quarta-feira, 30 de junho de 2010

Será que agora vai?


Bom, aproveitando a parada da Copa, resolvi fazer uma ánalise da dupla Gre-Nal nessa intertemporada do futebol nacional.
O Grêmio trouxe André Lima, centroavante de área estilo William (a torcida espera que ele seja parecido apenas no estilo e não nas atuações também). Jogador razoável, no máximo, um bom reserva. Não perdeu jogadores importantes, mas... Não agrada a ideia de colocar o Mário Fernandes na reserva, é um excelente jogador, em breve, estará no nivel de seleção. Ainda mais sendo reserva do Edílson na lateral e do Ozéia na zaga. Complicado hein, Silas?!
Já o Internaacional fez 3,5 grandes contratações. Renan fez uma belíssima temporada no Xerez, apesar de não ter conseguido evitar o rebaixamento da equipe. Isso significa que ele está em forma, livre das lesões que o impediram de ter sequência no Valência (aliás, é difícil entender os espanhóis, que investiram num jovem goleiro e apostam na titularidade do César, que foi até titular do Real Madrid, é verdade, mas há quanto tempo já vemos o Casillas no gol dos merengues?). Além dele, Tinga, ex-Borussia Dortmund (ALE), também está a disposição. Pode surgir um meio-campo interessante, com Guiñazu apoiando o lateral-esquerdo e Tinga fazendo o mesmo do outro lado, talvez ele ajude o Nei a recuperar o futebol de temporadas passadas. Há ainda a confirmação do Rafael Sóbis, que está apenas por detalhes. Essas são as 3 grandes contratações. A grande contratação 0,5 é a de Celso Roth. Claro, os colorados vão dizer que eu sou gremista, mas nada disso, acho que ele é um bom profissional. Fez um excelente trabalho no Grêmio e embora muitos digam que perdemos o Brasileirão 2009 por sua causa, eu penso que chegamos a última rodada com chances de ganha graças a ele, que dispunha de Soares, Perea, Marcel e Reinaldo para formar a dupla titular de ataque, sem falar nas outras posições do time (Pereira de titular na zaga, Thiego jogando vários jogos, Paulo Sérgio e Hélder em grande parte da campanha foram titulares das laterais).
Não me lembro de um grupo tão bom de jogadores à disposição do Celso. Não gostei dessa primeira formação que ele testou, um 4-5-1 com 3 volantes. Mas, para jogar 4 jogos visando o título da libertadores, vale jogar até no 6-4-0, desde que ele ganhe, óbvio. Por que então contratação 0,5? É que, apesar de fazer grandes trabalhos, acredito que existam treinadores que só sabem dirigir equipes ruins. Esses técnicos sempre fazem história, mas dentro da perspectiva do que é história para aquele clube. Levar o Avaí da segunda divisão à sexta colocação no Brasileirão, para os catarinenses, é histórico. Já para os grande clubes não.
É por isso que veremos se Roth definitivamente entra para o time dos grandes técnicos ou se continuará a carregar a alcunha de técnico do quase, sem ser uma unanimidade.
No próximo post, voltarei a falar de Copa.
Até breve!

terça-feira, 29 de junho de 2010

No travessão!

Infelizmente, por motivos acadêmicos, não pude assistir a Espanha e Portugal, mas a minha previsão de que a Fúria venceria de forma apertada se confirmou e até pode se dizer que foi ainda mais apertada, pois contou com (mais) um erro de arbitragem.
Já sobre Japão e Paraguai, poucos devem ter levado à sério o que eu falei. Mesmo o Paraguai não sendo uma grande seleção, era o favorito, até pela pouca expressão dos asiáticos. E não é que os japoneses seguraram até as penalidades máximas o 0 a 0? Está certo que não foi um grande jogo, provavelmente o mais fraco técnica e emocionalmente das oitavas de final da Copa, mas entendo que, dentro das suas características, claro, os japoneses repetiram as suas boas atuações, tendo uma defesa sólida e criando boas jogadas. Estiveram mais perto de marcar e sempre em jogadas trabalhadas, com toques rápidos e infiltrações; já os sul-americanos, só levaram perigo em bolas aéreas, desperdiçando grande chance com o Roque Santa Cruz (que, aliás, faz uma Copa bem abaixo do esperado).
Takeshi Okada, técnico do Japão, idolatrado no país (tem inclusive seu rosto em uma bandeira gigante, levada aos estádios pelos torcedores) e grande responsável pela boa campanha dos samurais, cometeu neste jogo talvez os seus dois únicos pecados no mundial: não colocou o S. Nakamura em campo e escalou o jogador que errou o penâlti entre os cobradores.
Shunsuke Nakamura, camisa 10 do Japão (não confunda com o Kengo Nakamura, camisa 14, que entrou no decorrer do segundo tempo), jogador com passagens pelo Celtic, da Escócia, e pelo Espanyol, de Barcelona (ESP), deveria ter entrado, pois o Japão se propôs a jogar o segundo tempo e também a prorrogação cavando faltas e levantando a bola para a área (e, acreditem, ninguém tem uma bola parada melhor que a dele na seleção).
O outro erro foi escalar Komano, camisa 3, lateral-direito reserva, para bater o penâlti. Tudo bem, ele poderia até se destacar nos treinos, estar descansado, mas, se os homens de frente japoneses já têm dificuldades em marcar gols e têm pouca experiência internacional, imagina o que passa na cabeça de um defensor, ainda por cima reserva, na hora de bater um penâlti em um mundial? Deu no que deu, bola no travessão e uma passagem de volta para casa.
Amanhã e quinta a Copa faz uma pausa, mas pensarei em algo para dividir com os amigos.
Até breve!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O fator Felipe Melo

