segunda-feira, 30 de maio de 2011

Os exemplos do campeão Europeu

O Barcelona venceu o Manchester United e conquistou o título da UEFA Champions League 2010/11. Com gols de Pedro, Messi e David Villa para os espanhóis, e Rooney descontando, a equipe Catalã conquistou a sua terceira Liga dos Campeões nos últimos 6 anos (venceu também em 2006/07 e 2008/09).

O Barça é um exemplo do conceito de futebol que deveria ser ensinado. É um time que marca bem, que gosta de ficar com a bola, que cria jogadas, não apenas cruza na área, enfim, é uma equipe que gosta de jogar futebol, e por isso tem sido coroada com muitos títulos e já entrou para a história como uma das melhores de todos os tempos. Gravem aí: Victor Valdés; Dani Alves, Piqué, Puyol e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro, David Villa e Messi. O goleiro Valdés, o zagueiro Puyol, os meias Xavi e Iniesta, e o atacante Messi participaram das últimas três conquistas da Liga dos Campeões; Dani Alves, Piqué, Abidal, Busquets e Pedro estiveram também no título de 2008/09 e, entre os titulares, apenas David Villa chegou esse ano. Isso mostra que, além de ser um time brilhante, a continuidade faz parte do planejamento do clube espanhol.

Vejamos o exemplo de um time brasileiro. O Santos, que encantou a todos, principalmente, no primeiro semestre do ano passado, jogava com Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Marquinhos, PH Ganso e Robinho; Neymar e André. Um ano depois, a equipe santista está no quarto técnico (Dorival Jr., Marcelo Martelotte - era interino, mas ficou boa parte do Brasileirão -, Adílson Batista e Muricy Ramalho). E a escalação atual conta com Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Elano, Danilo e Ganso; Neymar e Zé Eduardo. Por mais que boa parte dos titulares estivessem no elenco ano passado (apenas Elano chegou nessa temporada), o time mudou em 5 posições no período de um ano, e ainda joga com Zé Love vendido ao futebol italiano. Sem falar nas trocas de técnicos, que não foram poucas. E tudo isso em aproximadamente um ano, sendo que a equipe ainda conseguiu ganhar 2 campeonatos paulistas, uma Copa do Brasil e está na semifinal da Libertadores.

E então, caro amigo leitor, o Santos é um fenômeno por ganhar títulos e encantar o país com seu futebol, apesar de todas as trocas, ou ele se sobressai porque no Brasil os outros clubes vão dessa desorganização para pior? Eu acredito na segunda alternativa e você? Comente, opine, critique, enfim, participe!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Vasco e Coritiba fazem a final da Copa do Brasil

Vasco e Coritiba são os finalistas da Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, jogando em Florianópolis, o Cruzmaltino venceu o Avaí por 2 a 0, enquanto o Coxa derrotou o Ceará, em casa, por 1 a 0. O sorteio dos mandos de campo das finais está previsto para quinta-feira (26/05).

A final da CB contempla um dos times mais regulares da temporada, o Coritiba, e outro que talvez jogue o melhor futebol do país atualmente, o Vasco, invicto há 18 jogos, a maior invencibilidade nacional no momento (o Coxa chegou a ficar 29 jogos sem perder, até a derrota para o Palmeiras por 2 a 0 no jogo de volta das quartas de final).

Futebol 2x0 pancadaria

Na Ressacada, o Vasco teve uma das melhores atuações de um time brasileiro na temporada. Criou inúmeras chances, apavorou o adversário e foi muito pouco ameaçado. O Avaí chegou claramente ao seu limite, sendo envolvido até com certa facilidade pelo adversário. Révson (contra) e Diego Souza fizeram os gols do jogo.

A vitória vascaína foi também o triunfo do futebol bem jogado contra a violência. Tudo bem que a partida era nervosa e talvez valesse muito mais para os atletas avaianos - que estavam contruindo a página mais importante da história do clube -, mas alguns jogadores exageraram. Marcinho Guerreiro foi desleal durante os 90 mins, merecia ter sido expulso ainda no primeiro tempo; Acleisson e Julinho também deram entradas violentas, sem justificativa nenhuma. No fim da partida, um chapéu humilhante de Diego Souza em Marcinho Guerreiro lavou a alma dos jogadores vascaínos por todas as pancadas que sofreram.

Falta de pontaria quase estraga a festa do Coxa

Um dos melhores times da temporada, o Coritiba foi superior ao Ceará durante todo o jogo, e o placar magro de 1 a 0 não diz o que foi a partida. O Coxa criou e concluiu muito mais do que o Vozão, mas parou nas defesas de Fernando Henrique (aquele mesmo ex-Fluminense) e na falta de uma melhor pontaria do seu ataque. Anderson Aquino foi o herói, marcando o gol da classificação.

Rafinha - ex-Grêmio e São Paulo, entre outros clubes - é o grande nome do Coxa. O camisa 7 vem fazendo a sua melhor temporada da carreira, superando inclusive o ano passado, quando foi um dos grandes nomes da equipe alviverde nos títulos do paranaense e da Série B. Ele é o motor do time, marcando e chegando à frente, cobrando faltas e escanteios, armando e concluindo, enfim, comandando a equipe dentro de campo. Com um ataque melhor, o clube poderia ser até um dos candidatos ao título do Brasileirão, mas, devido principalmente a essa carência ofensiva do elenco, deve lutar no máximo por vaga na Libertadores (isso se não conquistar a CB e garantir o seu lugar na competição intercontinental em 2012).

LIBERTADORES

O Santos venceu o Cerro Porteño por 1 a 0, no Pacaembú, e jogará pelo empate na semana que vem no confronto de volta pelas semifinais da Libertadores. O gol do jogo foi marcado pelo capitão Edu Dracena.

Neymar mostrou mais uma vez que quando se preocupa só em jogar futebol é muito difícil de ser marcado. Foi dele a jogada que resultou no gol do Peixe, em que o camisa 11 fez fila e cruzou para o cabeceio de Dracena. A partida foi muito disputada, e se não fosse o goleiro Rafael a vida dos santistas poderia ficar complicada demais. O arqueiro alvinegro salvou o time algumas vezes e evitou que os comandados de Muricy tomassem gol em casa, o que é péssimo devido ao regulamento da competição intercontinental.

Vale lembrar que Santos e Cerro Porteño estavam no mesmo grupo na primeira fase. No jogo em Assunção, precisando vencer para continuar com chances de avançar ao mata-mata, o Peixe fez 2 a 1 nos donos da casa, gols de Danilo e Maikon Leite.


Diego Souza voltou a jogar bem pelo Vasco




Rafinha é o motor do meio campo Coxa branca

terça-feira, 24 de maio de 2011

Reflexos da primeira rodada

O Brasileirão começou movimentado no sábado. Jogos envolventes, com muitos gols e lances de ataque (à exceção de Santos x Inter). No domingo, o campeonato ficou mais parecido com o do ano passado, marcado pelo equilíbrio e por uma média de gols mais baixa. Os números:

Sábado (21/05): Ceará 1x3 Vasco, Flamengo 4x0 Avaí, Atlético-MG 3x0 Atlético-PR e Santos 1x1 Inter. Média de gols: 3,25 (13 gols em 4 jogos).

