quinta-feira, 31 de maio de 2012

O lado podre do futebol

R10 e Fla: foi só um amor de verão?
Com a pausa no campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e na Libertadores, além do finais dos campeonatos pela Europa, o futebol se vê em um vazio de jogos. Com isso, o extra-campo toma conta das manchetes. A notícia do dia no Brasil foi o rompimento de Ronaldinho com o Flamengo. Apesar de ser um mercenário, acordo é acordo, e se ele não recebeu toda aquela dinheirama que está cobrando, e se ela foi prometida, então o Rubro-Negro carioca tem mais é que se lascar mesmo. Dentro de campo, R10 não fez nada de muito errado: manteve o padrão medíocre de atuação que vinha tendo no Milan. Fora dele, também parece ter mudado pouco, pois ultimamente andava mais famoso pelas festas dadas na Itália do que por seus gols e dribles desconcertantes. Em vista disso, a passagem dele pelo Fla foi normal; na minha humilde opinião, quem pensava o contrário é que estava vendo as coisas de um jeito diferente. Ele é um ex-jogador há muito tempo, se quer ficar só recebendo deveria ter ido para a China ou o Oriente Médio, se bem que na China ele vai sofrer, qualquer deslize e é capaz de prenderem ele (o Conca, que nunca se envolveu em polêmicas por aqui, reclamou de ter substituído e ficou incríveis 9 jogos de fora do time como punição). Mas um clube brasileiro resolveu comprar o "projeto" R10 e deu nisso que todos vimos. Será que os clubes vão aprender a lição? Não sei, mas aposto que Ronaldinho terá propostas daqui, com certeza. Se ele quiser ficar, o que é bem provável em virtude do festerê que rola por aqui, é só escolher o otário.

Doni, da Atalanta, já perdeu a última temporada
por conta de uma punição
de 3 anos e meio afastado dos gramados.
Na Itália, mais uma vez irrompem notícias de escândalos de manipulação de resultados envolvendo clubes e jogadores. E o pior é que não são apenas times de pouca expressão e jogadores desconhecidos; grandes ídolos da história da Azurra, como o goleiro Buffon, têm seu nome ligado ao escândalo e podem ser investigados. O lateral-esquerdo e zagueiro Criscito, do Zenit/RUS, foi cortado da Eurocopa pelo técnico Cesare Prandelli por estar sendo investigado; o meia Mauri, capitão da Lazio e com passagem recente pela Seleção, está preso; além dessas figuras, o técnico Comte, campeão com a Juventus, e o centroavante Luca Toni, atualmente no Oriente Médio, também tiveram seus nomes envolvidos em ligações. A máfia parece ter se embrenhado no futebol pelos lados da Velha Bota. Mas não se engane, caro amigo leitor, esse tipo de coisa também existe por aqui, a diferença é que parece ser em menor escala e estar bem escondida. Na Itália ao menos existe investigação e prisões, independente de nomes e importância. Se fosse descoberto alguma coisa no Brasil, os responsáveis seriam punidos?

segunda-feira, 21 de maio de 2012

BRASILEIRÃO 2012 - REBAIXAMENTO

Como candidatos ao Rebaixamento, as quatro equipes que subiram e pouco se reforçaram - Série A exige muito mais do que a B, principalmente em qualidade técnica - e o Cruzeiro, pelo desempenho pífio até aqui na temporada. Contudo, após o anúncio de Celso Roth como novo técnico, a torcida da Raposa já melhorou um pouco a sua expectativa. Vai ter que se acostumar com um futebol feio, mas a perspectiva de passar longe do Z-4 agora existe.

CRUZEIRO

Eliminado nas semifinais do Estadual pelo América-MG, sendo que perdeu os dois jogos, e na Copa do Brasil pelo Atlético-PR, o ano Celeste tinha tudo para ser um dos piores da história. Vágner Mancini vinha fazendo um trabalho muito ruim, sem conseguir organizar um time forte com as peças que dispunha. Para a disputada do Brasileiro chegaram o zagueiro Alex Silva, o volante Willian Magrão e os experientes meias Tinga, ex-Inter, e Souza, ex-Fluminense, sendo os 3 últimos velhos conhecidos do comandante. Pode ser que o início seja preocupante e, certamente, será muito difícil, mas Celsão é conhecido por apagar incêndios melhor do que ninguém no cenário nacional.

Time-base: Fábio; Marcos, Léo, Alex Silva e Marcelo Oliveira; Amaral, Charles, Éverton (Tinga) e Souza; Montillo e Wellington Paulista. Técnico: Celso Roth
Elenco: goleiro Rafael, zagueiros Victorino, Cribari, Thiago Carvalho e Matheus, laterais Diego Renan e Gílson, volantes Leandro Guerreiro, Diego Arías e Rudnei, meias Roger e Élber, e atacantes Anselmo Ramon, Wálter, Bobô e Wallyson.

NAÚTICO

O Timbu vem ressabiado para o Brasileirão. Após um estadual abaixo do esperado, o técnico Alexandre Gallo desembarcou nos Aflitos para tentar arrumar a casa. O elenco tem sérias limitações, os desafios até aqui foram fracos, tudo isso contribui para que seja difícil precisar como o Naútico vem para esse Brasileiro. Alguns reforços são conhecidos, mas encontram-se em declínio na carreira: os laterais Alessandro, ex-Botafogo, e Lúcio, ex-Grêmio, o volante Martinez, ex-Palmeiras, e o atacante Araújo, ex-Fluminense.

Time-base: Gideão; Auremir, Ronaldo Alves, Cesinha e Márcio Rosário; Elicarlos, Derley, Souza e Cléverson; Araújo e Rámon. Técnico: Alexandre Gallo
Elenco: goleiro Felipe, zagueiro Jean Rolt, laterais Alessandro, Lúcio e João Paulo, volantes Glaydson e Martinez, meias Breitner e Cascata, e os atacantes Rhayner, Romero, Rogério, Siloé e Rodrigo Tiuí.

