quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O "fenômeno" Vasco da Gama

Um título no ano é o suficiente?
O que faz o Vasco neste campeonato brasileiro é algo louvável. Pode soar estranho, pois um clube grande lutar pelo título brasileiro deveria ser algo normal, mas não é na atualidade, aonde quem ganha um título de expressão se acomoda, as vezes mesmo tendo vencido apenas um mero Estadual. É só prestar a atenção nos últimos anos: em 2009, o Corinthians tinha bom time, com Ronaldo em forma, mas ganhou a Copa do Brasil e abandonou o nacional; em 2010, o Internacional conquistou a Libertadores, contudo, como não engrenava no Brasileiro, deu a desculpa de que se preparava para o Mundial, no qual perdeu para o Mazembe. O Santos, em 2009, após vencer a Copa do Brasil, e agora, após vencer a Libertadores, relaxou com os títulos. Claro que o desgaste físico depois de ganhar uma competição muito difícil atrapalha, as comemorações e o oba-oba pós-título também, mas o Vasco está provando o contrário, pois mesmo com reservas nas primeiras rodadas conseguiu bons resultados.

Muito disso se deve ao técnico Ricardo Gomes, que conseguiu moldar uma equipe em pouco tempo. Contando com atletas experientes, alguns temperamentais - como Diego Souza -, outros jovens e promissores, Ricardo montou uma equipe técnica, que marca forte e ainda tem muita velocidade. Tomara que ele volte a tempo de comandar a equipe no restante do campeonato, pois se técnico não entra em campo e não ganha jogo, ajuda muito.

Vida de cão?

A vida de treinador de futebol é complicada, especialmente no Brasil. Do contrário, como explicar as reações das torcidas de Palmeiras e Corinthians, só para ficar em dois exemplos, contra Felipão e Tite, respectivamente?

Vencer não é tão fácil quanto parece para os torcedores. Em um campeonato longo, como o Brasileirão, no qual as equipes costumam oscilar naturalmente, é um crime exigir a cabeça de treinadores a cada sequência ruim de resultados. Mudar só por mudar vai atrapalhar ainda mais. O Palmeiras tem sérias carências no elenco, e parece que culpar o técnico é um tanto simplista demais. Já no Corinthians, que venceu o último título nacional em 2009, é ainda mais insensato pedir a saída de Tite, apesar da eliminação precoce na Libertadores desse ano. Talvez seja por essa pressão desmedida que os treinadores estão pedindo cada vez salários mais altos...

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