domingo, 3 de junho de 2012

Nem céu, nem inferno

Gostei do Neymar. Apesar de não ter feito um bom jogo,
buscou a bola, tentou resolver e também
se revoltou com as pancadas recebidas.
Passividade não serve para a Seleção.
A Seleção Brasileira fez bons jogos contra Dinamarca e Estados Unidos, o que é mais importante do que os resultados; contra o México, a equipe enfrentou um adversário mais qualificado, e não repetiu a atuação dos jogos anteriores, fatores que se complementam para explicar a derrota. Conclusão: Mano encontrou uma formação interessante no 4-3-3, que pode, sim, servir como base já para essas Olimpíadas que se aproximam e também para a Copa de 2014; por outro lado, nem tudo foi definido por conta de 2 grandes jogos e a equipe ainda tem muito a acertar, como a derrota para os mexicanos evidenciou. O importante é que Mano comece a definir o esquema e o perfil do time. A saída de Ronaldinho do grupo, que até foi incluído entre os 52 que podem ir aos jogos Olímpicos, de Londres, foi fundamental para o time. Além de toda badalação que se cria em torno de R10, ofuscando um pouco os demais atletas - que hoje são muito importantes para a equipe, diga-se de passagem -, o time ainda fica muito em torno dele, que se torna um carimbador de bolas. Falta um amistoso contra a Argentina antes dos jogos Olímpicos, mas o balanço dessa série de partidas é positivo, lembrando, novamente, que ainda há muita coisa para melhorar. Resta saber se o técnico Mano Menezes pensa igual e irá manter a base da equipe.

COLORADOS

A torcida do Inter comemora, com toda a razão, a boa presença de jogadores oriundos do Colorado: Juan, Sandro, Oscar, Leandro Damião e Pato entraram em campo contra o México, os quatro primeiros tendo começado como titulares. Entre eles, o zagueiro Juan, para mim, é um fenômeno: o defensor foi muito bem no Mundial Sub-20, vencido pelo Brasil ano no ano passado, mas não se firmou no Inter, que o vendeu na primeira oportunidade que apareceu, e foi pouco aproveitado na Inter, de Milão/ITA, seu clube atual. Ele é bom, rápido, mas é muito afoito (como exemplifica o pênalti completamente infantil que ele cometeu); é um possível candidato para a Copa, contudo, agora é muito cedo, até mesmo para as Olimpíadas. No ataque, Damião destoou do resto da equipe, às vezes parece que ele não fala a mesma língua dos companheiros, talvez fosse mais interessante um centroavante mais técnico, com outro estilo, mas Damião é um jogador que deve estar no grupo e vale a aposta. Já Pato passou a temporada inteira sem conseguir se recuperar fisicamente e, de repente, surge nas convocações e volta a receber oportunidades. Sinceramente, não entendi. O jogador tem que merecer a Seleção, e se ele não tem jogado como vai fazer para ser visto?

Lobby paulista


Olhando a transmissão do jogo, é incrível o lobby que fazem por jogadores de Rio e São Paulo. Lucas, do São Paulo, por exemplo: é um bom valor, mas está longe de Neymar e muito abaixo também de Oscar. Contudo, recebe um cartaz de próximo camisa 10 da Seleção; Casemiro, também do São Paulo, é outro. Tem qualidade, mas não fez nada ainda na carreira. Compará-los com Neymar e Ganso, que já venceram Libertadores (e estão nas semifinais dessa edição), Copa do Brasil e três campeonatos paulistas, é demais. O próprio Oscar está atrás dos santistas, mas já participou de Mundial de Clubes, ganhou dois Gauchões e um Mundial Sub-20 com a Seleção, além do título brasileiro com o São Paulo em 2008. Se Casemiro jogasse em outro lugar fora de Rio e SP seria convocado? E se Fernando, do Grêmio, jogasse no "eixo"?

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