PONTE PRETA

O time paulista fez um Estadual vacilante, apesar da classificação em oitavo lugar. No mata-mata, supreendeu o Corinthians, algo que a fórmula permite, e acabou eliminado nas semifinais pelo Guarani. Na Copa do Brasil, vitória em casa sobre o São Paulo, mas derrota e eliminação no Morumbi. A equipe é ajeitadinha, manteve alguns jogadores que conquistaram o acesso, como o lateral Uendel, o volante João Paulo e o técnico Gilson Kleina. A Macaca tenta lutar contra a investida em seus jogadores (o camisa 10 Renato Cajá tem propostas e deve sair), valorizados pelo acesso e pelo bom Estadual, ao mesmo tempo que busca qualificar o grupo (o meia Marcinho, ex-Atlético-PR, é o principal reforço até o momento). O problema é que o campeonato já está começando.

Time-base: Lauro; Cicinho, Ferron, Diego Saccoman e Uendel; Baraka, João Paulo Silva, Somália e Renato Cajá (Enrico); Marcinho e Roger. Técnico: Gilson Kleina.
Elenco: goleiro Bruno Fuso, zagueiros Wescley, Gian e Gustavo, latera João Paulo, volantes Renê Jr., Agenor e Xaves, meias Nádson, Caio, Gérson, Ricardinho e Nikão, e atacantes André Luís, Leandrão e Maranhão.

PORTUGUESA

O rebaixamento no Paulistão pegou muita gente de surpresa, mas já estava sendo anunciado, de certa forma, pelo discurso do então técnico Jorginho. O comandante pedia reforços, pois a Lusa perdeu muita gente boa que fez parte do acesso. A manutenção do técnico e de parte do grupo não era suficiente para o clube entrar forte no Brasileirão; pior, não foi suficiente nem para a permanência na Série A de São Paulo. Agora, veremos se o alerta serviu: o clube foi atrás de reforços e de um novo comandante, já que Jorginho não suportou a vergonha e pediu pra sair. Geninho chegou, mas ainda faltam reforços.

Time-base: Weverton; Luís Ricardo, Renato, Rogério e Marcelo Cordeiro; Wilson Mathias, Léo Silva, Henrique e Boquita; Ananias e Ricardo Jesus. Técnico: Geninho.
Elenco: goleiro Rodrigo Calaça, zagueiros Leandro Silva e Gustavo, laterais Ivan e Raí, volantes Bruninho, Guilherme e Maylson, meias Michael e Jean Mota, e atacantes Rodriguinho e Vandinho.

SPORT


O vice-campeonato Estadual para o Santa Cruz, que habita a Série C nacional, serviu de alerta para o Sport. Apesar de algumas caras conhecidas, o elenco ainda poderia ser muito melhor. Já para a primeira rodada, chegou o técnico Vágner Mancini, após péssimo trabalho no Cruzeiro. A esperança de algo positivo atendia pelo nome de Marcelinho Paraíba, que saiu para o Barueri. Agora, a torcida se agarra na experiência de Magrão, Edcarlos e Marquinhos Paraná, juntamente com o potencial de Jael, para tentar sonhar com a permanência na Série A.


Time-base: Magrão; Tobi, Edcarlos e Bruno Aguiar; Moacir, Rithely, Marquinhos Paraná, Thiaguinho e Rivaldo; Marquinhos Gabriel e Jael (Felipe Azevedo). Técnico: Vágner Mancini
Elenco: goleiro Saulo, zagueiros Aílson, César, Montoya, Willian Rocha, laterais Renê, Renato e Julinho, volantes Diogo, Germano, Hamilton e Naldinho, meias Anderson Paraíba e Jackson, e atacantes Ruan, Jheiny, Roberson e Willians.

sábado, 19 de maio de 2012

Brasileirão 2012 - INCÓGNITAS

Algumas equipes entram nesse Brasileirão sem parecer terem forças para lutar por título e Libertadores, mas ao mesmo tempo não despertando o sentimento de que terão um ano de luta contra o Rebaixamento. Os clubes Atlético-GO, Bahia, Botafogo, Coritiba, Figueirense, Flamengo e Palmeiras são as incógnitas do campeonato que inicia neste sábado.

ATLÉTICO-GO

Vice-campeão estadual, o Dragão fez algumas boas atuações sob o comando de Adílson Batista, apesar do pouco tempo de trabalho do treinador. Na Copa do Brasil, os goianos caíram nos pênaltis para a Ponte Preta, mas fizeram dois duelos bem equilibrados. Como o Estadual é bem fraco, fica um tanto difícil prever o que pode fazer a equipe de Adílson no campeonato. Inicialmente, olhando a escalação e o elenco, os goianos entram mais candidatos ao rebaixamento do que qualquer outra coisa, mas eu imagino que Adílson pode fazer este time, que já tem uma base há algum tempo, conquistar bons resultados. Uma Sul-Americana já estaria de bom tamanho.

Time-base: Márcio; Rafael Cruz, Gílson, Paulo Henrique e Ernandes; Pituca, Marino, Fernando Bob e Bida; Elias e Felipe (Marcão). Técnico: Adílson Batista
Elenco: goleiro Roberto, zagueiros Gabriel, Gustavo e Leonardo, lateral-esquerdo Paulinho, volantes Dodó e Carlos, meias Adriano Pimenta, Danilinho, Fábio Lima, Felipe Brisola e Joílson, e atacantes Diogo Campos, Juninho e William.

BAHIA

Campeão estadual em cima do maior rival, a esperança dos baianos atende pelo nome de Paulo Roberto Falcão. O treinador assumiu a equipe em meio ao Estadual e a Copa do Brasil, mas conseguiu organizar a equipe rapidamente. Curiosamente, um pouco ao contrário do estilo do treinador, que gosta de times com bom toque de bola, a força dos Tricolor tem sido os cruzamentos para a área. E essa pode ser mesmo uma arma interessante, já que o clube conta com zagueiros altos e dois centroavantes de área: Júnior e Souza. É difícil imaginar o Bahia lutando contra o Rebaixamento, mas o que a equipe fez até agora na temporada também não é suficiente para colocar o Tricolor como candidato a Libertadores.