Grande atuação do Brasil, vitória tranquila, Kaká foi bem, Robinho e Luís Fabiano fizeram gols, mas... Qual foi o grande diferencial do Brasil de hoje para o Brasil da primeira fase? Kaká está melhor fisicamente - é verdade, mas contra a Costa do Marfim, mesmo sem estar na plenitude da forma física, já fez a diferença, dando assistências para dois gols; ah!, então foi o Robinho - fez gol, mas ainda não repetiu as atuações da Copa América, Eliminatórias e Copa das Confederações; o Felipe Melo não jogou - aham, aí está a chave da vitória brasileira.
Nada contra o Felipe, que inclusive ajudou a rebaixar o meu Tricolor, mas tudo a favor do bom futebol e da Seleção brasileira. Felipe Melo não tem bola e muito menos atitude de jogador de seleção. Está na África porque o Dunga encontrou alguém para satisfazer a sua vontade de contar com um volante ruim, mas que dá porrada - porque o Gilberto Silva até chega junto, mas, às vezes, parece calminho demais, mineirinho demais. Já o Felipe Melo não. Por jogo, ele chuta umas 10 bolas para a lateral em vez de dominar e sair jogando. Até gosto de um jogador mais vibrante, entretanto ele poderia ter escolhido um que sabe jogar também (o Lucas, por exemplo, Dudu Cearense, que apesar de estar meio escondido é um bom jogador, o próprio Ramires, se continuar repetindo a atuação de hoje...).
Por isso que, apesar da grande atuação dos principais jogadores da seleção (Kaká com a movimentação e Robinho e Luís Fabiano com os gols), o grande diferencial da vitória brasileira foi o Ramires na vaga do Felipe Melo.
Vale destacar também o Michel Bastos, que finalmente fez algo de útil na Copa: marcou, foi à frente, driblou e quase deixou o seu. A dupla de zaga, hoje com a grande participação do Gilberto Silva, mais uma vez foi a fortaleza de sempre, Dani Alves fez tudo ao contrário do que havia feito contra a Costa do Marfim e mostrou seu melhor futebol...
Enfim, grande atuação do conjunto da Seleção, sem a "maçã mais podre do cesto" (porque ele não é a única maçã podre dessa seleção), Felipe Melo.
Amanhã tem mais Copa, que, infelizmente, vai parar pela primeira vez nessa quarta e quinta-feira. Sobre os jogos de amanhã, tem cara de jogões hein?! Gostei muito do Japão e acho que o Paraguai vem caindo - foi muito bem contra a Itália, nem tanto contra a Eslováquia (apesar da vitória) e ficou no 0 a 0 com a Nova Zelândia (tudo bem que já estava praticamente classificado).
E Espanha e Portugal também tem tudo para ser parecido com Inglaterra e Alemanha em qualidade, mas acredito em vitória apertada da Espanha, apesar de ter gostado de Portugal contra o Brasil e Coreia do Norte.
Bom, desculpem pelo post tão grande, quem aguentou até o fim, prometo que vou tentar diminuir.
Até a próxima!

domingo, 27 de junho de 2010

"É Copa do Mundo!"

Alemanha e Inglaterra: "que jogo, amigo", como definiria Galvão Bueno. Ou, citando Galvão mais uma vez: "É Copa do Mundo". Esse grande jogo me inspirou a tirar da cabeça uma ideia antiga, a de escrever um blog sobre futebol, que dará espaço aos outros esportes quando estes o fizerem por merecer.
Falando do jogo agora, foi um jogaço mesmo. A Inglaterra, que não fazia grande Copa, caiu de forma digna, tentando jogar e não apenas cruzando a bola para a área, como fazia até então no Mundial. Já a Alemanha mostrou que tem uma geração e tanto e que vai dar muito trabalho nesta Copa e tem tudo para repetir o bom futebol no Brasil em 2014.
Apesar do erro do árbitro, que poderia ter mudado o panorama do jogo, a classificação alemã foi justa, pois o time jogou com muita persolidade frente aos conhecidos e badalados jogadores do English team. Destaque para Ozil e Müller que jogaram um partidaço, sem se esconderem, e mataram a Inglaterra. A Copa tava devendo um jogo assim, que com certeza vai entrar para a história dos mundiais.
Bom, por enquanto é isso. Daqui a pouco tem Argentina e México. Não percam.
Até breve!