Barcelona e Real Madrid é, sem dúvida, o maior clássico da atualidade. É impossível, na minha opinião, dizer qual é o maior clássico do mundo. Mas, dentre todos os grandes confrontos, Barça e Real, pela qualidade e pelo momento das equipes, pode ser considerado, hoje, o maior de todos. Em virtude disso, o jogo deste sábado, empatado em 1 a 1 no Santiago Bernabéu, deixou a desejar. Vejamos os porquês.
Inicialmente, o clássico não foi o que se esperava pela covardia de José Mourinho. O Barcelona é um time mais pronto, que joga junto há mais tempo, mas o Real Madrid tem jogadores de muita qualidade, não pode jogar só se defendendo. Em determinado momento da primeira etapa, a posse de bola chegou a ser 83% a 17% a favor do Barça. Posse de bola que não quis dizer nada, porque os catalães não criavam. Mas, jogando em casa, o Real tem que se impor, tem que jogar, não pode só ficar se defendendo. O futebol pune, como diz o filósofo Muricy Ramalho, e puniu no começo da segunda etapa. Erro de Raúl Albiol, pênalti em David Villa, expulsão do zagueiro madridista e gol de Messi: 1 a 0 Barça.
Na segunda etapa, o Real, mesmo com um a menos, foi corajoso. Mourinho colocou o time mais à frente, o Barça achou que tudo estava resolvido e, em uma disputa de bola duvidosa, o árbitro marcou pênalti de Daniel Alves em Marcelo. Cristiano Ronaldo empatou. O Real mereceu a igualdade mais pela coragem que teve a partir da expulsão e pelo relaxamento do Barcelona do que pelo futebol apresentado. E, em um clássico dessa grandeza, com times da maior qualidade, isso é muito pouco.
Aos amantes do bom futebol, a esperança está nos próximos confrontos. Barcelona e Real Madrid se encontram mais três vezes nos próximos 18 dias. Na quarta-feira, dia 20, decidem a Copa do Rei. Nos dias 27 de abril e 3 de maio se enfrentam pela semifinais da UEFA Champions League. Com certeza, em partidas valendo título ou vaga na final (o jogo deste sábado valeu pelo Campeonato Espanhol, que está nas mãos do Barça, 8 pontos a frente do Real, segundo colocado), as equipes vão mostrar um melhor futebol. Ou ao menos é isso que todos esperam de um clássico da grandeza de Real Madrid e Barcelona.
sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Vexame gremista na Bolívia
Resolvi interromper minhas férias nos EUA (merecidissímas, diga-se de passagem) para falar sobre o Grêmio. Eu sei que a Liga dos Campeões está pegando fogo e indo para as semifinais, mas a atuação rídicula do Grêmio contra o time misto do Oriente Petrolero me indignou de tal forma que precisei vir aqui desabafar. Onde está a vergonha na cara deste time?
Para começar, Renato escalou bem o time. Com as opções que tinha e as ausências de Willian Magrão, Douglas e Leandro, e imaginando que o adversário provavelmente jogaria com duas linhas de quatro, o treinador gremista fez o mesmo, deixando Fábio Rochemback e Adílson centralizados, e Gabriel e Lúcio como articuladores pelos lados. Mário Fernandes entrou na lateral-direita e Escudero foi o parceiro de Borges na frente. Colocar Maylson ou Vinicius Pacheco no meio era uma alternativa, mas Renato fez bem em apostar na ofensividade de Gabriel. Mesmo quando trocou Bruno Collaço, lesionado, por Fernando, o treinador Tricolor não cometeu nenhuma loucura, pois o time estava marcando mal no meio-de-campo. A ideia foi correta, talvez tenha faltado um pouco de ousadia, característica marcante da personalidade do técnico, para a entrada de Vinicius Pacheco.