Time-base: Marcelo Lomba; Coelho, Rafael Donato, Titi e Gerley; Fahel, Hélder, Diones e Gabriel; Lulinha e Souza. Técnico: Falcão.
Elenco: goleiro Omar, zagueiros Dudu e Danny Morais, laterais Mádson, Ávine e Gutiérrez, volantes Fabinho, Filipe e Lenine, meias Magno, Vander, Morais, Jéferson e Zé Roberto, e atacantes Rafael, Júnior, Jones e Ciro.

BOTAFOGO

O Alvinegro da Estrela Solitária chegou a grande final do carioca após vencer o segundo turno com grande atuação contra o Vasco e de forma invicta. Em uma semana, perdeu de 4 para o Fluminense e ainda foi desclassificado contra o Vitória, em casa, na Copa do Brasil. Ou seja, perdeu quando não podia. Tudo isso não joga o bom trabalho feito por Oswaldo de Oliveira no lixo, mas liga novamente um sinal de alerta no clube, como já ocorreu em outros anos. Este elenco do Botafogo está se acostumando a fazer bonito e na hora H ficar aquém do que pode. O desafio, mais do que dentro de campo, parece ser psicológico, fazer esse time entender o que é capaz e tirar o máximo dos jogadores sempre. Dessa forma, o Bota pode brigar por Libertadores; do contrário, vai ficar mais um campeonato no quase, como nos últimos anos, quando deixou a vaga na Libertadores escapar nas últimas rodadas.

Time-base: Jéferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Andrezinho, Maicosuel e Elkeson; Loco Abreu. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Elenco: goleiro Renan, zagueiros Brinner e Matheus, laterais Renan e Lenon, volantes Lucas Zen, Gabriel e Jadson, meias Cidinho, Fellype Gabriel, Vitor Jr. e Felipe Meneses (empréstimo com o Benfica não deve ser renovado), e atacantes Herrera, Willian e Jóbson.

CORITIBA


O Coxa conquistou o Tri Estadual, nos pênaltis, contra o Atlético-PR. Apesar de manter a base e o técnico, a equipe não parece ter a mesma força do ano passado. Os principais reforços - o meia Lincoln e o atacante Roberto - ainda não chegaram perto de renderem o seu melhor. A equipe perdeu o volante Leandro Donizeti para o Galo, e o centroavante Bill voltou para o Corinthians. Marcelo Oliveira ainda vai perder o meia Tcheco para o Brasileirão, já que o jogador anunciou que se aposentará ao fim da participação do clube na Copa do Brasil. Por tudo o que foi escrito é que o Coxa deve passar longe do Rebaixamento, mas ao mesmo tempo sem a esperança de chegar na Libertadores.

Time-base: Vanderlei; Jonas, Démerson, Émerson e Eltinho; Júnior Urso, Willian, Rafinha e Éverton Ribeiro; Éverton Costa e Roberto. Técnico: Marcelo Oliveira.
Elenco: goleiro Édson Bastos, zagueiros Cleyton, Luccas Claro e Pereira, laterais Ayrton, Jackson e Lucas Mendes, volantes Chico, Djair, Gil e Sérgio Manoel, meias Lincoln, Rafael Silva e Renan Oliveira, e atacantes Anderson Aquino, Caio Vinícius, Marcel e Geraldo.

FIGUEIRENSE

O Figueira demitiu o técnico Branco após perder o Estadual para o maior rival, Avaí, que jogará a Série B em 2012. Em seu lugar assumiu Argel, aquele mesmo, ex-zagueiro do Inter. A missão será surpreender novamente e tentar repetir a campanha do ano passado, quando o técnico Jorginho, ex-auxiliar de Dunga na Seleção, quase levou os catarinenses a Libertadores. Para esse início de campeonato, o rótulo da equipe é de candidato ao Descenso, ainda mais pela mudança de técnico às vésperas do início da competição e a falta de reforços para qualificar o grupo.

Time-base: Wilson; Pablo, Sandro, Canuto e Guilherme Santos; Ygor, Túlio, Toró e Luiz Fernando; Fernandes e Roni. Técnico: Argel
Elenco: goleiro Ricardo, zagueiros João Paulo, Fred, Anderson Conceição e Édson, laterais Saldívar e Hélder, volantes Jackson e Coutinho, meias Pittoni, Botti, Almir e Doriva, e atacantes Aloísio, Héber, Júlio César, Niell, Pottker e Caio.

FLAMENGO

As eliminações no Carioca e na Libertadores não provocaram mudanças significativas no clube. O técnico Joel Santana permaneceu, assim como Ronaldinho. A esperança da torcida é que o time crie vergonha na cara e comece a correr mais. Num dos poucos jogos em que isso aconteceu, o Fla fez 4 a 0 no Lanús pela Libertadores, sendo que o rival era o único time do grupo já classificado. Não valeu a classificação, mas serviu para mostrar que esse elenco pode fazer muito mais do que os resultados rídiculos da primeira metade da temporada.

Time-base: Felipe; Léo Moura, Wellinton, González e Jr. César; Rômulo, Luiz Antônio, Kléberson e Bottinelli; Ronaldinho e Vágner Love. Técnico: Joel Santana
Elenco: goleiro Paulo Victor, zagueiros Marllon e Frauches, laterais Wellington Silva, Rodrigo Alvim e Magal, volantes Muralha, Maldonado e Amaral, meias Renato Abreu, Thomas, Camacho e Adryan, e atacantes Deivid, Negueba e Diego Maurício.