Domingo (22/05): Palmeiras 1x0 Botafogo, Grêmio 1x2 Corinthians, Coritiba 0x1 Atlético-GO, Figueirense 1x0 Cruzeiro, Fluminense 0x2 São Paulo e América-MG 2x1 Bahia. Média de gols: 1,83 (11 gols em 6 jogos).

Entre as equipes envolvidas em outras competições (Coritiba, Ceará, Vasco e Avaí estão nas semifinais da Copa do Brasil, e o Santos entre os 4 melhores da Libertadores), o Cruzmaltino e o Peixe conquistaram bons resultados. O time carioca venceu fora de casa; claro, contou a ajuda do adversário. No jogo, ficou claro que o grupo de jogadores vascaíno é mais qualificado do que o Vozão, e isso fez a diferença. Bernardo foi o nome do jogo. Já o Peixe, apesar de jogar na Vila, conquistou um bom resultado contra o Colorado, um dos candidatos ao título nesse início de competição. Ceará e Avaí perderam, mas não deram importância, pois os clubes vivem um momento único disputando as semifinais da CB; o Leão ainda tomou uma goleada, e ainda assim parece que não abalou o clube. O grande prejudicado da rodada foi o Coxa, que escalou titulares contra o Atlético-GO e perdeu em casa. O resultado pode não ser justificado por cansaço, falta de concentração, enfim, mas abala a confiança do time para o jogo decisivo contra o Ceará, na quarta-feira.

Considerando os demais clubes, destaque para as atuações de Atlético-MG, Figueirense e São Paulo, que venceram e jogaram muito bem. O Galo fez 3 a 0 no retrancado Atlético-PR, que jogou sem atacante (Guerrón era o homem mais avançado, mas considero ele um meia, que prefere jogar aberto pela direita, posição que gosta e está acostumado a fazer). Adílson Batista se defendeu, ou tentou pelo menos, dizendo que "se escalasse o time mais para a frente levaria 6", ou algo do tipo. Bom, se for assim, o torcedor do Furacão deve começar a rezar desde já para que a equipe não seja rebaixada. Já o Figueira recebeu o Cruzeiro, passou sufoco, mas conseguiu vencer com um gol contra. Boa estreia para os catarinenses, que ainda têm muito a melhorar se quiserem permanecer na primeira divisão. Em São Januário, o Fluminense protagonizou mais um dos seus vexames de 2011. O atual campeão brasileiro levou um baile do São Paulo, que vinha em crise após a eliminação da Copa do Brasil e a lavação de roupa suja protagonizada por Rivaldo em entrevista para a TV. O Tricolor fez um bom jogo, seguro atrás e insinuante na frente, comandado por Dagoberto e Lucas (ah, Rivaldo entrou, jogou 5 mins aproximadamente e pareceu motivado).

Flamengo, Palmeiras e Corinthians venceram, mas sem criar grandes expectativas. O Rubro-Negro goleou o mistão do Avaí, que não pode ser considerado um grande adversário. Ronaldinho foi bem (se comparado a suas recentes atuações), mas o diferencial da equipe é mesmo Thiago Neves, que parece em grande forma técnica e fisicamente. Com um golaço de Kléber, o Verdão fez o score mínimo e estreiou com vitória em cima do fraco Botafogo; Caio Jr. vai ter muito trabalho, principalmente porque os reforços parecem muito longe (a imprensa fala em Seedorf e Diego, ex-Santos. Reforços "de verdade", apenas Elkesson, do Vitória, que é mais uma aposta do que uma certeza). Já o Corinthians conseguiu um grande resultado, vencendo o Grêmio, de virada, em pleno estádio Olímpico. As duas equipes fizeram um jogo equilibrado, mas assim como já havia acontecido com o Inter na final do Gauchão, a qualidade dos atletas fez a diferença a favor dos paulistas. Liédson sofreu um pênalti e marcou um gol quase improvável; enquanto no lado Tricolor, os principais atletas (Lúcio, Rochemback e Douglas) estiveram muito mal, errando passes e jogadas relativamente simples. Renato tem muito trabalho a fazer e precisa de jogadores melhores para agora; já Tite está com a equipe mais ou menos aprumada e ainda tem o reforço do meia Alex, que com certeza vai acrescentar muita qualidade ao meio-campo alvinegro.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Brasileirão 2011 (rebaixamento)

Encerrando a análise dos clubes que disputarão o Brasileirão 2011, veremos hoje as equipes que não se preparam da maneira mais adequada e entram em baixa cotação para a disputa do campeonato.

AMÉRICA-MG

O Coelho volta a Série A do Brasileirão após 9 anos de ausência. A equipe surpreendeu na Série B do ano passado, quando não era considerada favorita, mas conquistou o acesso com certa folga. Na temporada atual, o América-MG fez um bom campeonato estadual, caindo para o Atlético-MG nas semifinais. A equipe carece de reforços em algumas posições e o clube aposta na manutenção do técnico Mauro Fernandes e de alguns atletas da boa campanha em 2010 para permanecer na primeira divisão. Fernandes esboçou o time para a estreia com Flávio; Sheslon, Gabriel Santos, Micão e Carleto; Amaral, Dudu, Leandro Ferreira e Irênio; Eliandro e Fábio Jr. Fazem parte do elenco o zagueiro Preto, o lateral-direito Marcos Rocha, os volantes Nando e Moisés (da campanha do ano passado), os meias Netinho, Camilo e Luciano, e os atacantes Euller (já anunciou que deve se aposentar até o meio do ano), Thiago Silvy e Daniel Lovinho.

ATLÉTICO-GO

O Dragão escapou por pouco da Série B no ano passado. Terminou o Brasileirão como a primeira equipe fora do Z-4. Para a temporada atual, a perspectiva é de outro ano de muita luta conta o descenso. A equipe até venceu o estadual em cima do Goiás, seu maior rival, mas não inicia o campeonato nacional com status de candidato a alguma coisa boa. O time que empatou o jogo decisivo e ficou com o título goiano foi escalado por PC Gusmão com Márcio; Adriano, Gílson, Anderson e Thiago Feltri; Rômulo, Ramalho, Bida e Anaílson; Felipe e Marcão. O elenco ainda conta com os zagueiros Jairo e Paulo Henrique, o lateral-direito Victor Ferraz, os volantes Agenor e Pituca, os meias Keninha, Preto e Vitor Júnior, e os atacantes Juninho e Josiel.

