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| Marquinhos tem que ser titular |
O Grêmio foi superior e venceu o clássico contra o Inter neste domingo, no estádio Olímpico, por 2 a 1. O Tricolor saiu na frente com Marquinhos, o artilheiro da era Roth; o Colorado empatou com Índio, carrasco gremista em Gre-Nais; mas Douglas desempatou após pênalti sofrido por Escudero. A partida foi bem disputada no primeiro tempo, com domínio gremista, mas com o Inter também tentando ameaçar. No começo da etapa final, o Colorado dominou as ações, contudo, aos poucos, o Tricolor voltou a ser melhor no jogo e conseguiu o gol da vitória. A equipe gremista se afastou 3 pontos da na zona do descenso, mas ainda está longe de se ver completamente livre do Rebaixamento. Já o Inter está a 7 pontos do G-4.
Irregularidade
No início da competição, escrevi num post que Ceará, Bahia e Atlético-GO eram muito irregulares, dificeís de prever como atuariam e qual o resultado de suas partidas. Pois bem, acrescente-se o Grêmio a essa lista. Depois de jogar bem na estreia de Celso Roth e empatar com o Palmeiras, o Tricolor jogou para o gasto e bateu o Fluminense. Na sequência, levou uma surra do Ceará e foi batido também pelo Atlético-GO, tendo duas atuações apagadas. Ontem, a equipe foi vibrante, teve jogadas trabalhadas no ataque e ainda mostrou segurança atrás, salvo alguns vacilos. O que esperar para a sequência do campeonato?
Seria o cansaço?
Já o Inter pareceu o Grêmio dos 2 últimos jogos. Um time batido, sem indignação, pouco objetivo. Talvez pelo fato de o Tricolor realmente necessitar da vitória e o Colorado estar melhor colocado na tabela os atletas de Dorival Jr. tenham relaxado um pouco, ou então sentido o desgaste imposto pela sequência de jogos importantes. A ausência de D'Alessandro, especialista em clássicos, com certeza enfraqueceu o time, até mesmo pela garra que ele e Guiñazu demonstram em campo, incentivando os companheiros. Oscar e Andrezinho são ótimos com a bola no pé, mas não são muito brigadores no sentido de disputar a bola.
Definições
O jogo de ontem apresentou algumas definições a Celso Roth: Saimon é muito melhor do que Rafael Marques, e Edcarlos vai ter que mostrar serviço antes de entrar na equipe; Mário Fernandes e Julio César são os titulares das laterais, muito superiores a Gabriel e Bruno Collaço; Fernando ainda não está pronto para ser titular e deve ficar na reserva de Gilberto Silva, que vinha fazendo bons jogos; o trio de armadores Marquinhos, Douglas e Escudeiro funcionou bem e pode ser mantido; na frente, Miralles poderia ser testado como único atacante, apesar de André Lima ter participado relativamente bem da partida, apesar de ter dado dois chutes que beiraram o rídiculo.
Mexe bem, escala mal?
Dorival Jr. tem feito uma boa leitura da equipe no intervalo dos jogos. Quase sempre ele mexe na equipe. Gosto de treinadores que não tem medo de tirar um jogo que está mal aos 20, 30 mins do primeiro tempo. Acho que isso de poupar é papo furado; não fez o que o treinador pediu ou a estratégia não deu certo, paciência, a partida só tem 90 minutos e perder muito tempo pensando pode fazer com que a equipe perca o jogo, uma classificação importante, um título... Mas mexer sempre no intervalo acaba passando a ideia de que o treinador está insistindo em algo e escalando mal a equipe. No caso de Dorival, ainda acho que é muito cedo para responder a pergunta que dá o título deste tópico. Ele está conhecendo o grupo e é normal que dê chances aos atletas.
Arbitragem
Os pênaltis podem ser contestados, nenhum deles foi 100% claro, mas ainda assim nada muda o fato de a arbitragem do carioca Marcelo de Lima Henrique ter sido ruim. A primeira penalidade em Saimon não pode ser reclamada pelos gremistas, pois houve falta antes em Muriel. O árbitro não marcou nem uma nem outra e deu escanteio. No lance de Mário Fernandes, realmente ele atrasa a passada e espera o contato de Muriel, que houve. Achei que foi pênalti, mas mesmo que não fosse marcado o cartão amarelo para Mário não poderia ter sido aplicado, pois o choque ocorreu. Já o lance de Escudero e Índio foi bastante estranho. Se fosse fora da área ou se ele tivesse marcado um dos pênaltis anteriores, duvido que o árbitro daria a falta em Escudero. Mas realmente Índio obstruiu a sua passagem, sendo que o argentino ainda poderia chegar na bola, talvez até para concluir. Não sei se daria pênalti, mas provavelmente o fator local e a pressão pelos lances anteriores influenciaram na decisão da arbitragem. Além disso, Marcelo de Lima Henrique deu muitas faltas em André Lima, que se joga a cada choque com os zagueiros, e deu várias de Leandro Damião, sendo que as disputas eram parecidas.
