A Dupla Gre-Nal começou assustando o torcedor neste domingo de dia dos pais pela 16a rodada do Brasileirão. No Beira-Rio, a primeira etapa terminou com vitória da Ponte Preta; no Morumbi, o São Paulo foi para o intervalo vencendo o Grêmio. Mas no segundo tempo tudo mudou, com destaque para os homens que vieram do banco e transforam a tristeza em alegria.
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| Os garotos Maurides (E) e Mike participaram da virada Colorada. Foto: Pedro Revillion/CP. |
Após o gol de empate em cabeçada do contestado Jajá, o garoto Mike, que havia entrado na vaga de Kléber, garantiu a virada para o Colorado e a volta das vitórias em casa depois de dois 0 a 0 contra Vasco e Náutico. Em São Paulo, o zagueiro Werley deu início a reação gremista, enquanto André Lima, substituto do apagado Marcelo Moreno, definiu a virada com requintes de crueldade para o torcedor paulista, quase no último minuto. Vitórias importantes, que mantém os gaúchos na briga pelo G-4. Não vieram por acaso, e sim pela insistência da Dupla, que atacou e acreditou até o último instante, mas também não podem mascarar os defeitos. No Inter, o ataque até tem criado, é verdade; contudo, as finalizações precisam ser corrigidas de forma urgente. As volta de Leandro Damião e Dagoberto, assim como a chegada de Rafael Moura, vão melhorar muito este quadro de desperdício de chances. Do lado gremista, o time precisa entrar na partida ligado desde o começo; está jogando muito bem no segundo tempo, inclusive se impondo fisicamente aos adversários; entretanto, sair atrás no placar ou deixar para tentar ganhar o jogo no final é mais complicado, sem falar que o desgaste físico também é maior.
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| André Lima entrou na etapa final, aproveitou a única oportunidade que teve e garantiu a virada do Tricolor gaúcho. Foto: Gazeta Press |
Faltando dois jogos para o Gre-Nal, partida que finaliza o primeiro turno do campeonato para Grêmio e Inter, a projeção é bem diferente para ambas as equipes; o Tricolor recebe a Portuguesa e o desesperado Figueirense, tendo totais condições de fazer 6 pontos. Por outro lado, encara o Coritiba pela Sul-Americana, e terá um desgaste maior por jogar uma partida a mais. Já o Inter sai de Porto Alegre para encarar Corinthians e Portuguesa, dois adversários de meio da tabela. Encontrará dificuldades por jogar fora, especialmente contra a Lusa, que venceu seus quatro jogos pelo Brasileirão em casa. Mas também pode se aproveitar, principalmente contra o atual campeão da Libertadores, que vem mostrando dificuldades em atuar como mandante, especialmente quando encontra equipes que não ficam apenas se defendendo, mas também procuram propor o jogo e atacar.
NO DETALHE
Atlético-MG e Vasco fizeram o jogo dos líderes, decidido na jogada individual de R49 que resultou no gol de Jô; já o Fluminense recebeu o Palmeiras e conseguiu seu golzinho aos 39 do segundo tempo com Jean. Vitórias suadas, decididas no detalhe, mas que mais uma vez evidenciam a força dessas três equipes: Galo, Vasco e Flu. Conseguiram eles manter esse ritmo até o final do campeonato?
DIA DA CAÇA...
Entre os demais jogos, destaque para equipes criticadas que deram um importante passo em busca de uma volta por cima no campeonato. No sábado, o Figueirense venceu o Sport, na Ilha do Retiro, por 1 a 0. Os catarinenses ganham um mínimo de tranquilidade para trabalhar até a próxima partida contra o Santos em SC; já os pernambucanos se aproximam cada vez mais do Z-4 e demitiram Vágner Mancini após mais um resultado horrível. Vale destaque também a vitória do Flamengo, mais uma com dois gols de Vágner Love; em pouco tempo, Dorival Júnior vai conseguindo fazer a equipe evoluir de forma mais rápida do que com Joel Santana. Ainda assim, não imagino o Rubro-Negro indo longe neste Brasileirão; Libertadores já seria demais para a qualidade da equipe.
(MAIS UM) VEXAME OLÍMPICO
Mais uma vez o sonho do ouro no futebol é adiado. A equipe de Mano Menezes passou com tranquilidade por Nova Zelândia, Bielorrússia e Coreia do Sul; teve dificuldades contra Egito e Honduras, mais por defeitos seus do que por qualidades dos adversários. Na grande final, perdeu principalmente no conjunto para o México, além de apresentar muitos - e graves - erros individuais. É de se ressaltar o grande trabalho feito pelos mexicanos, que se prepararam muito bem para a disputa dos jogos; na última Copa América, por exemplo, quando o Brasil foi eliminado pelo Paraguai nos pênaltis, o time mexicano esteve presente, como convidado, e disputou a competição com jogadores jovens, se preparando para as Olimpíadas. Como resultado, colhe o ouro merecidamente. Mas isso não apaga o vexame brasileiro, recheado de jogadores que são profissionais nos seus clubes e inclusive atuam como titulares da Seleção principal.
Assim como em muitas modalidades, como atestaram os próprios atletas, o futebol se preparou em pouco tempo para a competição; Mano usou a base da equipe nos últimos amistosos, e até obteve bons resultados. Mas o grupo evoluiu até certo ponto em que o tempo permitiu, e na final não conseguiu reagir e assustar os mexicanos, que controlaram o jogo. Como agravante, algumas atuações individuais assustaram o país; os goleiros Gabriel e Neto não mostraram segurança e a lesão do arqueiro santista Rafael Cabral acaba sendo muito mais lamentada do que se imaginava. O time todo atuou abaixo do que pode jogar, principalmente jogadores como Thiago Silva, Marcelo, Sandro e Neymar. Entre os que se salvaram estão Oscar, pela regularidade e por não se omitir quando a coisa ficou feia, como fez Neymar, e Leandro Damião, que fez os gols quando teve chances. O lateral-direito Rafael, o zagueiro Juan e o meia Ganso saem da competição com a imagem bastante prejudicada; os dois primeiros por conta de atuações ruins e nervosas, e o último pela má vontade apresentada em campo. Aliás, é uma pena que Ganso tenha se jogado nas cordas tão cedo; além de parecer mal fisicamente, não demonstra o mínimo interesse em jogar, bem longe daquele atleta que iniciou sua trajetória com a amarelinha há cerca de dois anos destruindo no amistoso contra os Estados Unidos.
Analisando o desempenho brasileiro, vejo que podemos comemorar muitas medalhas, como esta última conquistada no pentatlo moderno; mas acompanhamos também algumas amareladas, como a de Fabiana Murer e dos ginastas Hypólito, acostumados a atuar em nível e que sequer chegaram as finais. Contudo, após mais fracasso do futebol, e sendo o Brasil considerado o país do futebol, me pergunto se podemos cobrar alguma coisa dos outros esportes, se não é injustiça demais cobrar resultado de atletas que muitas vezes têm pouco ou quase nenhum apoio, apenas na hora dos jogos. Esperamos que daqui a 4 anos as coisas sejam bem diferentes e possamos sentir orgulho de todo o país, tanto dos nossos representantes quanto da organização do evento. E se não for pelas medalhas, que seja por atuações dignas de vestir o uniforme verde-amarelo.


Ótimo
ResponderExcluirValeu! ;)
ExcluirCara, pra ti ver como o campeonato tá estranho. O centroavante do Líder é o Jô e do vice-lider é o Alecssandro.
ResponderExcluirHehehehehhe... E o Inter "sofrendo" com Damião, Forlán, Rafael Moura e Dagoberto...
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