PALMEIRAS


Os comandados de Felipão vinham empolgando pelos resultados e pelas atuações no Paulistão e Copa do Brasil, mas as coisas já mudaram. O cenário é, novamente, de desconfiança após a eliminação para o Guarani na quartas do Estadual. Na CB, o time se mantém bem, empatou a primeira partida contra o Atlético-PR, no Paraná, por 2 a 2, e vai com certa vantagem para o segundo confronto. Entretanto, para o Brasileirão precisaria qualificar e quantificar o elenco, o que não deve ocorrer da maneira como a torcida e o técnico Felipão gostariam. A expectativa é de que o Rebaixamento passe longe do Alviverde, mas sonhar com algo como Libertadores e título só os muito otimistas conseguem.

Time-base: Bruno; Cicinho, Leandro Amaro, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, João Vítor, Marcos Assunção e Valdívia; Maikon Leite e Barcos. Técnico: Felipão
Elenco: goleiro Deola, zagueiros Maurício Ramos, Adalberto Román e Thiago Heleno, laterais Artur e Fernandinho, volante Wesley, meias Mazinho, Patrik, Daniel Carvalho e Felipe, e atacantes Luan e Vinícius.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Brasileirão 2012 - LIBERTADORES

Para muitas equipes, uma vaga na Libertadores já pode ser considerado quase como um título. Ao contrário de alguns países europeus, em que dois, três clubes são muito maiores que os outros, no Brasil temos ao menos 12 clubes considerados grandes: dois em MG, dois no RS, quatro em SP e quatro no RJ, sem falar nos baianos e pernambucanos, que também mobilizam uma massa de torcedores.

Mas apenas uma equipe entre 20 pode ficar com o título. Por isso a vaga na Libertadores tem sido tão cobiçada e comemorada. Para este Brasileirão que se inicia, Atlético-MG, Grêmio, Inter, São Paulo e Vasco entram como equipes que podem fazer bonito, mas que dificilmente chegarão a lutar pelo título. Uma vaga na Libertadores estará de bom tamanho.

ATLÉTICO-MG

O destaque: Cuca. Tá faltando um pouquinho
mais de sorte para o técnico do Galo.
Após um grande campeonato estadual, coroado por um título invicto, o desafio da equipe de Cuca se torna manter o crescimento e os nervos no lugar para tentar sonhar com uma volta a Libertadores. É impressionante, mas algumas coisas parece que só acontecem com Cuca. Ele é bom treinador, arruma as equipes sem precisar de reforços renomados, mas tem sérios problemas emocionais, que acabam se agravando com uma falta de sorte impressionante que costuma atacar o treinador e suas equipes na hora H. Neste ano, por exemplo, o Galo levou 2 a 0 do Goiás na Copa do Brasil, reverteu o placar ainda no primeiro tempo da partida de volta, mas acabou levando um gol no finalzinho, sendo eliminado pelo Esmeraldino. A equipe se recuperou rapidamente e garantiu o título mineiro, mas não sem sofrer: no jogo de ida contra o América-MG, levou um gol no último minuto surgido de um escanteio que não existiu; e, na partida decisiva, acertou a bola na trave nos 3 gols em que marcou. Se mantiver o bom trabalho feito até aqui, os nervos no lugar e contar com um pouquinho mais de sorte, a torcida do Atlético-MG pode sonhar com algo mais do que apenas lutar contra o descenso, como ocorreu nos últimos 2 anos.

Time-base: Giovanni; Marcos Rocha, Réver, Rafael Marques e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizeti, Danilinho, Mancini e Bernard; André. Técnico: Cuca.
O elenco ainda conta com os goleiros Renan Ribeiro e Lee, os zagueiros Lima, Leonardo Silva e Luiz Eduardo, os laterais Carlos César (direito), Eron e Triguinho (esquerdos), os volantes Serginho, Filipe Souto e Dudu Cearense, os meias Jackson, Escudero e Leleu, e os atacantes Neto Berola, Wesley, Guilherme e Paulo Henrique.

GRÊMIO

O destaque: Kléber chegou e rapidamente se
adaptou ao clube e a cidade.
Após fazer um campeonato nacional mediano em 2011, sem chances de almejar algo positivo e passando um turno flertando com a Zona de Rebaixamento, o torcedor gremista espera um ano diferente. O clube investiu alto - trouxe Luxemburgo, Kléber e Marcelo Moreno -, está ainda em busca de reforços e já acertou com Zé Roberto. Mas ficou pelo caminho no Gauchão e não empolgou nestes primeiros 5 meses do ano. Luxa estancou um pouco o problema defensivo, escalando o meio-campo com 3 volantes - ao mesmo tempo, todos sabem sair para o jogo e também ajudam ofensivamente. Falta um meia-armador para alimentar a dupla Kléber-Moreno, que estava dando boa resposta antes da lesão do Gladiador. Além disso, falta um zagueiro mais confiável, nem que seja para revezar com Gilberto Silva. Ao lado de Werley, o pentacampeão está fazendo uma boa dupla; o problema é que não se pode confiar em nenhum dos beques reservas. Um lateral-esquerdo reserva também seria interessante, já que Júlio César tem se lesionado com certa frequência; na direita, com a venda de Mário e a baixa produção de Gabriel, a vaga de titular fica com Edílson, que tem dado a melhor resposta. Mas nem ele, nem Pará (que tem jogado improvisado na esquerda) são jogadores para serem titulares de um clube que almejar lutar por títulos.

Time-base: Victor; Edílson, Werley, Gilberto Silva e Júlio César; Fernando, Souza, Léo Gago e Marco Antônio; Kléber e Marcelo Moreno. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
O elenco do Tricolor é completado pelo goleiro Marcelo Grohe, os zagueiros Vilson, Saimon, Naldo e Grolli, os laterais Gabriel, Pará, Tony (direitos) e Denner (esquerdo), o volante Felipe Guedes, os meias Bertoglio, Marquinhos, Felipe Nunes e Rondinelly, e os atacantes Leandro, Miralles e André Lima.