ATLÉTICO-PR

Adílson Batista terá trabalho para arrumar o Furacão. O campeonato paranaense, em que o clube só assistiu ao rival Coritiba, foi uma prova de que muita coisa precisa melhorar. Da equipe que terminou em quinto lugar no ano passado, pouco restou. Neto, Rodholfo, Chico e Maikon Leite saíram. Dos atletas que chegaram, nenhum deles se firmou ainda como titular. A equipe que empatou com o Vasco e foi eliminada da Copa do Brasil teve Renan Rocha; Rômulo, Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Róbston, Paulo Roberto, Paulo Baier e Branquinho; Guerrón. Estão à disposição do treinador os goleiros Márcio (ex-Prudente) e Édson, os zagueiros Gabriel, Dalton e Bruno Costa, o lateral-direito Wágner Diniz, os volantes Wendel, Cléber Santana e Kléberson, os meias Mádson e Héverton (ex-Portuguesa), e os atacantes Adaílton e Nietto.

BAHIA

Renê Simões chegou, falou bonito e caiu feio. Eliminações na Copa do Brasil e no campeonato baiano jogaram no lixo o primeiro semestre do Bahia. Agora, para o Brasileirão, a equipe busca se reorganizar. Jóbson, garoto-problema fora de campo, chegou como solução para o ataque. O técnico esboçou o time para a estreia com Marcelo Lomba; Gabriel, Willian Thiego, Titi e Ávine; Marcone, Hélder, Camacho e Lulinha; Jóbson e Souza. O elenco da equipe ainda apresenta o goleiro Tiago, os zagueiros Nen e Danny Morais, os laterais Jancarlos, Marcos e Dodô, os volantes Fahel, Boquita e Mosquera, os meias Zezinho, Magno e Tressor Moreno, e os atacantes João Neto (campeão baiano pelo Bahia de Feira) e Jhones Carioca.

BOTAFOGO

Sem jogar uma partida oficial desde 23/04, o Alvinegro da Estrela Solitária não contratou ninguém para a disputa do Brasileirão durante esse período. O técnico Caio Jr. sofre com as carências do elenco, muito fraco tecnicamente e também numericamente. As apostas da torcida são em Maicosuel e Loco Abreu, duas ilhas de qualidade em um elenco recheado de jogadores medianos. O time-base deve ser Jéfferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Arévalo Ríos, Marcelo Mattos, Thiago Galhardo e Maicosuel; Herrera e Loco Abreu. Caio Jr. ainda conta com o goleiro Renan, os zagueiros João Filipe e Lucas Zen, o lateral-direito Alessandro, os volantes Rodrigo Mancha (pode estar de saída, pois não conta com a simpatia do técnico) e Somália, os meias Éverton (ex-Flamengo e América-MEX) e Cidinho (aposta das categorias de base), e os atacantes Caio, Alex e Willian (todos meninos da base).

FIGUEIRENSE

O time do Figueira volta à elite nacional após dois anos na segundona. Mais do que o retorno a Série A, os torcedores do alvinegro catarinense se preocupam com o ressurgimento do Avaí, que subiu em 2008 e no ano seguinte chegou perto de disputar a Libertadores. Na Copa do Brasil desse ano, o Leão disputa as semifinais com o Vasco. Além de retomar o seu espaço no cenário brasileiro, o Figueirense tenta chegar ao nível do rival e proporcionar dias mais felizes ao seu torcedor. O técnico Jorginho escalou a equipe no último jogo-treino com Ricardo (Wilson, o titular, está lesionado); Bruno, João Paulo, Edson Silva e Juninho; Ygor, Túlio, Maicon e Wellington Nem; Héber e Reinaldo. O elenco ainda dispõe de nomes como os zagueiros Renato (ex-Corinthians) e Roger Carvalho, o lateral-esquerdo Hélder (ex-Grêmio), os volantes Coutinho e Jackson, os meias Breitner e Fernandes, e os atacantes Lenny e Wellington (ex-Hoffenheim-ALE).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Brasileirão 2011 (Sul-Americana)

Depois de analisar os times mais nobres do Brasileirão 2011, aqueles que entram para lutar por título e/ou vaga na Libertadores, veremos hoje equipes menos badaladas, que iniciam o campeonato na condição de coadjuvantes, mas com times razoáveis para ao menos se manterem na Primeira Divisão.

ATLÉTICO-MG

Sob o comando de Dorival Jr., o Galo ainda não se encontrou em 2011. Fez um bom campeonato mineiro, se classificou à final, mas sem empolgar, e caiu para o Grêmio Prudente na Copa do Brasil. A equipe chamou a atenção mais por fatos extra-campo, como as saídas de Jóbson, Diego Tardelli e Obina do que pelas suas atuações dentro das quatro linhas. O time que perdeu a segunda decisão do Mineiro para o Cruzeiro teve Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Souto, Renan Oliveira e Giovanni Augusto; Mancini e Magno Alves. Ainda fazem parte do elenco os zagueiros Werley e Lima, o lateral-esquerdo Leandro, os volantes Toró, Richarlyson e Dudu Cearense, o meia Daniel Carvalho e os atacantes Neto Berola, Ricardo Bueno, Guilherme (ex-Cruzeiro e Dinamo de Kiev-UCR) e Marquinhos (ex-futebol japonês).

AVAÍ

O Avaí foi muito mal no Campeonato Catarinense. Sequer conseguiu se classificar a decisão dos dois turnos. Na primeira parte do estadual, uma estratégia equivocada de iniciar a competição com uma equipe B deixou os titulares na fogueira, pois entraram em campo precisando do resultado para tirar a equipe das últimas posições. Já na Copa do Brasil, o time vem crescendo e se encontrou, jogando com muita disposição e fazendo da Ressacada um caldeirão. Na primeira partida das semifinais contra o Vasco, no Rio, a equipe empatou em 1 a 1, e isso só porque o árbitro paulista Wilson Seneme inventou um pênalti inexistente para os cariocas no fim do confronto. A equipe entrou no gramado de São Januário com Renan; Bruno, Révson e Gustavo Bastos; Felipe, Marcinho Guerreiro, Acleisson, Marquinhos e Julinho; Marquinhos Gabriel e William. Compõem o grupo os zagueiros Émerson Nunes, Cássio e Gian, os laterais George Lucas e Romano, os volantes Batista, Diogo Orlando e Fabiano Costa, os meias Dinélson e Estrada, e os atacantes Rafael Coelho, Arturo e Evando.

CEARÁ

O Vozão está embalado em 2011. Após ter feito um bom Brasileirão no ano passado, em que a equipe chegou a ficar vários jogos invicta, o time cearense continua fazendo bonito. Venceu o estadual desse ano e eliminou o Flamengo na Copa do Brasil. Ontem, no primeiro jogo das semifinais da CB, empatou em 0 a 0 com o Coritiba, em casa, no estádio Presidente Vargas. Senão foi o resultado ideal, ao menos a equipe não sofreu gols em seus domínios, o que é bom graças ao regulamento da competição. Um empate com gols no jogo da volta confirma o Ceará como finalista da CB. A equipe que iniciou o o jogo de ida das semifinais teve Fernando Henrique; Diego Macedo, Erivélton, Fabrício e Vicente; Michel, João Marcos, Thiago Humberto e Geraldo; Iarley e Washington. O técnico Vágner Mancini ainda conta com o goleiro Diego (ex-Flamengo), os zagueiros Anderson Luís e Diego Saccoman, os volantes Careca e Heleno, o meia Sérgio Mota e os atacantes Júnior, Osvaldo e Marcelo Nicácio.