Imprensa, imprensa...
Quando Borges saiu do Grêmio, ninguém lamentou, nem o clube e muito menos a imprensa. Todos pareciam de acordo que o atacante não estava bem e continuar no Tricolor só prejudicaria aos dois. Agora que Borges se encontrou no "fraco" time do Santos, campeão da Libertadores, jogando sob o comando de Muricy e com a companhia de Ganso e Neymar, entre outros, a direção do Grêmio é criticada por ter liberado o jogador. Vamos com calma. Odone e seus subordinados têm, sim, muitas reflexões a fazer sobre as decisões tomadas ao longo da temporada, mas criticar os dirigentes do clube por terem liberado Borges é covardia. Até sobre a venda de Neuton aconteceram algumas contestações, sendo que ele nem era reivindicado na equipe do Grêmio. Quem viu os confrontos entre o seu clube, a Udinese, e o Arsenal, percebeu que ele teve sérias dificuldades para conter os avanços ingleses pelo seu lado.
No Inter, especula-se que Juan e Kléber podem deixar a equipe. Juan, zagueiro titular do Sub-20, foi muitas vezes pedido por imprensa e torcida como companheiro de zaga, seja de Bolívar, Índio ou qualquer outro. O garoto Zé Mário jogou meia dúzia de vezes no ano, sendo que foi criticado num dos seus primeiros jogos, em que atuou de volante. No entanto, a imprensa simplesmente se calou neste momento. Ninguém critica a venda de Juan, que mal jogou no Colorado, e muitos dizem que Zé Mário está pronto. Dá para acreditar?
Protestos, susto e empates
A rodada dos clássicos foi marcada por manifestações contrárias a Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Poucos sites noticiaram, mas os protestos foram prometidos durante a semana e aconteceram em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Já em Santa Catarina, a Federação Catarinense emitiu uma nota, no sábado, proibindo as manifestações e exaltando a administração de Teixeira; em Minas Gerais, os torcedores do Atlético-MG também foram impedidos de se manifestarem.
No clássico carioca entre Flamengo e Vasco, o técnico Ricardo Gomes, campeão da Copa do Brasil pelo clube da Colina, se sentiu mal e teve que ser levado ao hospital. Ele sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico e já foi operado na noite de ontem. Segundo informações do site
espn.com.br, a operação foi bem sucedida. O susto com o súbito problema de Ricardo Gomes acabou esfriando a partida, o Vasco não soube aproveitar a vantagem de ter atuado com um jogador a mais durante mais de 45 mins e o resultado final foi 0 a 0.
Escrevi no post anterior que Inter, Cruzeiro, Botafogo e Figueirense vinham num melhor momento do que os rivais Grêmio, Atlético-MG, Fluminense e Avaí, respectivamente. Desses, Grêmio e Avaí venceram. O Tricolor até jogou em casa, mas o Leão bateu o Figueira em pleno Orlando Escarpelli, e ainda por cima de virada. Já Botafogo e Cruzeiro confirmaram a melhor fase e superaram seus adversários. Para os confrontos Coritiba x Atlético-PR, Palmeiras x Corinthians, Santos x São Paulo e Flamengo x Vasco exaltei a igualdade e o equilíbrio entre as equipes, sendo que se todos terminassem empatados não seria surpresa. Dos 4 confrontos, apenas o Palmeiras venceu; os outros terminaram sem vencedor.
Bem feito, Wenger
Há alguns anos, Arséne Wenger vem destruindo o Arsenal. A equipe revela jovens talentos, vende esses jogadores, e compra mais jovens. Nesta temporada, Fábregas, Nasri e Clichy, entre outros, foram embora. Apenas Gervinho chegou com relativo currículo. Ontem, contra o Manchester United, vice-campeão da Liga dos Campeões e atual vencedor do Inglês, o Arsenal foi humilhado por
8 a 2, isso mesmo,
8 a 2. Não sou contra o clube londrino ou o técnico, até admiro o estilo de jogo focado no toque de bola e na habilidade, mais ou menos como o Barcelona. Mas a falta de ambição de Wenger foi ao extremo nesta temporada. Uma equipe grande vive de títulos e para isso precisa mesclar jovens e experientes. O que o Manager dos Gunners está fazendo é uma grande irresponsabilidade, e o risco de outro ano sem títulos é grande, sem falar na humilhação que poderá ocorrer quando enfrentar grandes equipes, como os clubes de Manchester, o Chelsea e ainda o Liverpool, que começam a temporada como favoritos.