliminação na Libertadores.
Já havia dito que o Inter vacilava nos grandes jogos. Perdeu um e empatou outro com o Santos, perdeu e venceu um Gre-Nal (considerando apenas os clássicos de mata-mata, sendo que o Colorado jogou os dois em casa), empatou e perdeu para o Fluminense. É verdade que a derrota e a eliminação para o Fluminense passam muito pelos desfalques e o imbróglio com Oscar, que com certeza comprometeu muito o primeiro semestre do Colorado, mas também evidenciam uma fraqueza do time para decidir as coisas na "hora H". Ainda acho que o Inter tem mais cara de Libertadores e poderia ter avançado, mas não será nesse ano que o clube tentará seu o terceiro título. Agora resta vencer o Caxias e garantir o domínio regional.

Libertad, zebra? Só se for pelo uniforme...
Esta Libertadores está se confirmando como uma das mais disputadas dos últimos anos. As principais forças do Continente estão participando e com equipes fortes. Nas oitavas de final já tivemos dois duelos bem interessantes - entre Flu x Inter e Vasco x Lanús. As quartas de final reservam disputas de tirar o fôlego entre Brasil x Argentina (Santos x Vélez e Boca x Fluminense) e mais uma entre brasileiros (Corinthians x Vasco). O Universidad de Chile deu sorte, digamos assim, e vai encarar o Libertad/PAR, disparado o mais fraco das quartas. Mas é bom os chilenos não vacilarem, pois chamar o time paraguaio de zebra, só se for pelo uniforme.

Margem de erro zero
Na Copa do Brasil, as quartas de final marcam uma espécie de começo de competição para os grandes times, que só enfrentaram equipes de menor expressão até agora. São Paulo, Grêmio e Palmeiras (que enfrentam Goiás, Bahia e Atlético-PR, respectivamente) chegaram até o estágio atual da CB sem grandes sobressaltos, mas nos Estaduais fracassaram, ou seja, não podemos chamar as equipes de muito confiáveis. O Coritiba, adversário do Vitória nas quartas da CB, ao menos está na final do Paranaense, mas longe de apresentar o futebol da equipe que encantou o país em 2011. Enfim, apesar de a competição apertar na fase atual, entre os 4 confrontos, apenas um é entre equipes da Série A (Grêmio x Bahia), mas todos são entre times conhecidos e que frequentaram a elite nacional recentemente. Chegou a hora de a CB começar para valer.

Entre os eliminados, a queda do Cruzeiro não me surpreende nem um pouco, pois a Raposa, cheia de jogadores medianos e com Vágner Mancini no comando, não empolgava; o Botafogo até vinha fazendo um bom semestre, está na final do carioca (apesar de ter levado 4 a 1 no primeiro jogo), mas está envolto em algo negro nos últimos, desde os tempos de Cuca, pois certas coisas parecem que só ocorrem com o time carioca (qual a chance de um mesmo jogador ser expulso em dois jogos decisivos seguidos, como foi o caso do lateral Lucas?); e seguindo nessa linha do "só acontece comigo" temos Cuca, que levou o seu azar para o Atlético-MG - apesar de o Galo apresentar um bom futebol neste primeiro semestre e estar na final do Estadual, a equipe acabou caindo para o Goiás na CB.

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