PALMEIRAS

O ano parecia bom para o Verdão. A equipe liderou boa parte da primeira fase do Campeonato Paulista e ia bem na Copa do Brasil. Em uma semana, tudo foi por água abaixo. No mata-mata pelo estadual, num domingo, eliminação nos pênaltis para o Corinthians; no primeiro jogo pela quartas de final da CB, na quarta-feira seguinte, derrota para o Coritiba por humilhantes 6 a 0. Felipão segue com moral junto à diretoria. Resta saber até quando. A equipe que jogou "pela honra" e derrotou o Coxa no jogo de volta teve Marcos; João Vitor, Thiago Heleno, Danilo (está de saída, vendido a Udinese-ITA) e Gabriel Silva; Chico, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Lincoln; Kléber e Wellington Paulista. O bigodudo Luiz Felipe Scollari ainda dispõe no elenco do goleiro Deola, dos zagueiros Maurício Ramos e Leandro Amaro, do lateral-direito Cicinho (ex-Santo André, não aquele do São Paulo), dos volantes Pierre e Rivaldo, dos meias Tinga, Patrik e Valdívia, e dos atacantes Adriano, Luan e Dinei.

SÃO PAULO

O Tricolor paulista se perdeu nos últimos 2 anos. De clube tricampeão nacional e com administração elogiada, virou uma bagunça. A eliminação para o Avaí pelas quartas de final da Copa do Brasil foi seguida de uma declaração forte e exagerada de Rivaldo, se dizendo "humilhado" pelo técnico Carpegiani por não ter entrado em campo. E o treinador, que teria sido dispensado, reapareceu na segunda-feira para treinar a equipe, garantindo que tudo já estava certo. Alguma coisa não anda bem no Morumbi, e não é só o desempenho do time que preocupa os torcedores. O time que entrou em campo na Ressacada teve Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva e Rodholfo; Jean, Casemiro, Carlinhos Paraíba e Juan; Lucas, Fernandinho e Dagoberto. Ainda fazem parte do grupo de jogadores o goleiro Bosco, o zagueiro Bruno Uvini (Miranda foi vendido e vai embora na janela da agosto), os laterais Édson Ramos e Júnior César, o volante Rodrigo Souto, os meias Ilsinho, Rivaldo e Marlos, e os atacantes Luís Fabiano, Henrique e Willian José.

VASCO

O Cruzmaltino vai fazendo talvez a sua melhor temporada nos últimos anos. Recentemente rebaixado a segunda divisão e sem títulos nacionais ou estaduais há algum tempo, o ano de 2011 já pode ser comemorado pelos torcedores. O técnico Ricardo Gomes conseguiu fazer o elenco se interessar pelo clube, além de ter recuperado o meia Felipe. A equipe que empatou o jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil contra o Avaí, em São Januário, teve Fernando Prass; Alan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Jumar (terceira opção, atuou porque Eduardo Costa e Rômulo não podiam), Fellipe Bastos, Felipe e Diego Souza; Éder Luís e Alecsandro. Fazem parte do elenco os zagueiros Cesinha, Fernando e Douglas, os laterais Fágner e Márcio Careca, os meias Jéfferson, Enrico e Bernardo, e os atacantes Misael, Leandro e Élton.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Brasileirão 2011 (libertadores)

Na postagem de ontem abrimos a preparação para o Campeonato Brasileiro 2011 analisando os favoritos ao título: Cruzeiro, Inter e Santos. Agora, veremos como equipes que têm qualidade para chegar à Libertadores mas ainda precisam acertar alguns detalhes antes de se considerarem candidatas ao título se prepararam para o Brasileirão.

CORINTHIANS

Depois de fazer um grande Brasileirão em 2010, o Corinthians começou o ano sendo eliminado da Libertadores na fase pré, antes de chegar ao enfrentamento em grupos. O resultado desestabilizou o vestiário e o Timão acabou perdendo atletas importantes, como Roberto Carlos e Ronaldo. Os dois até foram razoavelmente substituídos por Fábio Santos e Liédson, que não tem a qualidade dos pentacampeões, mas são mais jovens e, hoje, não estão tão abaixo. O grande problema de Tite, no entanto, é o meio-campo, que perdeu Jucilei (Paulinho até está bem, mas não atingiu o mesmo nível do que o titular anterior), Elias e ainda carecia de um articulador, problema este que deve ser resolvido com a chegada de Alex, ex-Inter.

O time-base deverá ter Júlio César; Alessandro, Chicão, Leandro Cástan e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex, Jorge Henrique e Dentinho; Liédson. Compõem o grupo os zagueiros Wallace e Paulo André, o lateral-direito Moacir, os volantes Moradei e Nenê Bonilha (destaque do Paulista no estadual desse ano), os meias Danilo, Morais e Ramírez (Bruno César está de saída para o Benfica na janela de agosto) e os atacantes Adriano, Edno e Willian.

CORITIBA

O Coxa está em franco ressurgimento. Após ir ao fundo do poço com o rebaixamento em 2009 (nem tanto pelo fato de ter caído, mas pela batalha campal que aconteceu depois), o Alviverde paranaense foi bicampeão estadual (2010 e 2011) e venceu a Série B em 2010. Na atual temporada, chegou a atingir uma marca de 24 vitórias consecutivas, incluindo aí um 6 a 0 no Palmeiras pela Copa do Brasil. O elenco não é tão forte em termos de nomes rodados e conhecidos, mas se mostra muito competente. Se continuar organizado e seguindo o bom planejamento traçado, o Coxa vai incomodar muito nesse Brasileirão.

O time-base tem Édson Bastos; Jonas, Jéci, Émerson e Eltinho; Leandro Donizeti, Léo Gago, Rafinha e Davi; Marcos Aurélio e Bill. O técnico Marcelo Oliveira ainda tem a disposição o goleiro Vanderlei, o zagueiro Pereira, os laterais Maranhão e Triguinho, o volante Marcos Paulo, os meias Tcheco, Éverton Ribeiro e Geraldo, e os atacantes Éverto Costa (ex-Inter e Bahia), Anderson Aquino e Leonardo.

FLAMENGO

O rubro-negro carioca chega ao Brasileirão com status de campeão estadual invicto e tendo vencido os dois turnos. Mas na Copa do Brasil a equipe foi eliminada pelo Ceará e passou a sofrer contestações. O técnico Luxemburgo até tem um time ajeitado, com um esquema tático definido (4-2-3-1) e Thiago Neves em grande fase. Com zagueiros mais confiáveis, uma menor dependência de Ronaldinho (que já não é mais o mesmo) e um bom centroavante, o Fla pode até lutar por título; do jeito que está, a Libertadores é o limite.