O grande problema do Grêmio na partida foi o ânimo dos jogadores. Sem inspiração alguma e, aparentemente, sem nenhuma vontade de estarem ali jogando, os atletas envergonharam a história do Grêmio e perderam merecidamente para o medíocre time do Oriente Petrolero, da Bolívia, que já estava eliminado e ainda poupou vários titulares. A dupla de zaga bateu cabeça a partida inteira, chegando ao ponto do zagueiro Rodolfo ser expulso. Para quê? Aliás, esse jogador não é ruim, mas ainda não justificou a sua escalação. O melhor defensor gremista se chama Vilson e espero que Renato não esqueça de escalá-lo assim que ele reunir as condições ideais para entrar em campo. O seu parceiro pode ser qualquer um, Rafael Marques ou Rodolfo, que não fará muita diferença. No momento atual, acredito até que o sempre contestado Rafa Marques esteja melhor. Mário Fernandes e Lúcio foram pouco ao ataque, Adílson e Fernando erraram todos os passes, Rochemback ficou muito atrás, Gabriel esteve completamente perdido, assim como Borges, e Escudero teve alguns lampejos. E só. A isso se resumiu a atuação do time do Grêmio, que poderia ter levado mais não fossem as defesas do goleiro Victor.
Eu não sou adepto da filosofia do torcedor apaixonado, que quando o time ganha é o melhor do mundo e quando perde é o pior. Mas, nesse ano de 2010, o time do Grêmio vem sendo muito irregular. Potencial para jogar melhor eles têm. Agora, Gabriel precisa esquentar o banco de Mário Fernandes para começar a se ligar. O atual camisa 2 é mais jogador, mas Mário é promissor e tem demonstrado muito mais gana e vontade de jogar do que o titular. Adílson precisa fazer uma musculação intensiva e voltar quando tiver força para desarmar e acertar o passe, como faz Fábio Rochemback. Carlos Alberto e Escudero precisam ser mais cobrados, pois não vieram pra cá para demonstrar vontade e sim para ajudarem Douglas a fazer o time jogar. O Grêmio não pode ficar dependente dos passes de Douglas ou da iniciativa pessoal de Leandro. É muito pouco para quem almeja ser campeão da Libertadores.
Por fim, Leandro e Willian Magrão serão bons reforços para a segunda fase. Se Renato quer um substituto para Douglas, tem que ir ao mercado e contratar. Pessali ainda não mostrou tudo o que pode, e apostar nele para essa função é, no mínimo, uma irresponsabilidade. Sem Douglas, o treinador gremista tem que achar outro jeito de armar a equipe. Pessali pode até ser inscrito na segunda fase, pois é um bom jogador e valeria a pena lhe dar mais experiência. Mas não contem com ele como substituto de Douglas.
Não se viu ainda um bicho-papão nessa Libertadores. O Cruzeiro passou voando no seu grupo. Mas não me pareceu um time muito acima dos demais. A primeira fase da Libertadores engana, pois os grupos são fracos, apesar de os mineiros terem enfrentado o Estudiantes (na verdade, atletas com a camisa do Estudiantes, mas que não honraram a história e a tradição do clube argentino e levaram duas surras - 5 a 0 e 3 a 0). O Santos tem uma boa equipe, o Inter começa a pintar com um projeto muito interessante sob o comando de Falcão, mas o Grêmio está no mesmo nível dos outros brasileiros. Precisa começar a ter, antes de qualquer coisa, mais vontade de jogar.
Para começar, Renato escalou bem o time. Com as opções que tinha e as ausências de Willian Magrão, Douglas e Leandro, e imaginando que o adversário provavelmente jogaria com duas linhas de quatro, o treinador gremista fez o mesmo, deixando Fábio Rochemback e Adílson centralizados, e Gabriel e Lúcio como articuladores pelos lados. Mário Fernandes entrou na lateral-direita e Escudero foi o parceiro de Borges na frente. Colocar Maylson ou Vinicius Pacheco no meio era uma alternativa, mas Renato fez bem em apostar na ofensividade de Gabriel. Mesmo quando trocou Bruno Collaço, lesionado, por Fernando, o treinador Tricolor não cometeu nenhuma loucura, pois o time estava marcando mal no meio-de-campo. A ideia foi correta, talvez tenha faltado um pouco de ousadia, característica marcante da personalidade do técnico, para a entrada de Vinicius Pacheco.
