sexta-feira, 11 de novembro de 2011

No peito e na raça, Vélez vai adiante na Sul-Americana

Torcida argentina fazendo festa
(não é o jogo contra o Santa Fé).
A Copa Sul-Americana 2011 está surpreendente, com jogos muito disputados e cheios de gols. Talvez seja a mais disputada entre as últimas edições. Após o emocionante jogo do Vasco contra o Universitário, na quarta, acompanhei nesta quinta-feira a classificação para as semifinais do Vélez Sarsfield/ARG contra o Santa Fé/COL. Depois de abrir 2 a 0 na etapa inicial, com gols do mexicano Guille Franco, a equipe argentina simplesmente parou e em 20 minutos da etapa complementar cedeu o empate aos colombianos. Copetti descontou após bela troca de passes e depois sofreu pênalti, bem batido e convertido por Pérez, camisa 10 do Santa Fé.


Pérez, que quase foi herói contra o Vélez,
fez o gol do Santa Fé no duelo com o Botafogo
no empate por 1 a 1 no Engenhão.
 Pérez perdeu o avô nessa semana em um acidente quando seu avô e outros familiares do jogador se deslocavam para acompanhar o camisa 10 contra o Vélez. Após o gol, Pérez parecia perdido, sem saber como comemorar. Quando conseguimos vê-lo novamente, depois de ser abraçado por quase todo o time, ele estava com os olhos cheios de lágrimas. Mais uma das tantas cenas que emocionam e fazem o futebol valer ainda mais a pena. A primeira partida foi 1 a 1 e a igualdade em 2 a 2 classificava o Santa Fé. O técnico Ricardo Gareca resolveu então fazer as substituições necessárias e mandou o Vélez para a frente na base do abafa. Como o gol de empate do Santa Fé foi de pênalti, qualquer lance na área de defesa dos colombianos era motivo de reclamação. O árbitro chileno Enrique Osses não marcou nenhum dos lances reclamados. Até que aos 44 minutos, o meia argentino Fernández foi calçado na hora de chutar e o árbitro, corretamente, na minha visão, marcou o pênalti. Martinez, que já havia dado uma linda assistência de calcanhar no primeiro tempo, cobrou e classificou o Vélez para as semifinais.

Os personagens do jogo foram muitos. Pelo lado do Vélez, Franco fez dois gols e Martinez deu uma assistência e fez o gol da classificação; no Santa Fé, além de Pérez, o atacante Copetti foi muito bem. E, quem foi melhor ainda, foi o árbitro, que marcou pênalti para os visitantes, não cedeu à pressão dos donos da casa, mas também não teve medo de marcar outra penalidade, essa que realmente existiu, aos 44 mins do segundo tempo. Enfim, grande jogo, mais uma surpresa da Copa Sul-Americana 2011.

Hernanes e Sandro balançam as redes
Pode-se dizer que o Brasil jogou bem se levarmos em conta a escalação do time de Mano e o péssimo estado do gramado. A vitória por 2 a 0 sobre o Gabão poderia ter sido maior, mas serviu para dar algumas mostras do potencial de determinados jogadores. Diego Alves foi bem no gol, Luisão mostrou que se não é do nível de Thiago Silva e David Luiz, ao menos podemos confiar nele sempre. Hernanes fez gol e a dupla de ataque Hulk-Jonas participou ativamente da partida. O que me deixa meio encucado é que a equipe poderia ter atuado no 4-3-3 que vem sendo testado na Seleção principal. Hulk e Bruno César atuariam pelos lados, com Jonas centralizado. Ao invés disso, Mano escalou uma linha de quatro no meio, usando Hernanes e B. César como meias externos. Deu certo, mas já está na hora de começar a parar de fazer testes e fixar o esquema que vai jogar. Se ele não podia contar com muitos jogadores por diferentes motivos, ao mesmo para dar um padrão tático mais claro o amistoso poderia ter servido.

Mais uma novela?
Kléber não querer vir para Porto Alegre ou preferir outro clube não é nada demais. Como disse Pelaipe, o Grêmio não começa e nem termina nesse jogador. E ele é livre para ir onde quiser. O que não pode acontecer é o Tricolor transformar a contratação numa novela. Se o prazo para Kléber decidir é até sábado, ok, espera-se até esse dia e depois segue-se a vida. Caso o Gladiador não venha ou peça mais tempo, o Grêmio deve desistir e partir para outra. Novela legal mesmo (para quem gosta, claro) só as escritas pelos autores da Globo.

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