O time-base tem Felipe; Léo Moura, Wellinton, David e Rodrigo Alvim/Egídio; Willians, Renato, Bottinelli, Ronaldinho e Thiago Neves; Deivid/Wanderley. São opções os zagueiros Jean e Ronaldo Angelim, o lateral-direito Rafael Galhardo, os volantes Maldonado e Fernando, os meias Fierro, Marquinhos (ex-Vitória e Palmeiras) e Vander, e oas atacantes Diego Maurício e Negueba.

FLUMINENSE

O atual campeão brasileiro não mexeu muito no grupo que conquistou o título, mas entra em um momento totalmente diferente do ano passado. Para começar, perdeu Muricy Ramalho; o técnico atual é Enderson Moreira, que está guardando o lugar para Abel Braga, regresso do mundo dos petrodólares. O elenco é bom, mas muitos atletas estão jogando abaixo do que podem. Se o Flu reencontrar o caminho, tem time para lutar pelo título. Mas primeiro precisa resolver muitos problemas internos, não só quanto ao desempenho de atletas, como também questões de hierarquia e reclamações de jogadores que não correspondem em campo e só tumultuam o ambiente.

O time que terminou jogando a Libertadores tinha Ricardo Berna; Mariano, Gum, Edinho (Leandro Euzébio, o titular, estava machucado) e Júlio César; Valência (Edinho deve ser o volante titular), Diguinho, Marquinho e Conca; Rafael Moura e Fred. No banco estão o goleiro Diego Cavallieri, os zagueiros Digão e André Luís, o lateral-esquerdo Carlinhos, os volantes Diogo e Fernando Bob, os meias Deco, Souza, Tartá e Willians, e os atacantes Rodriguinho e Araújo.

GRÊMIO

O Tricolor gaúcho foi eliminado da Libertadores e perdeu o estadual para o maior rival. Vai para o Campeonato Brasileiro sob desconfiança da torcida, principalmente no elenco da equipe, muito limitado tecnicamente. O time titular até é bom, e dentro do Olímpico o Grêmio sempre foi muito forte. Contudo, sem opções de mais qualidade, o técnico Renato não conseguirá fazer milagres. Especula-se que o clube fará uma "limpa" e dispensará 10 atletas, entre eles Rafael Marques e Borges. Mas, oficialmente, até agora, a diretoria não se manifestou.

O time-base, com todos os atletas em condições físicas de atuar, deve ser Victor; Gabriel, Vilson, Rodolfo e Gílson; Rochemback, Adílson, Lúcio e Douglas; Leandro e André Lima. Ainda fazem parte do elenco o goleiro Marcelo Grohe, os zagueiros Rafael Marques e Neuton, os laterais Mário Fernandes e Bruno Collaço, os volantes Fernando e Willian Magrão, os meias Vinicíus Pacheco e Escudero, e os atacantes Lins, Jr. Viçosa e Borges.

MUDANÇA

O Cruzeiro dispensou nesta quarta-feira os zagueiros Fabrício (ex-Flamengo e Palmeiras) e Edcarlos, o meia Pedro Ken e os atacantes Farías, Reis e André Dias.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Brasileirão 2011 (favoritos)

No sábado começa o Brasileirão 2011. Nesse início de ano, o torcedor sabe muito pouco dos times de outros Estados, pois os confrontos nacionais são raros. Por isso, de hoje até sexta-feira faremos uma análise de como as equipes vem para o campeonato.

Apenas para critério de organização, farei mais ou menos uma classificação, claro que baseada no momento atual das equipes, pois ainda não há como saber os reforços que chegarão.

Favoritos ao título (não necessariamente nessa ordem): Cruzeiro, Inter e Santos.

Libertadores: Corinthians, Coritiba, Flamengo, Fluminense e Grêmio.

Sul-Americana: Atlético-MG, Avaí, Ceará, Palmeiras, São Paulo e Vasco.

Rebaixamento: América-MG, Atlético-GO, Atlético-PR, Bahia, Botafogo e Figueirense.

CRUZEIRO

O campeão mineiro tem como ponto positivo a manutenção da equipe do ano passado, a qual conquistou a vaga na Libertadores desse ano. Montillo ainda não foi o mesmo, o que pode ser explicado pelos problemas médicos que seu filho passou. Quem está se destacando é Wallyson, atacante com passagens pelo ABC-RN e Atlético-PR. Antes promissor, fez muitos gols na Libertadores desse ano e chegou a colocar Thiago Ribeiro no banco.

Como ponto negativo está a instabilidade emocional de Cuca, que acaba afetando a equipe. É fato que ele é um bom treinador, pois a Raposa não é o primeiro time que ele monta e que faz sucesso. Mas o desequilíbrio cruzeirense na partida decisiva contra o Once Caldas, em que Cuca chegou a agredir um atleta adversário, não pode se repetir se o clube quiser lutar pelo título brasileiro. Bola, acredito que o Cruzeiro tem. Precisa manter a cabeça no lugar.

O time-base tem Fábio; Vitor (ex-Palmeiras e Goiás), Gil, Victorino (jogou a Copa do Mundo pelo Uruguai ano passado) e Diego Renan; Marquinhos Paraná, Henrique, Roger/Gilberto e Montillo; Wallyson e Thiago Ribeiro. Fazem parte do elenco, entre outros, os zagueiros Léo (ex-Grêmio) e Edcarlos, o lateral Pablo, os volantes Fabríco, Éverton e Leandro Guerreiro, e os atacantes Brandão, Ortigoza e Farías.

INTER

O Colorado, mais uma vez, entra como um dos favoritos ao título. Mantendo a base de jogadores há alguns anos, o acréscimo de nomes como Oscar, Zé Roberto e Cavenaghi pode ser o diferencial para outras temporadas. A equipe é muito forte dentro do Beira-Rio e tem opções no elenco que nenhum outro time tem. Com a contratação de um zagueiro bom, para ser titular, e a manutenção das boas peças no grupo, o Inter tem tudo para ir bem no Brasileirão.

Entretanto, o novo técnico, Falcão, seguirá sem tempo para grandes inovações. Desde que chegou, há cerca de 1 mês, a equipe enfrentou decisões seguidas, e agora já tem o Brasileirão começando nesse final de semana. Vai ter que trocar o pneu com o carro andando.

O time-base tem Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kléber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho e D`Alessandro; Rafael Sóbis e Leandro Damião. O grupo ainda conta com o goleiro Lauro, os zagueiros Índio e Sorondo (se ele voltar a jogar após se recuperar de mais uma série de complicadas lesões) o lateral-esquerdo Fabrício, os volantes Wilson Mathias e Tinga, os meias Oscar e Zé Roberto, e os atacantes Ricardo Goulart e Cavenaghi.