O grande problema do Grêmio na partida foi o ânimo dos jogadores. Sem inspiração alguma e, aparentemente, sem nenhuma vontade de estarem ali jogando, os atletas envergonharam a história do Grêmio e perderam merecidamente para o medíocre time do Oriente Petrolero, da Bolívia, que já estava eliminado e ainda poupou vários titulares. A dupla de zaga bateu cabeça a partida inteira, chegando ao ponto do zagueiro Rodolfo ser expulso. Para quê? Aliás, esse jogador não é ruim, mas ainda não justificou a sua escalação. O melhor defensor gremista se chama Vilson e espero que Renato não esqueça de escalá-lo assim que ele reunir as condições ideais para entrar em campo. O seu parceiro pode ser qualquer um, Rafael Marques ou Rodolfo, que não fará muita diferença. No momento atual, acredito até que o sempre contestado Rafa Marques esteja melhor. Mário Fernandes e Lúcio foram pouco ao ataque, Adílson e Fernando erraram todos os passes, Rochemback ficou muito atrás, Gabriel esteve completamente perdido, assim como Borges, e Escudero teve alguns lampejos. E só. A isso se resumiu a atuação do time do Grêmio, que poderia ter levado mais não fossem as defesas do goleiro Victor.
Eu não sou adepto da filosofia do torcedor apaixonado, que quando o time ganha é o melhor do mundo e quando perde é o pior. Mas, nesse ano de 2010, o time do Grêmio vem sendo muito irregular. Potencial para jogar melhor eles têm. Agora, Gabriel precisa esquentar o banco de Mário Fernandes para começar a se ligar. O atual camisa 2 é mais jogador, mas Mário é promissor e tem demonstrado muito mais gana e vontade de jogar do que o titular. Adílson precisa fazer uma musculação intensiva e voltar quando tiver força para desarmar e acertar o passe, como faz Fábio Rochemback. Carlos Alberto e Escudero precisam ser mais cobrados, pois não vieram pra cá para demonstrar vontade e sim para ajudarem Douglas a fazer o time jogar. O Grêmio não pode ficar dependente dos passes de Douglas ou da iniciativa pessoal de Leandro. É muito pouco para quem almeja ser campeão da Libertadores.
Por fim, Leandro e Willian Magrão serão bons reforços para a segunda fase. Se Renato quer um substituto para Douglas, tem que ir ao mercado e contratar. Pessali ainda não mostrou tudo o que pode, e apostar nele para essa função é, no mínimo, uma irresponsabilidade. Sem Douglas, o treinador gremista tem que achar outro jeito de armar a equipe. Pessali pode até ser inscrito na segunda fase, pois é um bom jogador e valeria a pena lhe dar mais experiência. Mas não contem com ele como substituto de Douglas.
Não se viu ainda um bicho-papão nessa Libertadores. O Cruzeiro passou voando no seu grupo. Mas não me pareceu um time muito acima dos demais. A primeira fase da Libertadores engana, pois os grupos são fracos, apesar de os mineiros terem enfrentado o Estudiantes (na verdade, atletas com a camisa do Estudiantes, mas que não honraram a história e a tradição do clube argentino e levaram duas surras - 5 a 0 e 3 a 0). O Santos tem uma boa equipe, o Inter começa a pintar com um projeto muito interessante sob o comando de Falcão, mas o Grêmio está no mesmo nível dos outros brasileiros. Precisa começar a ter, antes de qualquer coisa, mais vontade de jogar.
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