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| Adílson, o 12o jogador de Roth, comemora um dos seus raros gols com a camisa Tricolor |
No intervalo, Roth teve uma chance de ouro para mostrar que mudou. Mas nem o inédito título importante que ele conquistou com o Inter ensinou alguma coisa nova ao velho Celso. O jogo estava 1 a 1, o América-MG tinha um jogador a menos e Fernando havia recebido cartão amarelo. Com medo de que seu volante pudesse ser expulso, Roth resolveu substituí-lo. Ora, enfrentando o lanterna, com um a mais, o comandante gremista poderia ter colocado Diego Clementino ou outro atacante qualquer do banco, até mesmo Bruno Collaço na lateral-esquerda e avançado Julio César para o meio. Assim, Rochemback, Marquinhos e Douglas armariam as jogadas, Escudero e mais alguém seriam pontas e André Lima, o centroavante. Ao menos até a equipe passar a frente do marcador. Mas não. Celso colocou o ZAGUEIRO Edcarlos; um defensor a mais contra o lanterna há 19 rodadas seguidas e ainda por cima com um a menos. Do outro lado, logo após tomar o 2 a 1, o técnico do Coelho, Givanildo de Oliveira, sacou um dos três zagueiros e colocou um meia, isso sem falar que ele não recompos a lateral-direita após a expulsão do seu camisa 2, Marcos Rocha, mas apenas deslocou um jogador do meio-campo para lá. Assim, mesmo com limitações, Givanildo mandou seu time para a frente, e houvessem mais 5 minutos de partida o Coelho faria o terceiro gol, pois o Grêmio estava entregue, pedindo ao lanterna que o castigasse.
A hora do vamos ver
As rodadas finais são as melhores do campeonato porque realmente mostram quem é quem. Como todo jogo é decisivo, muitos são confrontos diretos e outros tantos colocam postulantes ao título x candidatos ao rebaixamento, não existe muita margem para a sorte, o que vale mesmo é a qualidade e, principalmente, o momento. Cavalos paraguaios ficam pelo meio do caminho e aqueles que têm bola para sair do Z-4 tentam pela última vez mostrar o seu melhor lado. Nesse sábado, o Atlético-MG, que eu já havia citado estar em evolução com Cuca, venceu o Fluminense no Engenhão. O time de Abel Braga parece que se perdeu depois da derrota para o Flamengo, partida na qual foi superior, mas perdeu graças a individualidade de Botinelli. Abel e seus comandados não digeriram a derrota corretamente, culparam o árbitro, choraram demais e esqueceram que a vida continua. Já o Botafogo parece no limite. Perdeu sem assustar o Santos, que já não joga por mais nada no campeonato, e agora levou 3 a 2 do Avaí. O Leão, aliás, reforçado por algumas caras conhecidas como Lincoln, Caçapa e Robert, vai dar trabalho a Cruzeiro e Ceará. Nessa reta final do campeonato, muito mais importante do que ter um time superior aos adversários na luta contra o descenso é estar em um melhor momento, e por isso o Atlético-MG é favorito a permanecer na Série A. Ceará e Cruzeiro que se cuidem, pois Avaí e Atlético-PR estão no mesmo paramar deles, e até o América-MG está jogando mais bola do que a Raposa e o Vozão.

Olha que interessante este post do Vitor Birner (não sei se acompanhas o blog dele). Ele era comentariste da CBN, saiu, e participa do Cartão Verde.
ResponderExcluirAcho que tem análises bem lúcidas, e acho que esse post retrata o pensamento em relação ao Ronaldinho e Grêmio x Flamengo.
http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2011/10/19/times-grandes-e-seus-torcedores-pequenos/