SANTOS

O time paulista já mostrou na temporada passada que é muito forte. Apostando na mescla de jogadores da base com atletas mais rodados, o diferencial do Peixe neste Brasileirão 2011 pode estar no banco: Muricy Ramalho, técnico campeão de 4 dos últimos 5 campeonatos brasileiros. Ele será o responsável por comandar Neymar, Ganso e cia. No ataque, não precisará fazer muito. E arrumar defesas é com ele mesmo. Aguardem, pois o Alvinegro praiano deve vir ainda mais forte do que ano passado.

A defesa já melhorou e, hoje, o que falta ao time é um parceiro para Neymar. Zé Eduardo está de saída para o futebol italiano na janela de agosto, Diogo e Keirrison ainda não emplacaram... Com Neymar visado, o Santos pode sentir falta de um parceiro, ainda mais que a equipe deverá ficar sem Ganso nesse início de disputa.

O time-base tem Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Elano e P.H. Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Diogo). A equipe tem no banco o goleiro Aranha, os zagueiros Bruno Aguiar e Bruno Rodrigo, os laterais Pará e Alex Sandro, os volantes Charles (ex-Cruzeiro) e Rodrigo Possebon, o meia Alan Patrick e os atacantes Maikon Leite (tem pré-contrato assinado com o Palmeiras e deve ir para o Verdão em agosto) e Keirrison.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Campeões estaduais pelo Brasil afora

O domingo foi de decisões e muita emoção pelo Brasil. Soltaram o grito de campeão os torcedores de Inter, Cruzeiro, Santos, Bahia-Feira de Santana, Santa Cruz, Atlético-GO e Chapecoense.

Inter devolve placar do primeiro clássico, vence nos pênaltis e é CAMPEÃO GAÚCHO 2011

Para quem se surpreendeu com o primeiro Gre-Nal, ofensivo e cheio de gols, o segundo clássico pelas finais do estadual foi ainda mais emocionante e com a mesma quantidade de gols. Assim como o Tricolor venceu no Beira-Rio, o Colorado deu o troco e venceu pelos mesmos 3 a 2 dentro do estádio Olímpico. Com isso, a decisão foi para os pênaltis e a taça acabou com o lado vermelho do Estado.

Os Gre-Nais foram eletrizantes, como há muito não viamos. Existem aqueles que preferem um clássico mais brigado, decidido no detalhe. Particularmente, gostei muito dos dois jogos, com equipes brigando muito, como sempre, mas atacando e agredindo o adversário com a bola, mesmo jogando na casa do rival. Nem o Grêmio se intimidou com o Beira-Rio e muito menos o Inter se intimidou com o Olímpico. Apesar do título vermelho, vi o Tricolor melhor nos dois Gre-Nais, mais organizado e criando mais oportunidades na frente. O Inter foi campeão porque soube se reerguer - principalmente no segundo jogo da decisão, após ser eliminado da Libertadores, perder o primeiro clássico em casa e ainda sair atrás no marcador - e porque têm atletas de qualidade superior.

Aliás, a qualidade foi o grande diferencial destes clássicos. O técnico Falcão não teve muito tempo para trabalhar, é verdade, mas parece que ele conseguiu estragar a defesa do Inter, que nas últimas temporadas sempre foi uma das melhores do Brasil. O Grêmio criou muitas oportunidades, não transformadas em gols por Leandro, Lins e Júnior Viçosa. Do lado gremista, a defesa segue muito mal, mesmo com a entrada de Vilson, "menos pior" do que Rodolfo e Rafa Marques. Talvez esteja aí a explicação para tantos gols nos Gre-Nais: a pouca qualidade das defesas, não apenas dos zagueiros de forma individual, mas de todo o sistema.

Se as defesas se equivaleram pelas fragilidades, a qualidade individual dos jogadores de meio e ataque fez a diferença a favor do Colorado. Apesar de os dois times contarem com bons jogadores, o centroavante Leandro Damião fez a diferença, marcando um gol em uma das duas únicas bolas que recebeu e em um momento importantíssimo, quando o Grêmio dominava as ações e já havia perdido boas chances de ampliar. Do lado azul, Júnior Viçosa, herói da semana passada, perdeu dois gols, um em cada tempo, que o bom centroavante não pode perder, ainda mais em clássico e final de campeonato. Outra diferença de qualidade estava no banco de reservas: no Grêmio, entraram em campo com a partida em andamento William Magrão (que errou pênalti), Lins e Borges; no Inter, Oscar e Zé Roberto (o nome do jogo e quem bateu o pênalti do título).

Entre os goleiros, Renan falhou, mais uma vez. Não fosse o erro dele no gol de Borges, o Inter fatalmente venceria no tempo normal, pois o Grêmio parecia não ter forças para reagir. Do outro lado, Victor fez uma partida segura debaixo das traves, com duas grandes defesas: um cabeceio de Leandro Damião e um chute de Zé Roberto da entrada da área. Mas, no lance do pênalti em Zé, o goleiro falhou ao entrar de forma atabalhoada no atleta Colorado, que estava quase saindo pela linha de fundo. Nas penalidades, Renan e Victor mostraram que a dupla têm dois grandes pegadores de pênaltis.

No somatório geral do confronto, Grêmio e Inter fizeram boas partidas. O Tricolor até foi superior, mas a qualidade e a frieza dos Colorados nos momentos de decisão fizeram a diferença para o time de Falcão. Agora, para o Campeonato Brasileiro, não acredito que deva haver reformulação. As equipes precisam de atletas melhores, principalmente o Grêmio, mas o Gre-Nal serviu para mostrar que a dupla têm condições de fazer jogos em alto nível. O desafio dos treinadores é manter as equipes atuando com esse padrão, o que pode ser ajudado com a qualificação do grupo de jogadores, principalmente para um campeonato longo como é o Brasileirão. Parabéns ao Inter e a todos os seus torcedores!

OUTROS ESTADUAIS

Em SP, o Santos venceu em casa, confirmou o favoritismo e ficou com o bicampeonato. Arouca e Neymar abrirarm 2 a 0, Morais descontou no fim e ensaiou uma reação do Timão, que não aconteceu.

Nas Minas Gerais, após um 0 a 0 na etapa inicial, o Cruzeiro fez dois na volta do intervalo, reverteu a vantagem e levantou o caneco num estádio só com torcedores da Raposa.

O Bahia de Feira de Santana surpreendeu e virou a partida contra o Vitória, no Barradão, ficando com o título baiano; em SC, o Chapecoense devolveu o 1 a 0 do primeiro jogo ao Criciúma, e, graças ao regulamento, ficou com o caneco sem disputar pênaltis; o mesmo aconteceu em GO, pois Atlético-GO e Goiás empataram duas vezes por 1 a 1 e o Dragão se sagrou campeão sem disputar penalidades; e, por fim, em PE, o Santa Cruz e Sport ficarm no 0 a 0, resultado que deu o título a sofrida torcida Coral.

sábado, 14 de maio de 2011

Hora de decisão nos Estaduais

Neste domingo ocorrem os jogos decisivos da maioria dos estaduais no Brasil. Com exceção do paranaense e do carioca - em que Coritiba e Flamengo, respectivamente, venceram os dois turnos e se sagraram campeões -os jogos decisivos em Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Goiás e Santa Catarina, para ficar nos principais, serão realizados às 16h deste domingo. No próximo final de semana, dias 21 e 22, começa o Campeonato Brasileiro.

