O Grêmio entra em campo nesta quarta-feira contra o San Lorenzo/ARG para decidir o seu destino na Libertadores. A formação deve ter 3 jogadores com características mais ofensivas no meio-campo, como Enderson já admitiu ser a ideia inicial, mas que ainda não havia conseguido colocá-la em prática. Zé Roberto deve ser o armador, com Luan e Dudu abertos pelos lados em uma linha à frente dos volantes Edinho e Riveros e atrás do centroavante Barcos. Antes do jogo, Enderson acerta, é a hora de testar um time mais ofensivo e de correr mais riscos, resta ver como será na prática. Imagino que o Grêmio deveria se impor já desde os primeiros minutos e pressionar o San Lorenzo, pois se conseguir um gol ainda no primeiro tempo terá todas as condições de se classificar no tempo normal. Se chegar ao intervalo com um 0 a 0, as coisas podem se complicar muito. O San Lorenzo vai fazer a tradicional cera, na qual os argentinos são mestres, e o nervosismo pode atrapalhar a pontaria dos atletas tricolores. Será uma noite de superação, como sempre deve haver em qualquer jogo, especialmente de Libertadores, mas principalmente de pé na forma para o time do Grêmio. Não desperdiçar chances é fundamental para derrubar o bom e abençoado time argentino.
No Paraguai, o Cruzeiro encara o Cerro Porteño com a desvantagem de ter empatado em casa por 1 a 1. Embora o atual campeão brasileiro tenha melhor time, vale lembrar que os comandados de Marcelo Oliveira foram derrotados fora de casa por Real Garcilaso/PER e Defensor/URU, mas cresceram nos últimos jogos da fase de grupos e venceram a Universidad de Chile. Dá para classificar e o time brasileiro entra como favorito, mas não pensem os mineiros que será tarefa fácil. Na noite desta terça, o melhor time da primeira fase, o Vélez/ARG, foi eliminado pelo pior segundo colocado, o Nacional/PAR, só para reforçar que na Libertadores não existe essa história de time ruim e de que brasileiros e argentinos são quase imbatíveis.
FINAL DA CHAMPIONS: REAL MADRI X AZARÃO?
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| Foto: Getty Images/GOAL |
O Real Madri/ESP conseguiu uma classificação maiúscula à final da Champions League, batendo o Bayern de Munique/ALE por 5 a 0 no placar agregado.
De forma semelhante, os Bávaros haviam enfiado 7 a 0 em dois jogos
contra o Barcelona/ESP no ano passado. Mais uma vez, o bom do futebol é
que não existem jogos "jogados" antes da bola rolar. Embora isso seja
uma obviedade, é grande o número de pessoas que acredita única e
exclusivamente na frieza dos números e dos resultados para apontar um
vencedor.
O
time do Real é muito forte, há de destacar, mas parece que apesar de o
Bayern ter vencido tudo com estes mesmos jogadores no ano passado e de
ter sobrado no campeonato alemão, os comandados de Pep Guardiola talvez
não estivessem tão comprometidos em conquistar o título, o que até é
compreensível já que são os atuais campeões. Por outro lado, o Real
deseja a Champions League desesperadamente já há algum tempo (venceu
pela última vez em 2002) e sofreu vendo o Barcelona conquistar títulos
em 2006, 2009 e 2011. Assim, até mesmo um craque como Cristiano Ronaldo comprou totalmente a ideia do treinador Carlo Ancelotti de
defender com competência e contra-atacar para ser mortal, fórmula mais
do que consolidada contra times que valorizam tanto a posse de bola como
as equipes de Guardiola, mas que também não é fácil de ser executada
com tamanha competência.
Nesta quarta-feira, ocorre a outra semifinal entre Chelsea/ING x Atlético de Madri/ESP.
Antes das semifinais iniciarem, o Bayern sempre foi tratado como um
grande favorito, como se fosse apenas questão de tempo para entrar em
campo e assegurar o segundo título. Agora, o Real, por ter eliminado o
Bayern, vai ser tratado como favorito. Mas eu não tenho tanta certeza...
O Atlético de Madri/ESP, embora tenha orçamento bem menor que os
rivais, é o líder do campeonato espanhol e só depende de suas próprias
forças para ficar com a taça. Pode até mesmo chegar à última rodada,
contra o Barcelona, no Camp Nou, já com o título antecipado. Na
Inglaterra, o Chelsea ainda briga pelo título, embora precise de
tropeços de Liverpool e Manchester City. Mas no último domingo, em um
jogo tratado com clima de final pela torcida do Liverpool, Mourinho
levou seu time totalmente desfalcado ao estádio Anfield e venceu por 2 a
0.
PHILIPPE COUTINHO
Felipão deve anunciar a convocação da Seleção Brasileira no próximo dia 7 de maio. A lista está bastante definida e também parece bem justa, embora sempre possível contestar um outro nome escolhido pelo treinador da seleção nacional. No gol, Júlio César e Jéferson já garantiram a vaga; o terceiro nome pode ser Victor ou então um goleiro jovem como Neto, da Fiorentina, que faz grande temporada. Nas laterais, Dani Alves e Marcelo são titulares, enquanto Maicon e Maxwell devem ser os reservas, com Rafinha e Filipe Luís correndo por fora. Na zaga, Thiago Silva, David Luiz e Dante são presenças certas, enquanto Dedé e Miranda são os principais concorrentes à última vaga. No meio-campo, Luiz Gustavo, Paulinho, Oscar, Hulk e Neymar devem compor o quinteto titular; Ramires, Willian e Bernard podem se considerar muito próximos da vaga, restando duas vagas: um volante, que pode ser Fernandinho (o favorito), Lucas Leiva ou Hernanes, e um meia-atacante, que pode ser Lucas (do PSG), Robinho ou até mesmo Hernanes, que pode ser convocado para funções diferentes. Na frente, Fred e Jô devem ser as opções de referência.
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| Foto: Skysports |
Entre os nomes em alta neste final de temporada na Europa, o que mais poderia ajudar a Seleção é Philippe Coutinho (foto). Surgido com status de estrela no Vasco e vendido muito jovem, ele demorou a se firmar e conseguir algum destaque até chamar a atenção do Liverpool. Nesta temporada, Coutinho carrega a camisa 10 dos Reds e é, ao lado de Gerrard, Suárez e Sterling, um dos pilares da grande campanha que pode dar o título inglês aos comandados de Brendan Rodgers. Além da grande temporada, Coutinho tem características de um meia-armador, o que falta à seleção. Embora jogue numa faixa parecida com a de Oscar, o meia do Chelsea é um jogador mais de condução e aproximação, enquanto Coutinho joga mais recuado, armando e distribuindo. Claro que Oscar deve ser o titular e o fez por merecer, até mesmo porque vem jogando em alto nível há mais tempo, mas acho que Coutinho poderia ser uma ótima opção para a equipe de Felipão, por ter amadurecido e atingido um alto nível de atuações. Vale ressaltar que o Brasil recuperou boa parte do seu status de favorito desde que Felipão assumiu e conquistou o título das Confederações naquele chocolate contra a Espanha, logo, é de se esperar que a Seleção vá encarar equipes muito fechadas. Analisando o perfil do elenco, Coutinho talvez se encaixe como a peça que falta para atuar ao lado de jogadores de velocidade e abastecendo um centroavante de referência, como gostam de jogar as equipes de Felipão.


