O jogador citado acima tem 32 anos e não tinha tido passagens marcantes por grandes clubes até se destacar no Vitória em 2008 e ser contratado pelo Cruzeiro. Em sua primeira temporada no clube mineiro, Leonardo se tornou ídolo, foi capitão e marcou gols importantes (chegou a fazer 2 num clássico contra o Atlético-MG). Em 2010, uma lesão impediu o atleta de atuar durante quase toda a temporada. Ao fim daquele mesmo ano, a Raposa e Leonardo não entraram num acordo sobre a renovação e ele foi parar no Galo. Em 2011, o jogador não teve as mesmas atuações dos anos anteriores, a exemplo do jogo de ontem contra o Botafogo, em que cometeu uma falta típica de quem já não tem mais o mesmo vigor e tempo de bola de outras épocas.
Leonardo Silva é só um exemplo e a atuação ruim dele ontem não quer dizer muito, pois um atleta pode eventualmente jogar mal. O que me chamou a atenção é que ele já não vinha bem, assim como muitos jogadores do Galo. Mas o ponto não é a situação do Atlético-MG ou o próprio Leonardo Silva, e sim quando chega a hora de os jogadores começarem a se retirar de cena, indo para clubes menores ou até mesmo pendurando as chuteiras.
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| Tcheco e Magrão |
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| Índio e Douglas |
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| Ronaldo, ainda "fininho" em outubro de 2009 |
Por outro lado, vejo também exemplos de atletas que respeitaram a si e ao clube. Um deles é Iarley, que perdeu espaço no Inter em 2008 e foi para o Goiás. No Esmeraldino, se destacou e voltou a ter a chance num grande clube, o Corintians. Atuando em São Paulo, o sucesso não foi o mesmo dos tempos de Goiânia, e ele acabou indo para o Ceará, clube da sua terra natal. Agora, com a perda de espaço no Vozão, que disputa a Série A, voltou ao Goiás, que está na Série B. É capitão e um dos principais atletas da equipe. O que ele fez de correto? Primeiramente, nunca reclamou da reserva, seja no Corinthians ou na época em perdeu a titularidade no Ceará. Buscou seu espaço e teve humildade para retornar a Série B, competição de menor qualidade e exigência técnica.
Outro exemplo bastante positivo é o do Vasco. Ricardo Gomes já avisou que Juninho e Felipe não devem atuar juntos, salvo em jogos excepcionais. Os dois são, sim, muito qualificados, mas têm idade avançada e características parecidas. O Cruzmaltino quase sempre atua com dois volantes, Juninho ou Felipe como terceiro homem do meio-campo contando com o auxílio de Diego Souza, atleta de força, e Éder Luís, de velocidade, e com um centroavante de área, geralmente Alecsandro, mas que também pode ser Élton. A equipe ganhou a Copa do Brasil, sem Juninho, é verdade, mas manteve a estrutura para o Brasileirão e vem colhendo bons resultados - atualmente é o quarto colocado, 3 pontos atrás do líder Corinthians.
A administração da carreira de um atleta é também um problema do clube e dos treinadores. No caso de Ronaldo, claro que ele deve ter sido muito pressionado para continuar, mas a decisão final, a responsabilidade maior é dele. Se o Fenômeno não suportava mais fisicamente a carga de jogos e treinos, então parasse. Um caso que chama a atenção agora é o de Rivaldo no São Paulo. A torcida sempre pede por ele, mas os treinadores que passaram pelo Morumbi tem dosado a carga de jogos. Ele até está bem fisicamente; o que interessa, entretanto, é que se ele jogar todos os jogos o tempo todo não vai suportar e pode começar a sofrer uma série de lesões e ter uma queda de rendimento capaz de prejudicar a equipe.
E você, caro amigo leitor/torcedor, o que pensa a respeito dos problemas que vem com a idade no futebol? Se lembrar de mais algum exemplo e quiser compartilhar com o blog fique à vontade. A sua participação é de extrema imporância e sempre muito bem vinda.



Na verdade, cada vez mais me convenço de que o conjunto sobressai.
ResponderExcluirSe não, como explicar que o Índio voltou a jogar futebol, e o Gilberto Silva está encerrando a carreira, praticamente?
Talvez a questão do decréscimo físico deva ser entendido à luz do excesso de jogos. Os estaduais a toque de caixa ocasionam um excesso de lesões. Os times estão aos pedaços no meio do ano, quando ocorrem as decisões no primeiro semestre, e vão se recuperando gradualmente.
Se bem que o futebol é cíclico...
Abraço,
Gabriel.