GAUCHÃO

Júnior Viçosa marcou duas vezes e decidiu o primeiro Gre-Nal da final em 3 a 2 para o Tricolor, em pleno estádio Beira-Rio. Agora, Falcão terá que reunir forças e ajeitar a equipe, que necessita vencer por 2 a 0 para ficar com o título. Do outro lado, o técnico Renato tem boas notícias, como a recuperação de Lúcio e, talvez, do goleiro Victor, a volta de Adílson e a confirmação de Rochemback. Ambiente favorável para o Tricolor, mas o Inter tem uma equipe de qualidade e pode, sim, reverter o placar e ficar com o título. Promessa de jogão, assim como foi a primeira partida.

MIINEIRO

No primeiro jogo da decisão, o Atlético-MG venceu o Cruzeiro por 2 a 1, em partida que contou somente com a torcida do Galo. O jogo da volta terá a presença somente de torcedores da Raposa e o técnico Cuca tem o desfalque do argentino Montillo, expulso na primeira partida, e deverá montar o meio com Gilberto e Roger. Parada dura para o lado azul, que foi eliminado da Libertadores em casa para o Once Caldas e agora tem que reverter a vantagem atleticana para ficar com o título.

PAULISTA

Corinthians e Santos fizeram um jogo corrido, disputado e empatado em 0 a 0 no Pacaembú. Na partida da volta, a vantagem do mando de campo é do Peixe, mas qualquer empate com gols da o título ao Timão. No Alvinegro praiano, a ausência de Ganso deixa um problemão para Muricy; já do lado corintiano, Tite deve insistir em Dentinho, mesmo com a má fase do atacante e as críticas que ele vem recebendo. No alçapão da Vila Belmiro, Neymar e companhia devem fazer prevalecer a sua qualidade e ficar com o título.

BAIANO

Na Terra de Todos os Santos, o Vitória recebe o Bahia, de Feira de Santana, no segundo jogo das finais. Na partida de ida, empate por 2 a 2. Além da vantagem de atuar no Barradão, o Leão pode até empatar por 0 a 0 ou 1 a 1 que se sagra pentacampeão estadual.

PERNAMBUCANO

A torcida do Santa Cruz já provou que é umas das mais fiéis do Brasil. Mesmo com a equipe disputando a Série D do Brasileiro, a média de público do Arruda é uma das mais expressivas no cenário nacional. E neste domingo, após anos de rebaixamentos e desilusões, o torcedor Coral está muito perto de soltar o grito de campeão. Na primeira partida da final entre Santa e Sport, na Ilha do Retiro, vitória dos visitantes por 2 a 0. Agora, jogando em casa, o Santa pode até perder por 1 a 0 que se sagrará campeão estadual e voltará a comemorar um título após 6 anos.

GOIANO

Atlético-GO e Goiás empataram em 1 a 1 a primeira partida das finais. Neste domingo, no Serra Dourada, o Esmeraldino precisa apenas de um empate em 0 a 0 para ficar com o título.

CATARINENSE

Na primeira partida, o Criciúma fez valer o mando de campo e venceu a Chapecoense por 1 a 0. Agora, um empate dá ao Tigre o título de campeão estadual.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Copa do Brasil e Libertadores: "zebras" dão uma lição no futebol brasileiro

A Copa do Brasil já tem definida os seus semifinalistas. Ceará x Coritiba e Vasco x Avaí: um desses quatro times conquistará o torneio pela primeira vez e ganhará o direito de disputar a Libertadores de 2012. Será que a eliminação de equipes "grandes", como Flamengo, Palmeiras e São Paulo para Ceará, Coritiba e Avaí, respectivamente, tem alguma relação com as eliminações de Grêmio, Inter, Fluminense e Cruzeiro na Libertadores 2011?

O Coritiba fez um grande campeonato paranaense, tendo a manutenção da base que conquistou a Série B do ano passado (e até alguns dos atletas que caíram em 2009) como o grande esteio desta equipe. Pode se contestar a qualidade dos adversários do Coxa em 2011, ano em que a equipe conquistou a expressiva marca de 24 vitórias consecutivas. Mas o que dizer do campeonato paulista? Tido como um dos mais fortes estaduais do país, o Paulistão apresentou Palmeiras e São Paulo entre os quatro melhores da competição, equipes eliminadas por Coxa e Avaí, que jogam regionais mais "fracos", como o paranaense e o catarinense. Seriam mais fracos mesmo?

O Avaí apostou na volta de velhos ídolos. O técnico Silas, o meia Marquinhos e o centroavante Willian retornaram ao clube onde se consagraram junto a torcida avaiana em 2009, ano em que o Leão ficou muito perto da vaga na Libertadores. Apesar de ser um time em formação, com várias caras novas, o Avaí joga como um legítimo Leão, marcando muito e fazendo do seu estádio, a Ressacada, um verdadeiro caldeirão.

Já o Ceará também manteve alguns jogadores da campanha do ano passado, como o meia Geraldo e o volante Careca, destaques em um ano no qual se o Vozão não lutou pelo título ao menos passou longe do Z-4. A esses valores somaram-se atletas conhecidos como o goleiro Fernando Henrique (ex-Fluminense) e os atacantes Iarley (ex-Corinthians, Goiás e Inter) e Júnior (finalista da Copa do Brasil e goleador do Vitória em 2010).

Clubes médios, com um bom planejamento e nenhuma badalação. É isso o que Coritiba, Avaí e Ceará têm em comum. Ao contrário de Palmeiras, São Paulo e Flamengo, que contam com atletas como Valdívia, Luís Fabiano e Ronaldinho no elenco, jogadores de altos sálarios e pouco retorno (o Fabuloso sequer chegou a jogar ainda, pois está lesionado desde a sua volta, em 27 de março), os três semifinalistas da Copa do Brasil têm atletas de boa trajetória, alguns promissores que não deram certo em grandes clubes (como Thiago Humberto, ex-Inter, e Rafinha, ex-São Paulo) e outros nomes menos badalados, mas competentes. Essa fórmula pôde ser vista também na Libertadores: Fluminense, Grêmio, Inter e Cruzeiro foram eliminados por equipes com poder financeiro muito mais fraco, assim como a sua capacidade técnica.

O ano de 2012 está apenas na metade. Mas o futebol brasileiro está recebendo uma lição: sálarios cada vez mais altos e jogadores que voltam da Europa desinteressados são a marca do fracasso até agora. Nada garante que esse atletas não darão o retorno esperado e brilharão no segundo semestre. Mas a primeira parte da temporada está para se encerrar, deixando a lição de que planejamento e união valem muito mais do que sálarios altos e atletas renomados no final de carreira.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Zebra na Libertadores? Eliminação dos brasileiros poderia ser prevista...