INTER

O destaque: D`Alessandro faz mais falta do
que Damião. Você concorda?
O Colorado caiu na Libertadores, mas se recuperou e conquistou o Gauchão logo na sequência. Claro que para o torcedor é pouco; entretanto, o Inter não foi eliminado por qualquer zebra, e sim pela melhor equipe da primeira fase em 2 jogos bastante equilibrados. O pênalti perdido por Dátolo na partida do Beira-Rio acabou fazendo mais falta do que se poderia imaginar. Ao menos a eliminação na Libertadores serviu para o Inter mudar o foco e começar o Brasileirão com a cabeça apenas no nacional. O time de Dorival Jr. tem que começar o campeonato a mil, tentando somar o maior número de pontos possíveis enquanto os outros principais candidatos a título e Libertadores ainda se encontram envolvidos em outras competições. Além disso, o Colorado tem que ficar atento a possíveis baixas no elenco; Oscar e Leandro Damião são alvos constantes do futebol europeu. Substitutos à altura precisam ser providenciados, assim como um reserva para Nei (ou até mesmo um titular), um zagueiro mais confiável (Moledo as vezes parece muito afobado e instável) e um volante, se Sandro Silva sair. O afastamento de Jô também recomenda a aquisição de um reserva para a camisa 9. Fora isso, Dorival tem ainda a missão de, juntamente com o Departamento Médico, recuperar os lesionados e o futebol de alguns atletas que têm produzido abaixo do que podem, como Marcos Aurélio e Kléber.

Time-base: Muriel; Nei, Moledo, Índio e Kléber; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga, D`Alessandro e Oscar; Leandro Damião. Técnico: Dorival Jr.
O técnico ainda tem à disposição o goleiro Renan, os zagueiros Bolívar, Dalton e Jackson, o lateral-esquerdo Fabrício, os volantes Bolatti, Élton e Josimar, os meias João Paulo, Dátolo e Jajá, e os atacantes Dagoberto, Gilberto, Marcos Aurélio e Jô (se este último permanecer).

SÃO PAULO

O destaque: Luís Fabiano assumiu a braçadeira de capitão após a lesão de RC.
Muitos não acreditaram na chegada de Leão ao comando técnico do clube ano passado, mas o treinador provocou uma melhora visível no futebol praticado pelo Tricolor. Nesta temporada, o SPFC é forte candidato ao título na Copa do Brasil, tendo sido eliminado nas semifinais do paulista pelo Santos. Claro que perder é sempre frustrante, ainda mais em casa, mas era o Peixe de Neymar e cia. O importante é tirar as lições corretas da derrota e também valorizar um pouco mais o bom trabalho realizado até aqui (o Tricolor foi a segunda melhor campanha na primeira fase). Além do mais, o clube tem jogadores de excelente nível individual, como o trio Denílson, Jádson e Luís Fabiano, recém voltando da Europa e que ainda têm mercado por lá, embora o Fabuloso já esteja na casa dos 30 anos. O São Paulo precisa superar a soberba que por vezes acomete o clube depois do sucesso pelo tri-campeonato nacional entre 2006 e 2008 e valorizar as suas jóias da base para não perdê-las (caso de Oscar), mas ao mesmo tempo sem endeusá-las (como as vezes acontece com Casemiro e Lucas). A estrutura do Tricolor é ótima, a parte financeira e o elenco também parecem muito bons, agora só faltam os resultados dentro de campo.

Time-base: Rogério Ceni; Piris (Douglas), Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortês; Denílson, Casemiro, Jádson, Cícero e Lucas; Luís Fabiano. Técnico: Émerson Leão.
Completam o elenco o goleiro Dênis, os zagueiros Édson Silva, Luiz Eduardo e João Filipe, o lateral-esquerdo Henrique, os volantes Welington, Fabrício e Rodrigo Caio, os meias Maicon e Cañete, e os atacantes Fernandinho, Osvaldo e Willian José.

VASCO

O destaque: a dupla Juninho e Felipe,
comandantes do elenco dentro e fora de campo.
O Cruzmaltino ganhou a torcida de grande parte do país em 2011 por conta do problema médico sofrido pelo técnico Ricardo Gomes. Em seu lugar assumiu o auxiliar, Cristóvão Borges, que continuou o bom trabalho e chegou até as últimas rodadas lutando pelo título do Brasileirão. Neste ano, a equipe acabou perdendo um dos turnos do Carioca e não chegou a grande final; na Libertadores, lutou para ser uma das melhores campanhas da primeira fase, e nas oitavas eliminou os argentinos do Lanús nos pênaltis. O elenco é basicamente o mesmo da temporada passada, o que é justamente o fato mais positivo e negativo do clube. Vejamos: manter a base e os principais jogadores é ótimo, pois a temporada seguinte não começa do zero, ela é uma continuidade do que vinha sendo feito; o lado ruim é que a equipe não se reforçou nas suas carências. Vieram o zagueiro Rodolfo, de passagem fraca pelo Grêmio, e o polêmico meia Carlos Alberto, que havia saído de São Januário brigado com o presidente Roberto Dinamite; saiu o dirigente Rodrigo Caetano, um dos grandes responsáveis pela reestruturação do clube após o Rebaixamento em 2008. Ficou faltando um centroavante mais confiável, e a equipe ainda perdeu Élton. Dá para chegar de novo, mas o que  parece é que o Vasco ou não soube identificar as suas carências ou não teve dinheiro para supri-lás.

