terça-feira, 13 de março de 2012

Momentos distintos para os técnicos da Dupla

"Como é que o nome do 7 mesmo? Bertolo?"
Após vencer de forma sofrida o "glorioso" River, do Sergipe, com dois gols nos últimos minutos, o Grêmio goleou o Novo Hamburgo - finalista do primeiro turno, mas que ainda não se encontrou na segunda parte do Gauchão - e espantou a crise. É claro que ganhar e golear dá muita confiança, o que é importante para a realização de um bom trabalho, mas o time de Luxemburgo ainda está longe de se parecer com uma equipe confiável. Gilberto Silva está bem na zaga; já o seu companheiro é uma incógnita - Saimon e Grolli não agradam Luxa e sequer receberam oportunidades; Naldo falhou feio no segundo gol do River e queimou o seu filme; Werley é a bola da vez. No meio-campo, Fernando e Souza estão garantidos; Léo Gago acrescenta muito pouco ao time e Marco Antônio ainda oscila demais durante o jogo. Bom mesmo está o ataque, pois Kléber tem marcado os gols, Marcelo Moreno vinha participando bem e André Lima parece estar inteiro fisicamente. Ah, e ainda tem o Bertoglio, que começou arrasador. A perspectiva é boa, mas é bom o torcedor ter calma; Herrera também era ídolo e olha o que aconteceu...

Na Vila, Dorival conversa com
Dagoberto e Tinga, que iniciaram
a partida na reserva.
Dorival Jr. é um dos melhores técnicos brasileiros na atualidade, mas parece não saber lidar com alguns aspectos do convívio com seus jogadores. Foi demitido do Santos por não conduzir da melhor maneira o caso Neymar, embora ache que ele tenha sido sacaneado; no duelo com o Peixe pela Libertadores, resolveu escalar três volantes, coisa que nunca fazia, porque Tinga e Dagoberto foram punidos. Ah, Dorival, errou feio, e pode botar tudo na sua conta. Além de escalar mal, não soube tratar do caso corretamente, deve ter se manchado frente aos jogadores. Deve ser difícil lidar com tantos egos, principalmente nos dias atuais, quando qualquer jogador mediano já se acha celebridade, mas é preciso jogo de cintura senão as coisas complicam. O Inter tem futebol para muito mais, mostrou competitividade na pré-Libertadores e fez um belo jogo contra o Caxias - que veio a se sagrar campeão do turno -, para ficar em dois exemplos. Mas perdeu o Gre-Nal no ânimo e aceitou muito facilmente o jogo do Santos. Time grande tem que se impor e mostrar o que quer, seja dentro ou fora de casa. Em 2010, Dorival mostrou isso na semifinal da Copa do Brasil entre Grêmio e Santos; parece que está se tornando meio "burrocrata".

Já vai tarde...
O futebol brasileiro não vai sentir falta de Ricardo Teixeira. E não adianta dizer que ele ganhou duas Copas do Mundo, que trouxe a Copa de 2014, pois também ganhou muito dinheiro e prestígio no cargo que ocupou por mais de 20 anos! Pena que, assim como a política, é difícil ter esperança de que alguma coisa vai mudar para melhor. Minha grande dúvida não é sobre projetos para melhoria, desenvolvimento das categorias de base, iniciativas para corrigir o rumo das obras da Copa; a única pergunta que me ocorre é quem será o próximo Ricardo Teixeira?


Já vai tarde (2)...
O Corinthians não vai sentir falta de Adriano. Pode até ser que ele vá para outro time e volte a jogar bem, mas, sinceramente, é tão decepcionante ver um jogador com esse potencial jogar a carreira na lama. Do jeito que está, vai acabar parando. Só que uma hora o dinheiro acaba. E aí?

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