A quarta-feira foi negra para o futebol brasileiro na Copa Libertadores. E como é bom ver a imprensa se divertindo no dia seguinte, listando os "culpados" pela derrota. É muito fácil essa vida de analista de resultados. Quando o Grêmio estava mal, por exemplo, eu escrevi aqui que não estava muito longe dos demais brasileiros, e que nenhum deles estava "o bicho" nessa temporada. É muito oportunismo chegar agora e listar os erros cometidos; isso é óbvio demais, é um insulto, uma agressão a inteligência do ouvinte/leitor/telespectador.

Mas o que dizer nesse momento então? Acredito que os times brasileiros foram eliminados por dois motivos principais. Grêmio e Fluminense foram vitimados pela ruindade e falta de futebol, enquanto Inter e Cruzeiro eram superiores aos seus adversários, mas não eram tão bons quanto imaginavam e as partidas não foram tão fáceis como previram. Eu nunca fui um entusiasta das equipes brasileiras nesse ano, então me reservo o direito de fazer uma análise sobre o "apagão" brasileiro na noite desta quarta-feira na Libertadores. Não é uma caça as bruxas, e muito menos eu sou o dono do razão. Por isso, opinem, concordem, discordem, enfim, participem. Aqui é tudo muito saudável,  até porque agora não adiantar culpar a, b ou c pelos resultados.

O Grêmio perdeu a chance que tinha de se classificar ao perder em casa. Porque fora era óbvio que não ia conseguir um bom resultado, no máximo poderia empatar. Dentro do Olímpico, a equipe não fazia um mal jogo, mas equilibrava as ações com o oponente até levar o 1 a 0. E, então, eis que o grande diferencial surge: a expulsão de Borges. Com um a menos, e com Lins e Leandro jogando na frente, o Grêmio conseguiu ainda ser superior ao adversário, que se acomodou com o resultado. Rochemback foi um monstro na partida em Porto Alegre. E o gol de empate veio pelo pés de quem poderia fazer algo diferente, o solitário Douglas. O time se empolgou, mas o adversário acordou. O técnico da Universidad mexeu, colocando um homem de frente e sacando um volante. Seus jogadores entenderam o recado e passaram a jogar de novo. E, em um contra-ataque, contra um adversário cansado por correr com um a menos e exposto por tentar virar a partida definiram o 2 a 1 com o gol de cabeça de Pratto. No jogo da volta, no Chile, nada poderia ser feito. Carlos Alberto foi muito bem dispensado, pois nada iria acrescentar ao time. Talvez Renato pudesse ter escalado Escudero como meia na vaga de um dos volantes, se bem que o argentino ainda deixa muito a desejar, principalmente pelos problemas físicos. Enfim, esses foram os fatores que levaram a eliminação. Que o grupo do Gremio era limitado, isso é verdade. Mas ainda assim a classificação às quartas de final poderia ter ocorrido.

Já o Fluminense sofre com a qualidade do seu futebol desde a reta final do ano passado. O time de Muricy nunca encantou e foi campeão pela vantagem que abriu aproveitando um bom momento de sua equipe e um mau momento dos rivais. Terminou o Brasileirão com dois pontos de vantagem para o segundo colocado e três para o terceiro lugar. Nesse ano, penou na primeira fase da Libertadores, se classificando nos minutos finais do último jogo e ainda assim só no saldo de gols, além de ter colecionado uma eliminação para o Boavista no Campeonato Carioca. É um time sem padrão, com problemas de lesões na defesa, com um Conca muito descontado (não dá pra exigir dele o futebol do ano passado depois de ter operado o joelho e perdido um bom tempo de preparação, além da carga de ter que entrar na equipe quando ela passava por um mau momento) e com dois centroavantes trombadores na frente. O resultado de tudo foi a perda de uma boa vantagem conquistada em casa para uma equipe sem grande brilho, o Libertad, do Paraguai.

O Inter tem a desculpa de que Falcão teve pouco tempo para trabalhar. Mas é inegável a qualidade do time, sem falar que mudanças drásticas no sistem tático não foram feitas. A derrota e a eliminação passam por problemas no jogo mesmo. Após ter vencido o Gre-Nal, em que foi amplamente superior ao Grêmio, a equipe pareceu muito acomada. Fez um gol logo e achou que o adversário estava morto. Tudo bem que a diferença de futebol entre Inter e Peñarol é grande, mas mesmo assim a equipe Colorada tinha que fazer por onde para se classificar. O belo gol dos uruguaios logo no início da segunda etapa instalou o pânico nos jogadores, que viram o adversário virar o marcador em pleno Beira-Rio lotado. E aí Falcão também não ajudou; colocar Ricardo Goulart não foi um bom recado ao time. Por mais que Sóbis e Cavenaghi não estejam sendo merecedores de muito crédito, a mensagem passada ao time foi confusa com a entrada de um atleta do fracassado time B e ainda com pouca experiência. Em momentos decisivos, não se pode testar, apostar. Veja o exemplo de Rafael Sóbis ano passado: não estava muito bem, como agora, mas fez o gol decisivo na final da Libertadores. Hora de decisão é pra quem sabe, quem está acostumado e não vai tremer. Mesmo em má fase, a chance de uma bola cair nos pés de Cavenaghi ou Sóbis e ir parar na rede é muito maior do que a de Ricardo Goulart marcar um gol ou fazer uma jogada diferenciada. Ele não é um mau jogador, mas o técnico acabou queimando ele, que, mesmo não sendo culpado, será perseguido pela torcida, podem apostar.

O Cruzeiro foi o retrato do destempero do seu treinador, Cuca. A imagem dele agredindo um jogador do Once Caldas (o colombiano Rentería, ex-Inter) é a prova do que foi a equipe em campo. Roger, meia de criatividade, conseguiu ser expulso por dar dois carrinhos. Esse destempero todo levou a eliminação do melhor time brasileiro na Libertadores, na minha opinião. Tudo bem que as ausências de Wallyson e Thiago Ribeiro enfraqueceram o ataque. Mas a Raposa não precisava de gols. Ela podia até tomar um que ainda se classificava. E uma equipe que fez 15 gols e sofreu um na primeira fase não poderia dar o mole de passar em branco e levar 2 justamente na fase de mata-mata.

Agora, a esperança de o Brasil seguir com suas boas campanhas na Libertadores e ir o mais longe o possível está toda com o Santos. O time de Muricy encaixou bem no 4-3-1-2 com Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Elano e P.H. Ganso; Neymar e Zé Eduardo. Mas não está essa maravilha toda também. A defesa não é das melhores individualmente, e Zé Love não está bem. Falta parceira a Neymar e Ganso na linha de frente. A lesão de Elano pode complicar muito as coisas, pois a equipe perde em qualidade, experiência e bola parada. Resta torcer (ou não) para que o bom futebol de Ganso e Neymar se sobressaia e a equipe possa representar o Brasil da melhor maneira possível.