Time-base: Fernando Prass; Fágner, Dedé, Renato Silva e Thiago Feltri; Rômulo, Juninho e Felipe; Éder Luís, Diego Souza e Alecsandro. Técnico: Cristóvão Borges/Ricardo Gomes.
Os seguintes atletas compõem o elenco: o goleiro Alessandro, os zagueiros Douglas, Fabrício e Rodolfo, o lateral-direito Max, os volantes Eduardo Costa, Allan e Fillipe Bastos, os meias Diego Rosa, Chaparro, Abelairas (argentino, ex-River Plate) e Carlos Alberto, e os atacantes Kim, William Barbio e o equatoriano Tenório.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Brasileirão 2012 - TÍTULO

Passados os Estaduais é hora de começar o Brasileirão. Para quem não está mais envolvido em Copa do Brasil e Libertadores, este é o momento de aproveitar times rivais mistos, ter um pouco de sorte com a tabela e tentar acumular a melhor pontuação possível. Com base nas atuações vistas até agora e na perspectiva de quem os times podem contratar, vejamos o sentimento que cada clube deixou nos seus torcedores após esses primeiros 5 meses do ano. Para começar, os favoritos ao título do Brasileirão 2012: Corinthians, Fluminense e Santos.

CORINTHIANS

O destaque: a força do elenco fez a diferença
para o título do Brasileirão em 2011.
É difícil ganhar duas vezes seguidas um campeonato tão equilibrado como o Brasileirão, que a cada ano apresenta surpresas e dificilmente tem uma disparidade muito grande entre os times, como ocorre em alguns dos principais campeonatos europeus. Mas o Alvinegro do Parque São Jorge seguiu a cartilha que dá maiores chances de vencer: manteve o técnico e boa parte do elenco, e ainda por cima se livrou do estorvo do Adriano. O problema é que a equipe de Tite joga demais no limite, e isso temos visto também na Libertadores. A equipe precisa conseguir os resultados com um pouco mais de naturalidade. É claro que vencer por 1 a 0 vale, mas não são nem os placares o que mais incomoda os torcedores corintianos, e sim a atuação da equipe, que as vezes faz grandes jogos e em outras ocasiões se complica contra adversários de menor expressão. Uma coisa de positiva se pode dizer: a equipe de Tite não costuma sentir a pressão das decisões; quando não consegue o resultado é mais por méritos do adversário do que por jogar mal.

Time-base: Cássio (Júlio César); Edenílson, Chicão (Paulo André), Leandro Castan e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex e Danilo; Émerson e Jorge Henrique (Willian/Liédson). Técnico: Tite.
O comandante alvinegro ainda tem a sua disposição os laterais Alessandro, Welder e Rámon, os zagueiros Wallace, Felipe (ex-Bragantino) e Marquinhos, os jovens e desconhecidos volantes Gomes e Willian Arão, os meias Douglas e Ramirez, e os atacantes Bill, Élton, Gilsinho e o folclórico chinês Zizao.
O Corinthians tem um bom elenco. Para a equipe ficar ainda melhor, seria bom que viesse mais um zagueiro, alguém conhecido, de confiança, não apenas para compor elenco; um lateral-direito, também desde que fosse melhor do que os que já estão no clube, e um ou dois volantes para a reserva, principalmente, a de Ralf. O ataque está bem servido; acredito que Liédson e Élton podem revezar como homens de referência, alternando quem estiver em melhor fase. Achar alguém melhor do que eles será difícil.

FLUMINENSE


O destaque: Deco. Com o camisa 20 em campo,
o Flu é um, sem ele a coisa complica.
A equipe de Abel Braga se credencia ao título por conta do bom elenco e, principalmente, dos resultados desde que o técnico chegou as Laranjeiras. A reação no Brasileirão do ano passado foi sensacional, o clube não perdeu peças importantes (apenas Mariano saiu) e ainda conseguiu bons reforços, sendo que alguns deles, como Wágner, sequer tiveram tempo e chances de mostrarem o seu melhor futebol. Na Libertadores, a equipe fez a melhor campanha da fase de grupos, mostrou sangue nos olhos para ganhar do Boca na Bombonera (apesar de ter perdido em casa) e cancha para eliminar o Inter; não deve ter desfalques durante as Olímpiadas e, se não sofrer com as lesões (como tem ocorrido volta e meia com Deco e Fred principalmente) o Flu tem tudo para vir forte neste Brasileirão. Como ponto mais frágil da equipe está a defesa e o clima de oba-oba que toma conta do clube as vezes. O problema do patrocinador pagar os salários dos principais jogadores não afetará o ambiente desde que o Flu não atrase o salário dos atletas que deve pagar, pois com todos recebendo em dia a coisa obviamente flui melhor.

Time-base: Diego Cavalieri; Bruno, Anderson, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Deco e Thiago Neves; Welington Nem (Rafael Sóbis) e Fred. Técnico: Abel Braga.
Compõem o elenco o goleiro Ricardo Berna, os zagueiros Gum, Digão e Elivélton, o lateral-esquerdo Carleto, os volantes Valência, Jean e Fábio (filho do técnico Abelão), os meias Lanzini, Wágner e Lucas Patinho (destaque das seleções de base), e os atacantes Araújo, Rafael Moura, Marcos Jr e Mateus Carvalho (estes dois últimos da base).
O Flu tem, na minha humilde opinião, o melhor elenco do país. Contudo, se eu fosse torcedor, gostaria de zagueiros mais confiáveis; como está difícil de achar e poucos clubes têm bons beques, Anderson e Leandro Euzébio acaba ficando uma dupla razoável. Em termos de carência numérica, a equipe precisaria apenas de um lateral-direito para fazer sombra a Bruno.

SANTOS

O destaque: Neymar. E nem poderia ser outro;
o camisa 11 santista é disparado o melhor
brasileiro em atividade no mundo.
A geração comandada por Neymar e Ganso está fazendo história. Se permanecerem no clube ao menos até a Copa de 2014, o Peixe sempre será favorito nos torneios em que participar, e com o Brasileirão deste ano não é diferente. Além da dupla, a equipe é comandada pelo melhor técnico brasileiro da atualidade, Muricy Ramalho (se não é o melhor ao menos é um dos mais vencedores, com certeza), e ainda tem outros excelentes valores individuais, como Rafael e Arouca. O que pode atrapalhar a equipe da Baixada Santista, curiosamente, é o título da Libertadores. Isso mesmo; ano passado o Peixe ficou na dúvida se entrava mesmo para valer no Brasileirão ou se ficava preocupado com o Mundial; no fim das contas, não fez nem um nem outro, pois teve que apertar o passo em alguns jogos para escapar da zona da Degola e poupar jogadores por desgaste físico em outros. O esquema 3-5-2 utilizado contra o Barça praticamente não foi testado, ao menos em jogos oficiais, com exceção de alguns minutos ao final das partidas. O resultado foi aquele desastre e uma aula de tática e técnica de Pep Guardiola e seus comandados. O Santos tem time e técnico para ser campeão nacional e não é impossível vencer dois títulos expressivos como Libertadores e o Brasileirão no mesmo ano, basta a equipe acreditar e, principalmente, reforçar o elenco para suprir as ausências ao longo do caminho.

