segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Renovação!

D`Alessandro lamenta a quarta derrota seguida do Inter
no Brasileirão 2012.
Foto: Mauro Vieira/Agência RBS 
Há algumas rodadas os jogadores do Inter adotaram o discurso de "jogar pela dignidade", já que o clube não tinha mais chances de se classificar à Libertadores e tampouco correu risco de Rebaixamento ao longo do ano. Nesses últimos quatro jogos, o Colorado perdeu todas, as duas últimas partidas em casa. A derrota deste domingo para a Portuguesa, lutando contra o Rebaixamento, serviu para mostrar que o problema não era Fernandão. Embora o ex-treinador tenha sua parcela de culpa, ele é muito mais vítima do que vilão nessa história.

Os verdadeiros "malvados" são os jogadores, mas principalmente a direção, que demora demais para mexer. Na Libertadores de 2010, a direção foi ousada e trouxe Celso Roth nas semifinais, mesmo com a boa campanha de Jorge Fossati. Conquistou o bicampeonato do torneio continental. No final do ano, após a derrota para o Mazembe, manteve Roth, quando todos queriam a sua cabeça, para demiti-lo em meio a temporada seguinte. Dorival Jr. deixou a equipe neste ano após 10 jogos no Brasileirão em oitavo lugar, com apenas duas derrotas. Na época, Dorival tinha problemas para escalar a equipe por conta de lesões e convocações, como aliás ocorreu ao longo de todo o segundo semestre também com Fernandão. Se não era brilhante, Dorival tinha conhecimento e maior domínio sobre o grupo de jogadores do Colorado, o que Fernandão demonstrou não ter, além do seu pouco repertório tático.

A eleição no clube terminou na primeira fase, no voto dos conselheiros. Giovani Luigi foi reeleito, talvez por falta de uma concorrência forte, o que vitimou Paulo Odone no Grêmio, talvez porque alguém esteja satisfeito. Sinceramente, não entendo o que pode estar bom: houve atraso na reforma do Beira-Rio, excluindo Porto Alegre e o estádio da Copa das Confederações; o clube teve um ano muito fraco dentro de campo, apenas com a conquista do Gauchão. De bom para o torcedor apenas o fato de que o rival segue sem vencer nada há mais de uma década. Mas, convenhamos, é pouco.

O torcedor Colorado quer ter orgulho do seu time novamente, quer poder ir ao jogo com a certeza de que o adversário vai sofrer se quiser tirar pontos dentro do Beira-Rio. O torcedor quer ter a certeza não da vitória, mas da garra e da disposição, da batalha e da entrega por parte daqueles onze atletas que estiverem dentro de campo. O torcedor que mudança, quer renovação. Porque não adianta trazer um técnico disciplinador, como especula-se com o nome de Dunga, se o elenco continuar esse mesmo, acomodado, dono do clube. Quem entra em campo são os jogadores, no fim das contas eles derrubam, sim, se quiserem, qualquer técnico, assim como também renovam o seu contrato e o deixam nas graças da torcida.

Alguns jogadores precisam levar uma chacolhada, decidir o que querem na vida. O planejamento também deve ser melhor pensado, a preparação física, enfim, tudo deve mudar no Inter, e pode começar a partir de agora. Mas, novamente, a direção demora; muitos técnicos de ponta já renovaram contrato, o Inter acenou negativamente para o nome de Mano Menezes e Dunga ganha mais força. Se ele chegar e tiver autonomia para remontar o grupo de atletas, o torcedor pode esperar ao menos a volta da garra e da disposição dentro de campo. Mas com esses atletas, não sei até onde Dunga pode ajudar.

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