quarta-feira, 25 de abril de 2012

Vitória do futebol!

Quem viu Barcelona e Chelsea foi um privilegiado. Os amantes do esporte mais popular do mundo se emocionaram, vibraram (sendo torcedores dos times ou não), viram golaços, grandes jogadas, raça, expulsões, renascimentos... Enfim, um pouco de quase tudo o que pode acontecer no futebol ocorreu no Camp Nou na noite desta terça-feira, tarde no Brasil. Para quem se acostumou a ver os estaduais, praticamente sem surpresas e de uma chatice tremenda, foi um prazer enorme assistir a esse jogaço.

De tudo o que vi, ouvi e li a respeito da partida, o jornalista Mauro Cézar Pereira, da ESPN, não poderia ter resumido melhor o que aconteceu no seu blog http://espn.estadao.com.br/maurocezarpereira/post/253471_FUTEBOL+NAO+E+SINONIMO+DE+JUSTICA+E+IMPREVISIVEL+E+BELO+COMO+A+VIDA. O Barcelona não deixou de ser o melhor time, Messi não deixou de ser o melhor o jogador e o Chelsea mereceu a classificação. Pode até parecer contraditório, mas não é. Trata-se de um entendimento mais do que o superficial que geralmente se vê. Ninguém perdeu, todos deram um show e fizeram o seu melhor, como apenas um podia vencer coube ao Chelsea a glória de disputar a final da Champions League em 2012.

Depois do golaço, fica difícil não eleger Ramires
como o melhor do jogo.
Entre os personagens da final, destaque para todo o time do Chelsea, que defendeu como guerreavam os troianos, todos juntos, um apoiando e cobrindo o outro. Cech, que já foi o melhor do mundo, lembrou os velhos tempos e pegou demais nos dois jogos; Lampard mostrou raça e "sangue nos olhos" na hora de defender e ainda criou as jogadas de dois gols (o de Drogba, em Londres, e o de Ramires no Camp Nou); Ramires foi meia-atacante na primeira partida e deu a assistência para Drogba marcar; na Espanha, o brasileiro acabou virando lateral-direito após a expulsão de Terry e ainda fez um golaço; não tremeu na decisão; e o último destaque fica por conta de Drogba, pelo gol e pela doação no segundo jogo quando a equipe tinha 10 contra 11. O russo Roman Abramovich, multimilionário dono do Chelsea, deve ter rido à toa: os últimos treinadores que saíram do clube não tiveram bom relacionamento com as estrelas, mas foram eles, principalmente Lampard e Drogba, que inflamaram o time e ajudaram os Blues a chegar na final.

Do lado do Barcelona, Pep recolou Piqué na zaga, mas acabou perdendo o defensor por lesão. Assim como na primeira partida, a bola bateu na trave e não entrou. Ou seja, é verdade que o Barça podia jogar um pouco mais e desperdiçou mais chances de gol do que está acostumado, mas a sorte não estava do lado  catalão. Messi nunca me pareceu um bom batedor de pênaltis; esse não foi o primeiro que ele errou. Não sei o que acontece, mas ele não deixa de ser um craque por ter esse defeito. Era hora de alguém ter apoiado o camisa 10 e assumido a cobrança; poderia ter sido Xavi ou Iniesta. Contudo, também não é garantia de que o gol teria saído. Enfim, o Barça ficou um pouco abaixo do que todos estão acostumados a ver, é verdade, mas nada tira o mérito do Chelsea, que fez por onde conquistar a classificação.

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