Time-base: Rafael, Fucile, Edu Dracena, Durval e Juan (Léo); Adriano, Arouca, Elano e Ganso; Alan Kardec (Borges) e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho.
Fazem parte ainda do grupo de jogadores do Peixe o goleiro Aranha, o lateral-direito Maranhão, os zagueiros Bruno Rodrigo, Vinícius e Rafael Caldeira (os dois últimos da base), os volantes Henrique e Anderson Carvalho, os meias Ibson, Breitner e Felipe Anderson, e os atacantes Dimba, Tiago Alves (ambos meninos) e Rentería.
Como time, o Santos é o mais forte do Brasil, senão um dos mais fortes. Entretanto, o elenco tem muitas carências, o que pode tirar o Peixe da disputa pelo título. Para o Brasileirão, é necessário que se tenha peças de reposição. Corinthians, Fluminense, Inter e São Paulo têm elencos melhores, enquanto Atlético-MG, Grêmio e Vasco estão mais ou menos no nível do Peixe, analisando as peças de reposição de cada clube. Para lutar com força pelo título, Muricy precisaria de um zagueiro para grupo, mas com alguma experiência, um primeiro volante, também para compor o elenco, dois meias de ligação e um atacante, todos com alguma qualidade, que possam brigar pela titularidade, mas sem a necessidade de virem imediatamente para jogarem entre os 11.

Na próxima postagem veremos os clubes que pintam como candidatos a uma vaga na próxima Libertadores: Atlético-MG, Grêmio, Inter, São Paulo e Vasco.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

AAAACABOOOOOOOOOU, ACABOU!

Colorado levantou sua 41ª taça do Gauchão.
Finalmente, os modorrentos estaduais se foram. Em alguns deles, nem nas finais tivemos emoção, como nos casos de RJ e SP, os dois maiores do País. No Rio Grande do Sul, apesar de todo o desleixo e das dificuldades com lesões da Dupla, Inter e Grêmio sobraram como as melhores campanhas. No primeiro turno, vacilaram demais e o Caxias ficou com o título; na segunda parte, só pararam na final, quando o Colorado foi melhor e venceu o clássico. Ontem, apesar do abatimento pela eliminação recente na Libertadores, os desfalques por lesão e ainda o episódio de indisciplina envolvendo a "dupla sertaneja" Jajá e Jô, o Inter conseguiu fazer valer a sua força e venceu, de virada, garantindo o caneco. O Caxias vendeu caro o resultado, fez um excelente primeiro tempo, mas se assustou e, visivelmente, cansou na etapa final. Acabou pagando caro.

Agora, as atenções de 11 das 20 equipes da Série A se voltam para o Brasileirão. E logo após as quartas de final da Copa do Brasil e da Libertadores, ao menos mais duas equipes terão olhos somente para o nacional (entre Bahia x Grêmio e Vasco x Corinthians dois ficam pelo caminho). Ou seja, aquele Brasileirão cheio de times se poupando, com muitos reservas, vai ficando mais um pouco para trás neste ano. Para muitas equipes, o nacional é a chance de dar alguma alegria ao torcedor, e nada melhor do que começar o campeonato pontuando.

Amanhã começarei um especial imaginando o que as equipes podem aprontar neste Brasileirão. O primeiro post será com os candidatos ao título: Corinthians, Fluminense e Santos.

PELA EUROPA...

Vale destaque o título inglês emocionante do Manchester City, que perdia para o Queens Park Rangers até os 44 do segundo tempo e virou o jogo. O rival United, coitado, chegou a ser campeão por 2,3 minutos, por conta da diferença entre os acréscimos de um jogo e outro. No fim, foi um belo prêmio de consolação para a equipe que passou a maior parte do tempo na liderança, mas caiu na fase de grupos da Champions, assim como o rival, que não ganhou nada este ano, nem as copas regionais.

(Quer saber mais sobre o jogão entre City e QPR? Então leia a coluna do Mauro Cézar Pereira no site da ESPN http://espn.estadao.com.br/maurocezarpereira/post/256766_A+BELEZA+DA+RETRANCA+E+MENOR+QUE+A+DOS+GOLS+DE+UMA+VIRADA+OBRIGADO+FUTEBOL)

Nos principais campeonatos tudo já estava definido: títulos para Real Madrid, na Espanha, Juventus, na Itália, Borussia Dortmund, na Alemanha, Porto, em Portugal... Na França ainda não acabou, mas o Montpellier está com a mão na taça.

sábado, 12 de maio de 2012

A Hora H

Se as coisas estavam esquentando com as finais dos Estaduais e o mata-mata mais forte na Copa do Brasil e na Libertadores, agora tudo está fervendo. O jogo decisivo dos Estaduais, as quartas de final da Copa do Brasil e da Libertadores..., nestes momentos começam a se separar "homens de meninos". E nessa hora de decisão, falar em zebra é complicado; claro que sempre existirá um time considerado favorito, mas todos que chegam entre os 8 melhores de uma competição com 20, 30 ou até mesmo mais de 60 times (como é o caso da CB) têm feito algo de positivo e como o futebol é uma eterna caixinha de surpresas, temos aí dois bons motivos para não duvidarmos de mais nada.


