segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mineiros ganham sobrevida

O domingo foi excelente para Vasco, Cruzeiro e Atlético-MG. O time carioca se isolou na liderança ao vencer o Bahia fora de casa com um belo gol do meia Felipe. A Raposa conseguiu virar para cima do complicado time do Atlético-GO em tarde/noite inspirada de Anselmo Ramon e se manteve fora do Z-4, assim como o Galo, que venceu no sábado e teve que esperar pelos resultados do domingo para confirmar a 16a posição.

A situação dos clubes mineiros segue delicada, mas a saída do Atlético-MG do Z-4 e a partida enérgica que o Cruzeiro fez contra o Atlético-GO deram mostras de que os dois clubes estão muito vivos na luta para se manterem na Série A. Pior para o Ceará, que é mais fraco do que os rivais mineiros, mas vinha contando com resultados ruins dos seus adversários, já que não vem fazendo a sua parte. Agora não dá mais para esperar por tropeços dos concorrentes, é hora do Vozão fazer a sua parte. O outro nordestino da primeira divisão, o Bahia, perdeu em casa para o Vasco e aumentou para 7 as equipes que, hoje, lutam contra o Rebaixamento. A situação do Tricolor baiano se complicou porque dos 6 últimos colocados, 4 venceram na rodada, um empatou e o único que perdeu enfrentou um rival direto (o Atlético-PR venceu o Ceará por 1 a 0).

Carrasco conhecido
O grande jogo da rodada deixou a desejar. Nem foi um duelo tático dos mais interessantes, muito menos um jogo emocionante. O Corinthians conseguiu se superar e fazer um bom segundo tempo mesmo jogando com um a menos, enquanto o Internacional deu mostras mais uma vez de que perdeu a força que tinha em casa nas temporadas anteriores. Em virtude disso, o gol de empate marcado pelo ex-Colorado Alex no finalzinho do jogo foi ao mesmo tempo um castigo para o Colorado e uma espécie de coroamento ao esforço corintiano.

Corinthians e Vasco saíram mais fortes do que os rivais após a rodada, pois conquistaram bons resultados fora de casa. Mas nada quer dizer que o campeonato passa agora a ser disputado apenas por essas duas equipes. No domingo que vem, o Corinthians recebe o desesperado Avaí, enquanto o Vasco enfrenta o São Paulo em São Januário. Botafogo e Fluminense jogam contra Cruzeiro e Ceará, respectivamente, adversários que lutam contra o descenso. Em teoria, Inter e Flamengo têm os jogos mais fáceis (contra Atlético-GO e Grêmio, respectivamente), pois, apesar de atuarem fora de seus domínios, encaram equipes que não fazem mais nada no campeonato.

Wellington Nem é um dos responsáveis pela arrancada
do Figueirense e um dos candidatos a revelação
do Brasileirão 2011
Com os tropeços das equipes que lutam por título e vaga na Libertadores (dos 7 primeiros apenas o líder Vasco venceu), o Figueirense ganhou forças ao vencer o Palmeiras, fora de casa, e diminuir para apenas 3 pontos sua diferença para o 5o colocado, o Fluminense. A equipe de Jorginho tem como fator negativo a dificuldade de atuar em casa, onde não tem feito bons jogos. Visitarão ainda o Orlando Scarpelli os desesperados Bahia e Atlético-MG, além de Fluminense e Corinthians. Mantendo o padrão de atuação fora de SC e melhorando em casa, o Figueira passa a ser candidato à Libertadores 2012.

Fracasso canarinho no Pan
A escolha de Ney Franco por uma Seleção alternativa fracassou no Pan de Guadalajara. Com a derrota de ontem para a Costa Rica por 3 a 1, os comandados de Ney se despediram da competição sem passarem da fase de grupos. A opção do técnico por uma equipe sem grande experiência com a camisa da Seleção até é justificável, já que o Pan não é uma das competições mais importantes do calendário e a dificuldade em conseguir os melhores jogadores deve ter sido enorme (como não é competição da Fifa os clubes não são obrigados a liberar seus atletas). Mas os contratempos antes da competição começar e muito menos os enfrentados no México (Ney e os jogadores reclamaram muito do gramado sintético, por exemplo) não podem servir de justificativa para as atuações apáticas e desorganizadas da equipe. Além de não apresentar alternativas táticas, os jogadores pareceram sentir o peso da amarelinha, duas questões que dependem muito do trabalho do treinador. Ney não perde crédito com o fracasso, mas deve assumir claramente a sua parcela de culpa, até mesmo para não sobrecarregar os jovens jogadores, que não vão conseguir se livrar tão cedo do rótulo de terem falhado com a Seleção.

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