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Dedé chegou aos 100 jogos
com a camisa do Vasco
e comemorou no melhor estilo:
com gols |
Com dois gols e uma assistência, o zagueiro Dedé sobrou na vitória emocionante do Vasco sobre o Universitário, do Peru, por 5 a 2, pelas quartas de final da Copa Sul Americana. Após sair na frente com Diego Souza, de pênalti, o Cruzmaltino sofreu o empate ainda na primeira etapa num chute meio sem querer do centroavante Ruidiaz. Na volta do intervalo, o autor do gol vascaíno e um atleta do Universitário foram expulsos por conta de uma confusão no fim do primeiro tempo. Logo aos 2 mins da etapa final, em outro gol meio sem querer (um chute de fora da área desviou em Dedé e enganou Fernando Prass), os peruanos viraram o jogo. Mas logo na saída de bola, Déde começou o seu show. Ele arrancou da defesa, levou a bola até a entrada da área e rolou para Juninho, que cruzou na medida para Élton empatar. Aos 12, Dedé arrancou pela direita, tabelou com Fágner e cruzou; dessa vez a sorte ajudou o Vasco e o goleiro levou um frangaço ao deixar a bola passar por debaixo do corpo. O quarto gol vascaíno e o segundo de Dedé saiu aos 27 min, de cabeça. Dez minutos depois, novo escanteio e nova cabeçada de Dedé, dessa vez desviada pelo pé de Alecsandro, sacramentado o 5 a 2 num dos jogos mais malucos da temporada. Como havia perdido no Peru por 2 a 0, o Vasco está classificado para as semifinais da Sul-Americana.
O adversário da equipe brasileira sairá do confronto entre Universidad de Chile e Arsenal, de Sarandí/ARG. Na primeira partida, os chilenos venceram, em casa, por 2 a 1. A vantagem de LaU não é das maiores, mas a equipe já mostrou que atua muito bem fora de casa, talvez até melhor do que como mandante; prova disso são as vitórias no Uruguai sobre o Nacional e a goleada no Flamengo em pleno Engenhão.
Na outra chave, Santa Fé/COL e Vélez Sarsfield/ARG empataram em 1 a 1 no primeiro jogo. Na partida de volta, em casa, os argentinos têm tudo para confirmarem o favoritismo e seguirem adiante, apesar de não fazerem um grande Apertura - estão apenas na 7a colocação. O adversário de colombianos ou argentinos sairá do confronto entre LDU/EQU e Libertad/PAR, sendo que a primeira partida, disputada no Equador, foi vencida por 1 a 0 pelos donos da casa.
Sinal de novos tempos?
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A cena que os santistas tanto querem ver:
Neymar comemorando um dos seus gols pelo Peixe.
Segundo o Wikipedia, já foram 79. |
A decisão de Neymar pela permanência no Santos até a Copa do Mundo de 2014 é o sinal mais evidente de que as coisas estão mudando no Brasil. Até alguns anos atrás, a maioria dos jogadores aproveitava a primeira oportunidade e se mandava para fora do país. Mas, aos poucos, essa quadro vem sendo alterado. Hoje, os atletas preferem permanecer mais tempo por aqui do que ir para mercados de segundo nível da Europa (Ucrânia, Rússia e outros) ou para países árabes. Claro que os salários cada vez mais altos pagos nos principais clubes brasileiros ajuda, o que não tira a importância do fato de bons jogadores desfilarem seu futebol durante mais tempo nos gramados nacionais. A volta de nomes importantes, como Ronaldinho e Luís Fabiano, tem muito a ver com a próxima Copa do Mundo, que será no Brasil, mas também evidencia o crescimento em importância do futebol brasileiro, que está sendo visto com melhores olhos pelos atletas. Até mesmo os principais jogadores dos países vizinhos têm vindo para cá. Hoje, não conheço um meia argentino jogando no seu país de origem que seja melhor que D`Alessandro, Conca (que recém saiu daqui) ou Montillo (Riquelme já foi melhor; atualmente, está bem abaixo do que era, principalmente fisicamente. Continua sobrando porque a qualidade do futebol no país dos hermanos anda baixa).
A valorização do futebol brasileiro é extremamente importante para o país. Atualmente, as seleções da Alemanha e da Espanha, por exemplo, duas das mais fortes do Mundo, têm grande parte dos atletas atuando nas ligas locais. O Bayern de Munique cede 8 jogadores para a seleção alemã, enquanto Barça e Real Madrid têm 11 na Fúria espanhola. O Brasil ainda está bem distante deste feito. Jogando em nível de Seleção por aqui, ainda não temos muitos jogadores. Jeferson, do Botafogo, tem se firmado como reserva de Júlio César, mas não o vejo como um goleiro para tanto; Danilo, do Santos, tem potencial para ser melhor do que Maicon e Daniel Alves; Dedé tem melhorado a cada jogo; Lucas, Neymar, Ganso e Leandro Damião são jovens e têm tudo para fazerem carreira de muitos anos na Seleção, mas ainda podem oscilar, especialmente o são-paulino. Entre os mais velhos, Ronaldinho veste a 10 na equipe de Mano mais por falta de opção de um craque do que por estar arrebentando. Ou seja, mesmo com a valorização dos atletas mais jovens e com a volta de alguns medalhões, o Brasil ainda está longe de ter uma Seleção "caseira". Mas está no caminho, e os primeiros passos para isso já tem sido dados há algum tempo. A decisão de Neymar é apenas o maior deles.
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