Problemas na "hora H"
Damião até fez o seu, mas não evitou a derrota
para o Flu e a eliminação na Libertadores.
Já havia dito que o Inter vacilava nos grandes jogos. Perdeu um e empatou outro com o Santos, perdeu e venceu um Gre-Nal (considerando apenas os clássicos de mata-mata, sendo que o Colorado jogou os dois em casa), empatou e perdeu para o Fluminense. É verdade que a derrota e a eliminação para o Fluminense passam muito pelos desfalques e o imbróglio com Oscar, que com certeza comprometeu muito o primeiro semestre do Colorado, mas também evidenciam uma fraqueza do time para decidir as coisas na "hora H". Ainda acho que o Inter tem mais cara de Libertadores e poderia ter avançado, mas não será nesse ano que o clube tentará seu o terceiro título. Agora resta vencer o Caxias e garantir o domínio regional.

Libertad, zebra? Só se for pelo uniforme...
Esta Libertadores está se confirmando como uma das mais disputadas dos últimos anos. As principais forças do Continente estão participando e com equipes fortes. Nas oitavas de final já tivemos dois duelos bem interessantes - entre Flu x Inter e Vasco x Lanús. As quartas de final reservam disputas de tirar o fôlego entre Brasil x Argentina (Santos x Vélez e Boca x Fluminense) e mais uma entre brasileiros (Corinthians x Vasco). O Universidad de Chile deu sorte, digamos assim, e vai encarar o Libertad/PAR, disparado o mais fraco das quartas. Mas é bom os chilenos não vacilarem, pois chamar o time paraguaio de zebra, só se for pelo uniforme.

Margem de erro zero
Na Copa do Brasil, as quartas de final marcam uma espécie de começo de competição para os grandes times, que só enfrentaram equipes de menor expressão até agora. São Paulo, Grêmio e Palmeiras (que enfrentam Goiás, Bahia e Atlético-PR, respectivamente) chegaram até o estágio atual da CB sem grandes sobressaltos, mas nos Estaduais fracassaram, ou seja, não podemos chamar as equipes de muito confiáveis. O Coritiba, adversário do Vitória nas quartas da CB, ao menos está na final do Paranaense, mas longe de apresentar o futebol da equipe que encantou o país em 2011. Enfim, apesar de a competição apertar na fase atual, entre os 4 confrontos, apenas um é entre equipes da Série A (Grêmio x Bahia), mas todos são entre times conhecidos e que frequentaram a elite nacional recentemente. Chegou a hora de a CB começar para valer.

Entre os eliminados, a queda do Cruzeiro não me surpreende nem um pouco, pois a Raposa, cheia de jogadores medianos e com Vágner Mancini no comando, não empolgava; o Botafogo até vinha fazendo um bom semestre, está na final do carioca (apesar de ter levado 4 a 1 no primeiro jogo), mas está envolto em algo negro nos últimos, desde os tempos de Cuca, pois certas coisas parecem que só ocorrem com o time carioca (qual a chance de um mesmo jogador ser expulso em dois jogos decisivos seguidos, como foi o caso do lateral Lucas?); e seguindo nessa linha do "só acontece comigo" temos Cuca, que levou o seu azar para o Atlético-MG - apesar de o Galo apresentar um bom futebol neste primeiro semestre e estar na final do Estadual, a equipe acabou caindo para o Goiás na CB.

domingo, 6 de maio de 2012

Primeiro round

Oscar (C) se emocionou ao marcar o gol
de empate contra o Caxias. Meia voltou a jogar
depois de 50 dias afastado por conta do imbróglio
judicial com o São Paulo.
Jogos de ida pelos estaduais Brasil afora. No RS, o Inter, que está se acostumando a jogar com desfalques, empatou com o Caxias, no Centenário, por 1 a 1. O time da casa saiu na frente com um gol de Matheus, aquele mesmo da famigerada frase "só bate quem erra". Na segunda etapa, uma pintura de Oscar selou o resultado de igualdade. O jogo de volta será no domingo que vem: um 0 a 0 serve para o Colorado, o 1 a 1 leva para os pênaltis e qualquer empate de 2 a 2 em diante serve ao time Grená; quem vencer será campeão.

Para o duelo contra o Fluminense, no meio de semana, Dorival Jr. deverá ter a volta de Moledo e Damião, que estavam suspensos, e de Dagoberto e Dátolo. D'Alessandro tem situação mais complicada e o lateral Kléber só deve retornar para o campeonato brasileiro.

Os dois principais estaduais do país estão praticamente definidos. No Rio, o Fluminense virou e fez 4 a 1 no Botafogo; para a partida de volta pode até perder por 2 gols de diferença. Em São Paulo, com mando de campo do Guarani, o Santos fez 3 a 0 no Bugre. No jogo de volta, só um milagre dá o título ao time de Campinas. Outro que está com a mão na taça é o Avaí; na primeira partida o Leão fez 3 a 0 no Figueirense.

Em Minas, América e Atlético ficaram no 1 a 1; empates também no Paraná - 2 a 2 para Atlético-PR e Coritiba - e na Bahia - o Ba-Vi terminou sem gols.

Vechcia senhora leva o Scudetto


Na Itália, deu tudo certo para a Juventus na penúltima rodada do campeonato italiano. A equipe venceu o Cagliari e ainda contou com a derrota do Milan no clássico contra a Inter para se tornar campeã italiana. Apesar do título, se quiser sonhar com algo mais na temporada que vem, como a Liga dos Campeões, a equipe precisa de reforços, principalmente no setor de criação e no ataque.

Com o alemão e o espanhol também definidos (Borussia Dortmund e Real Madrid já levantaram os canecos), agora falta apenas a Inglaterra entre os principais campeonatos nacionais da Europa. Neste final de semana, em partidas válidas pela penúltima rodada, as equipes de Manchester venceram e seguem separadas apenas pelo saldo de gols (os Blues têm 8 gols a mais que os Reds). O City bateu o Newcastle por 2 a 0, mesmo placar que o United fez contra o Swansea.