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| O árbitro Péricles Bassols, do RJ, conseguiu a "proeza" de desagradar aos dois times - Corinthians e Galo - no duelo do Pacaembú. Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press |
Em uma rodada com destaque para os mandantes, que venceram oito entre os dez jogos - os outros dois terminaram empatados - as arbitragens, mais uma vez, tiraram o foco do futebol. Nas partidas entre Corinthians x Atlético-MG, Palmeiras x Grêmio e Vasco x Portuguesa ouvimos falar muito mais nas reclamações de técnicos e jogadores com relação a arbitragem do que no futebol apresentado em campo. Infelizmente, mais uma vez, a péssima qualidade dos árbitros brasileiros, que vem piorando a cada ano, interfere nos resultados e pode mudar o rumo do campeonato. Juízes caseiros, que apitam pressionados por outros interesses, sem serem idôneos, truncam o jogo, enervam os atletas, se impõem demais e parecem arrogantes ou aceitam muito as reclamações dos jogadores, enfim, um festival de erros técnicos e na conduta das partidas que estraga o espetáculo. Oremos para que o novo presidente da Comissão de Arbitragem, o ex-bandeirinha Aristeu Tavares, consiga fazer algo para melhorar a qualidade do apito no Brasil, pois a coisa está chegando em um ponto insustentável.
ESTAGNADOS
Os três primeiros colocados - Atlético-MG, Fluminense e Grêmio - não conseguiram vencer. Em comum, atuaram fora de casa e contra adversários que não lutam por glórias no campeonato. O Galo teve um gol estranhamente anulado no Pacaembú na derrota por 1 a 0 para o Corinthians; entretanto, está jogando abaixo do que vinha apresentando e somou apenas 2 pontos nos últimos 9; sinal de alerta ligado. O Flu é quem tem mais motivos para lamentar: chegou a abrir 2 a 0 no Figueirense, mesmo jogando sem Deco, Thiago Neves e Fred; contudo, cedeu o empate e perdeu uma ótima chance de ultrapassar o Galo. Já o Grêmio atuou quase o jogo todo com um a menos após o destempero de Kléber; ainda assim, controlou a partida e teve as melhores chances de marcar em lances com Zé Roberto e Marcelo Moreno. No fim, por conta das circunstâncias, o ponto conquistado pode ser comemorado. Em termos de tabela e principalmente pela pouca qualidade do adversário, a equipe perdeu uma boa chance de vencer e diminuir a diferença para os líderes.
REAÇÃO
A rodada marcou também a reação e a conquista de um pouco de tranquilidade até o próximo jogo para Vasco, Inter e Botafogo. Os três jogaram em casa e souberam aproveitar a melhor qualidade do que os adversários Portuguesa, Flamengo e Coritiba, respectivamente. O torcedor Colorado é o que mais pode se animar: viu a volta de D'Alessandro, principal jogador do time, e a "estreia" de Forlán, que finalmente desencantou. Para a próxima partida, contra o São Paulo, no Morumbi, Fernandão não poderá repetir a escalação por conta das convocações de Guiñazu, Forlán e Damião. É hora de o grupo mostrar a sua força e da dupla Dagoberto-Rafael Moura mostrar a sua qualidade. Além dos três vencedores citados, o Cruzeiro, que ganhou do Náutico, e o São Paulo, derrotado pelo Bahia, seguem na briga por essa quarta vaga na Libertadores.
ZONA DA DEGOLA
A vida segue dura para os quatro integrantes do Z-4 - Sport, Palmeiras, Atlético-GO e Figueirense -, pois o Bahia, primeira equipe fora da Zona de Rebaixamento no começo da rodada, venceu. Menos mal que o Coritiba perdeu, pois dos quatro últimos apenas a torcida do Leão pôde comemorar uma vitória nos 2 a 1 contra o Santos. Além de melhorar bastante, as quatro piores equipes do campeonato precisarão que os adversários imediatamente a frente piorem consideravelmente e percam pontos; do contrário, o Rebaixamento se torna uma tendência muito forte. Na próxima rodada, Palmeiras x Sport farão uma briga "de foice no escuro": quem for derrotado, além dos pontos perdidos, verá o rival ganhar um fôlego na luta contra o descenso.

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