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| Estimativa, segundo o jornalista Paulo Vinícius Coelho, da ESPN, é de que mais de 20 mil torcedores corintianos estiveram no jogo das semifinais. Foto: Toru Yamanaka/AFP |
O JOGO - Com a saída de Douglas e a entrada de Jorge Henrique, o Corinthians foi a campo no 4-4-2 clássico, com Jorge Henrique e Danilo atuando como meias bem abertos, e Émerson cuidando da saída de bola dos volantes adversários. O Chelsea, de Rafa Benítez, atuou no 4-2-3-1, com Torres mais avançado e apoiado pelos meias Mata, Moses e Hazard. No primeiro tempo, jogo bastante equilibrado, com melhores chances para o clube inglês. Na principal delas, o zagueiro Cahill, de dentro da área, soltou a bomba para uma grande defesa de Cássio; a melhor oportunidade corintiana veio em jogada de Guerrero que terminou em conclusão de Émerson para fora.
Na volta do intervalo, o Corinthians pareceu mais decidido em vencer a partida e foi para cima. Conseguiu achar espaços pelo lado direito do ataque, com Paulinho e Émerson tramando com Jorge Henrique. E foi justamente numa dessas jogadas que surgiu o gol. Paulinho, o melhor em campo, tabelou com Jorge Henrique, enganou a defesa driblando para o meio e deixou a bola para Danilo chutar; o camisa 20 limpou a marcação, mas bateu em cima do zagueiro, com a bola sobrando para Guerrero cabecear e abrir o placar. A partir daí, o Chelsea pareceu perder a cabeça, tanto que o zagueiro Cahill foi expulso por acertar Émerson fora do lance. No finalzinho, Fernando Torres ainda empatou de cabeça, mas o gol foi bem anulado por impedimento.
O título do Mundial de Clubes coroa o grande trabalho de planejamento e organização feito pelo clube desde a chegada de Tite no final do Brasileirão de 2010. Mesmo com a eliminação na Pré-Libertadores do ano seguinte, a diretoria manteve a convicção e não optou pela decisão simplista de demitir o técnico. Reformulou o elenco, com as saídas de Ronaldo e Roberto Carlos, e apostou na manutenção da base, mesclando jogadores desconhecidos com nomes importantes e agregando qualidade. Como resultado, o clube venceu o Brasileirão em 2011 e a Libertadores e o Mundial de Clubes em 2012.
MERCADO - O mercado da bola anda parado quase 15 dias após o fim do Brasileirão. A torcida mais aflita é a do Vasco, que corre o risco de sofrer um desmanche por conta da falta de pagamento de salários; por enquanto, a única perda confirmada é a do goleiro Fernando Prass. Na Dupla Gre-Nal, a maior novidade é o acerto de Dunga com o Colorado; fora isso, apenas as saídas confirmadas de Nei (Inter), Naldo e Gilberto Silva (Grêmio), e a chegada de Willian José (ex-São Paulo) e Alex Telles (ex-Juventude) ao Tricolor.

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