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| Mano em sua apresentação |
A convocação de Mano, somente com atletas que atuam no país, para os jogos contra a Argentina foi bastante satisfatória. Dentre as opções que o treinador tinha, não existem grandes ressalvas a serem feitas. Além disso, o comandante brasileiro foi bastante generoso com quase todas as equipes, tendo chamado atletas de 11 clubes diferentes, todos eles considerados grandes do futebol.
No gol, Victor, do Grêmio, ficou de fora. Muito justo, pois
Jefferson (Botafogo),
Fábio (Cruzeiro) e
Rafael (Santos) estão melhores no momento. Ainda estariam a frente do gremista os camisas 1 Fernando Prass (Vasco), Marcelo Lomba (Bahia) e Felipe (Flamengo), sem falar nos mais velhos Rogério Ceni (São Paulo) e Marcos (Palmeiras), que nem devem estar dispostos a serem convocados novamente.
A lateral-direita está precisando urgentemente de novos nomes.
Danilo, do Santos, e
Mário Fernandes, do Grêmio, são jovens e foram bem convocados. Léo Moura (Flamengo) não é mais o mesmo de temporadas passadas, e Mariano (Fluminense), que já foi chamado por Mano, caiu demais de rendimento juntamente com o ano decepcionante do seu clube.
Para a defesa, ficou bastante claro o porquê de a maioria dos zagueiros da Seleção principal atuarem na Europa. Não há ninguém por aqui que esteja perto do nível de Lúcio, Thiago Silva e David Luiz, sem falar ainda que Luisão e Alex são bons nomes, embora estejam em curva descendente na carreira. Dentre as opções nacionais,
Dedé (Vasco) e
Henrique (Palmeiras) foram bem convocados; contudo,
Réver (Atlético-MG) e
Rhodolfo (São Paulo) podem sofrer algumas contestações. O zagueiro do Galo chegou inclusive a ser reserva recentemente, sem falar no péssimo momento atleticano no campeonato. A favor dos dois conta a pouca concorrência. Antônio Carlos (Botafogo) é um dos poucos que poderia ter sido chamado, pois mesmo tendo menos recursos do que Réver e Rhodolfo está em uma melhor fase, o que também deveria contar na escolha dos convocados. Na Série B existe um zagueiro muito bom e promissor: Rafael Tolói, do Goiás. Mas enquanto estiver atuando por lá, com todos respeito ao clube goiano, vai ser difícil ele ser chamado.
Se a lateral-esquerda já é um problema da Seleção principal, imagine então quando se limita a escolha aos gramados nacionais.
Cortês (Botafogo) é jovem e fez bons jogos, mas ainda estava longe de merecer uma chance como essa.
Kléber (Internacional) não é mais o mesmo de outras temporadas, tendo sido convocado pela falta de opções. Diego Renan (Cruzeiro) não faz boa temporada, tendo sofrido com muitas lesões; estivéssemos no ano passado e o cruzeirense seria um bom nome; Gabriel Silva (Palmeiras) fez parte da equipe campeã do Mundial Sub-20 e poderia receber uma chance, mais pela falta de opções do que qualquer outra coisa, mas é um atleta jovem e com passagem pela base da Seleção.
Para as primeiras funções do meio-campo, duas convocações praticamente incontestáveis:
Casemiro (São Paulo) e
Paulinho (Corinthians). Já as de
Ralf, companheiro de Paulinho no Corinthians, e de
Rômulo (Vasco) são questionáveis. O vascaíno até tem se saído bem, mas talvez ainda não esteja pronto para uma chance como essa. Quanto ao chamado de Ralf, só pode ser pelo mesmo motivo de Jucilei ter sido convocado anteriormente: dar uma ajuda ao Corinthians para tentar vendê-lo. Arouca (Santos) e Fabrício são muito melhores, fazem a primeira função e sabem sair jogando como poucos; Willians (Flamengo) é um ladrão de bolas nato; até Marcelo Mattos (Botafogo) é melhor. Ajudando o primeiro volante, Henrique (Santos) e Fillipe Souto (Atlético-MG) poderiam ter sido chamados.
A criação da equipe estará a cargo de
Renato Abreu (Flamengo),
Thiago Neves (Flamengo) ou
Oscar (Inter), jogadores que têm qualidade para armar uma equipe.
Cícero (São Paulo) é mais um terceiro-homem ou um meia pelo lado esquerdo, enquanto
Lucas (São Paulo) é meia-atacante, quase um ponteiro-direito. Todos são bons jogadores, apesar de que Renato Abreu está um pouco velho e não deve receber outra chance. Além deles, Maicosuel (Botafogo), Alex (Corinthians) e, claro, Ganso (Santos), cortado por lesão, teriam qualidade para integrar essa Seleção "nacional".
No ataque,
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo),
Neymar (Santos) e
Leandro Damião (Inter) poderão repetir o que fizeram contra Gana, pois são 3 estilos diferentes que se complementam: Ronaldinho arma, Neymar dribla e Damião finaliza. Fred (Fluminense) também foi chamado, mas está em um momento péssimo, principalmente fora de campo. Kléber (Palmeiras) e Dagoberto (São Paulo) teriam qualidade para substituir Fred. Ah, e se for contar só o momento, Borges (Santos), artilheiro do Brasileirão, poderia ser lembrado. Se Ralf e Renato Abreu foram, o que impediria o camisa 9 santista de ser chamado?
A defesa da Seleção principal que jogou contra Gana (Júlio César; Dani Alves ou Maicon, Lúcio, Thiago Silva e Marcelo) e esse trio de ataque é o que Mano mais tem de titulares na Seleção. As outras posições do meio-campo estão em aberto. Lucas, Fernandinho e Elias são ótimos jogadores de clube, mas para atuar na Seleção deveria se exigir algo a mais. Complicado está achar alguém que mereça ser chamado. Contra Gana, o Brasil teve sérias dificuldades para fazer a conexão entre defesa e ataque, justamente porque não tem meio campo. Não tivessem os africanos um jogador expulso e a partida teria sido muito diferente do que foi.
1000 jogos de Rogério Ceni
É algo realmente difícil de imaginar nos dias de hoje que algum atleta irá completar 1000 jogos com a mesma camiseta, tanto é que os clubes homenageiam muito quem chega a 100, em alguns casos já vi fazerem comemorações por 50 partidas. Pois nesta quarta-feira, Rogério Ceni, camisa 1 do São Paulo, estará atingindo a marca histórica de
1000 jogos pelo mesmo clube, só alcançada anteriormente por Pelé, no Santos, e Dinamite, no Vasco. Gostem ou não do goleiro, torçam ou odeiem o Tricolor do Morumbi, é algo louvável tanto da parte do atleta, que foi fiel, tanto da parte do clube, que segurou a barra nos momentos difíceis, soube lidar com as críticas e confiar no seu profissional. Parabéns a Rogério, e parabéns ao São Paulo e a todos os seus torcedores.