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| Jogadores de Inter e Palmeiras se revoltaram com o árbitro Francisco Carlos do Nascimento (AL). Foto: Renan Olaz/Futura Press |
Uma grande discussão veio à tona neste final de semana na partida Inter 2 x 1 Palmeiras: a interferência de uma pessoa de "fora" da equipe de arbitragem nas decisões do árbitro. O lance em questão foi o gol de Barcos, irregular, pois ele coloca de fato a mão na bola intencionalmente, mas que seria validado não fosse o delegado da partida. Segundo relatos dos atletas, o delegado avisou ao quarto árbitro, Jean Pierre Gonçalves, da irregularidade do lance, e Jean Pierre repassou ao juiz Francisco Carlos do Nascimento, de Alagoas. A atuação do sexteto de arbitragem - somando aí os dois juízes atrás dos gols, que de nada servem, pois nunca vi interferirem em alguma marcação - vai ficar marcada na história como uma das piores de todos os tempos por conta desta lambança. A mão na bola de Hernán Barcos é claríssima; se o juiz estivesse mal posicionado (e as imagens mostram que ele tinha visão perfeita do lance - assista em http://globoesporte.globo.com/jogo/brasileirao2012/27-10-2012/internacional-palmeiras.html), o assistente ou o árbitro atrás do gol deveriam tê-lo avisado, até mesmo o quarto árbitro poderia. Pela regra, não pode haver interferência da televisão ou de algum elemento que não seja da equipe de arbitragem, o que claramente parece ter acontecido devido a demora do árbitro em confirmar o gol. O bandeirinha Ediney Guerreiro Mascarenhas correu para o meio de campo, ou seja, validou o lance, assim como o árbitro, que fez o gesto de gol apontando para o centro do campo. O quarto árbitro não se manifestou na hora, então por que o juiz mudou de ideia?
O erro quanto ao cumprimento das regras será confirmado com uma investigação sobre a participação do delegado na invalidação do gol de Barcos; de fato, segundo a regra, não poderia haver interferência do delegado. Mas a choradeira do Palmeiras é bastante contestável, pois o lance foi claramente irregular. Um dirigente chegou a falar em anulação da partida, dando a entender que para se salvar do Rebaixamento vale até mesmo os gols irregulares. O treinado Gilson Kleina chegou a falar em "sem-vergonhice". De quem? Do delegado, que mesmo não tendo autoridade fez o certo, o justo, ou do treinador palmeirense, que provavelmente viu o toque de mão e ainda tem a cara de pau de chamar alguém de sem-vergonha? Quem avisou o árbitro ou por que ele mudou de ideia ainda não se sabe ao certo, mas que o gol foi intencionalmente com a mão já está mais do que claro. Adversários do Palmeiras que se preparem, pois a pressão em cima da arbitragem para ajudar o clube paulista vai ser ainda maior.
Dois fatos vieram a minha cabeça após essa confusão toda no jogo do Palmeiras:
- em 26 de setembro deste ano, o alemão Klose, segundo maior artilheiro da história das Copas do Mundo, atrás apenas de Ronaldo, fez um gol tocando com a mão na bola; o árbitro não viu e validou, mas voltou atrás após o atacante confessar a irregularidade. Assista em http://www.youtube.com/watch?v=eE2F8g55Bh8.
- Em 2004, ano do Rebaixamento do Grêmio, o Palmeiras venceu o Tricolor com um gol impedido e feito com a mão; a partida obviamente não foi anulada. É só um exemplo de que erros graves acontecem e, infelizmente, faz parte do futebol brasileiro, que tem uma das piores arbitragens do mundo, senão a pior. Assista em http://futpedia.globo.com/campeonato/campeonato-brasileiro/2004/10/30/gremio-2-x-3-palmeiras.
FALTA DE CRITÉRIO
Outro fato que incomoda é a relação dos jogos.Entre os primeiros colocados, o Fluminense jogou na quinta (25/10), o Atlético-MG vai jogar na próxima quarta (31/10) enquanto Grêmio e São Paulo atuaram neste sábado (27/10), pois disputam a Sul-Americana e jogaram no meio de semana. O Flamengo, adversário do Galo, ganhou mais dias de folga e treino do que os adversários contra o Rebaixamento, que jogaram quinta e sábado também. Tudo bem que é necessário encaixar um jogo na grade da TV no meio de semana, mas que seja uma partida que interfere pouco no rumo do campeonato, ou que se mudem várias partidas para esta data, senão o favorecimento a determinados times fica explícito.

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