A final da Recopa Sul-Americana está sendo tratada com ares de Copa do Mundo por Inter e Independiente. O clube gaúcho se autoproclama "campeão de tudo" e tem como meta alcançar um título internacional por ano, mesmo que conte aí as vitórias na Copa Dubai, torneio de pré-temporada dos clubes europeus, e a Copa Suruga, disputada entre os vencedores da Copa Sul-Americana e da Copa da Liga Japonesa. Já para os argentinos o título da Recopa vale para ultrapassar o Boca em títulos internacionais e se tornar o "Rei de Copas".
Particularmente, acho totalmente válido para o torcedor esses tipos de denominações. É maravilhosos para o ego da torcida e para o marketing dos clubes. Mas os jogadores e a direção não deveriam levar isso tão sério. Título, de verdade, é a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro/Argentino, a Libertadores, a Sul-Americana... Essas competições disputadas em jogo único, como acontece com as Supercopas em alguns países europeus, ou em partidas de ida e volta não salvam o ano de um clube grande. Para brasileiros e argentinos, a classificação a próxima Libertadores deveria ser muito mais comemorada do que o título da Recopa.
Mesmo com esses poréns, a disputa não deixa de ser atrativa. É mais um jogo competitivo que temos para acompanhar, simbolizando a rivalidade entre o futebol brasileiro e o argentino, sem falar na qualidade das equipes, vencedoras de torneios importantes na temporada passada. Por falar em jogos competitivos, as equipes brasileiras poderiam seguir o exemplo das europeias, que fazem amistosos de pré-temporada contra times fracos, como do México, dos Estados Unidos e da Ásia, por exemplo, mas também enfrentam os grandes em torneios como a Copa Audi, que contou com Barcelona, Bayern de Munique, Milan e o Inter. É muito mais válido como preparação do que enfrentar apenas o Sindicato dos Atletas do Estado, a equipe de juniores do próprio clube e combinados de atletas de cidades pequenas e sem expressão futebolística no cenário nacional.
Mundial Sub-20 começa para valer
O Mundial Sub-20 está em sua fase de oitavas de final. Depois de passar em primeiro num grupo que tinha Egito, Panamá e Áustria, a seleção brasileira de Oscar, Fernando, Juan, Romário e cia encara a Árabia Saudita no primeiro mata-mata. O jogo será às 22hs.
Na estreia, o Brasil vacilou e apenas empatou com o Egito em 1 a 1, mas se recuperou e goleou a Áustria por 3 a 0 e o Panamá por 4 a 0. Ney Franco tem como time-base Gabriel; Danilo, Bruno Uvini, Juan e Gabriel Silva; Fernando, Casemiro, Oscar e Philipe Coutinho; Henrique e Willian José. É um bom time titular, mas as opções de banco não são as mais inspiradoras. Se o técnico precisar mexer e atacar, por exemplo, tem a disposição os meias Dudu, do Cruzeiro, e Alan Patrick, recentemente vendido pelo Santos ao Shaktar/UCR, e o atacante Negueba, do Flamengo. É melhor mesmo que a equipe vença os jogos com naturalidade, senão a coisa vai complicar.

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